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Análise: Brasil poderia se tornar 'vigilante' dos EUA na América Latina

O presidente norte-americano, Donald Trump, referiu a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN. O analista russo Pavel Feldman avaliou a possibilidade de entrada do Brasil na aliança, bem como que papel poderia desempenhar o Brasil no conflito na Venezuela.
Sputnik

Durante a visita oficial do presidente do Brasil Jair Bolsonaro aos EUA, foram discutidos os assuntos internacionais mais importantes, entre eles a cooperação bilateral entre os EUA e o Brasil e a situação na Venezuela.


Uma das declarações mais sensacionais foi a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN, referida pelo presidente dos EUA Donald Trump.

O vice-diretor do Instituto de Estudos Estratégicos e Prognósticos da Universidade Russa da Amizade dos Povos, Pavel Feldman, revelou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik que os EUA são apenas um dos países da OTAN, há outros países cuja opinião deveria ser levada em conta nesse assunto.

Segundo ele, se o Brasil aderir à OTAN ele vai desempenhar o papel de vigilante d…

Como reintegrar Donbass? Ucrânia revela detalhes do plano B

Político ucraniano revela os passos do plano de reserva ucraniano com vista a resolver o conflito em Donbass.


Sputnik

Em entrevista à edição Apostrof, o ex-embaixador ucraniano na Croácia e atual conselheiro do ministro dos Assuntos dos Territórios Ocupados da Ucrânia, Aleksandr Levchenko, revelou que o plano B sobre Donbass inclui a "desocupação" da Crimeia.

Soldado ucraniano perto de Donetsk (foto de arquivo)
Militar ucraniano próximo a Donetsk © AP Photo / Evgeniy Maloletka

Ele acredita que, se a Ucrânia não conseguir reintegrar o Donbass, será necessário centrar-se na "desocupação" da Crimeia.

"A recuperação da Crimeia deve ocorrer na ordem inversa à sua captura — primeiro a ocupação da península, e depois o Donbass. Portanto, primeiro devemos recuperar a região mineira e depois tratar da Crimeia. Se a Rússia bloquear o plano de paz de recuperação de Donbass, a parte ucraniana tem um plano B: nos voltarmos para a Crimeia. E então a situação se tornará mais complicada para Moscou, porque a questão da Crimeia abrange automaticamente a questão do Donbass.

"A situação da Crimeia é mais complicada, mas nos lembramos dela e não podemos excluí-la do campo informacional da sociedade ucraniana. É provável que na verdade seja uma questão de vida ou de morte para o Estado", declarou.

A Crimeia separou-se da Ucrânia e se reintegrou à Rússia na primavera de 2014, quando mais de 97% dos residentes da península votaram a favor da reunificação em um referendo. No entanto, Kiev ainda considera a península como território ucraniano.

As autoridades russas ressaltaram inúmeras vezes que a reunificação ocorreu de forma legal, de acordo com o direito internacional.

Quase o mesmo aconteceu com Donetsk e Lugansk, onde foram proclamadas repúblicas populares em resposta ao violento golpe de Estado que ocorreu em Kiev em fevereiro do mesmo ano. Segundo estimativas da ONU, desde o início da crise as hostilidades resultaram em mais de 10 mil mortos.

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