Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

EUA e Rússia revivem a Guerra Fria no Oriente Médio com duas cúpulas

Reuniões paralelas, na Polônia e na Rússia, representaram a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito entre Israel e a Palestina
Juan Carlos Sanz e María R. Sahuquillo | El País
Sochi / Jerusalém - Em 1991, a Conferência de Madri estabeleceu um modelo para o diálogo multilateral no Oriente Médio após o fim da Guerra Fria, que havia colocado Washington contra Moscou na disputa pela hegemonia em uma região estratégica. Transcorridos mais de 27 anos, dois conclaves paralelos representaram nesta quinta-feira em Varsóvia (Polônia) e Sochi (Rússia) a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito israelo-palestino. Os Estados Unidos e a Rússia, copresidentes em Madri em 1991, já não atuam mais como mediadores para aliviar as tensões e, mais uma vez, assumem um lado entre as partes conflitantes.

No fórum da capital polonesa, a diplomacia dos EUA chegou a um impasse ao reunir mais de 60 países em uma reu…

Um morto e 147 feridos em confrontos entre palestinianos e soldados israelitas

Este já é o dia com mais baixas palestinianas desde 2014. Transferência de embaixada dos EUA de Telavive para Jerusalém motivou revolta


DN/Lusa

Pelo menos 52 palestinianos foram mortos por soldados israelitas durante os protestos junto à fronteira com Gaza contra a transferência da embaixada dos EUA de Telavive para Jerusalém, segundo autoridades de saúde palestinianas, citadas pela Reuters. A vítima mais nova teria 14 anos. Segundo a Reuters, há cerca de 1200 feridos, metade com balas.

Protestos no sul da Faixa de Gaza | Foto REUTERS/Ibraheem Abu Mustafa

É o dia com mais baixas palestinianas desde a guerra de Gaza em 2014.

De acordo com Ashraf al Qedra, porta-voz do Ministério da Saúde palestiniano em Gaza, a primeira vítima foi Anas Qudieh, de 21 anos, que morreu na sequência do impacto de uma bala a este de Jan Yunis, sul do enclave.

Milhares de palestinianos reuniram-se hoje em vários pontos da fronteira e pequenos grupos tentaram aproximar-se das barreiras de segurança que estão fortemente vigiadas pelo exército.

Segundo a agência espanhola EFE, as forças israelitas, que haviam alertado a população para não se aproximarem da linha divisória, dispararam gás lacrimogéneo contra os manifestantes para impedir que eles se aproximassem do portão de segurança.

Em panfletos lançados por caças, o exército israelita avisa que "atuará contra qualquer tentativa de danificar a vedação de segurança ou atacar soldados ou civis israelitas".

Na terça-feira, os palestinianos assinalam o 'Nakba' (desastre, em árabe), que designa o êxodo palestiniano em 1948, quando pelo menos 711.000 árabes palestinianos, segundo dados da ONU, fugiram ou foram expulsos das suas casas, antes e após a fundação do Estado israelita.

Com estas mortes elevam-se para 70 o número de palestinianos abatidos por soldados israelitas na faixa de Gaza desde o início das manifestações, a 30 de março.

Comentários

NOTÍCIAS MAIS LIDAS

Postagens mais visitadas