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Análise: Brasil poderia se tornar 'vigilante' dos EUA na América Latina

O presidente norte-americano, Donald Trump, referiu a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN. O analista russo Pavel Feldman avaliou a possibilidade de entrada do Brasil na aliança, bem como que papel poderia desempenhar o Brasil no conflito na Venezuela.
Sputnik

Durante a visita oficial do presidente do Brasil Jair Bolsonaro aos EUA, foram discutidos os assuntos internacionais mais importantes, entre eles a cooperação bilateral entre os EUA e o Brasil e a situação na Venezuela.


Uma das declarações mais sensacionais foi a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN, referida pelo presidente dos EUA Donald Trump.

O vice-diretor do Instituto de Estudos Estratégicos e Prognósticos da Universidade Russa da Amizade dos Povos, Pavel Feldman, revelou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik que os EUA são apenas um dos países da OTAN, há outros países cuja opinião deveria ser levada em conta nesse assunto.

Segundo ele, se o Brasil aderir à OTAN ele vai desempenhar o papel de vigilante d…

Almirante dos EUA: exercícios da OTAN na Noruega são um 'sinal' para a Rússia

Os exercícios antissubmarino da OTAN que começaram na segunda-feira (25) no norte da Noruega devem ser entendidos pela Rússia como um sinal de que Washington e Oslo estão fortalecendo a cooperação militar, declarou ao canal NRK o almirante John Richardson, comandante da Marinha dos EUA.


Sputnik

Este ano os exercícios anuais da Aliança Dynamic Mongoose estão sendo realizados perto da província norueguesa de Troms e prosseguirão até 6 de julho. Segundo os organizadores, nas manobras participam sete navios, três aeronaves de patrulha marítima e dois submarinos. Além da Noruega e dos EUA, militares da Dinamarca, Alemanha, Polônia, Holanda, Espanha e Turquia também integram as manobras.

Navios de guerra da OTAN.
Navios de guerra da OTAN © AP Photo / Gero Breloer

Segundo Richardson é normal que os EUA e Noruega desenvolvam a cooperação militar, mas isso deve ser um sinal para a Rússia.

"Eles devem considerar isso como um sinal de que estamos fortalecendo nossa parceria", disse o almirante.

Além disso, ele acrescentou que aumentou o interesse pelas regiões setentrionais, principalmente devido à mudança climática e aos problemas de segurança.

Como observou o ministro da Defesa da Noruega, Frank Bakke-Jensen, a situação de segurança na região levou à intensificação das ações da OTAN.

"Há cinco ou seis anos tudo estava tranquilo, mas agora não está mais. E isso não tem a ver apenas com a Rússia, a situação se tornou mais incerta", disse o ministro.

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