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'Temos armas hipersônicas': Rússia dará resposta à saída dos EUA do Tratado INF, diz Putin

A Rússia não deixará a decisão dos Estados Unidos de retirar-se unilateralmente do tratado de armas nucleares sem resposta, garantiu o presidente russo Vladimir Putin, acrescentando que o país não precisa se unir a outra corrida armamentista.
Sputnik

Moscou ainda está pronta para continuar dialogando com Washington sobre o tratado bilateral que proíbe os mísseis de médio alcance, que se tornou uma das pedras angulares do desarmamento nuclear, disse o líder russo em uma reunião do governo em Sochi. Ainda assim, os EUA devem "tratar esta questão com total responsabilidade", disse o presidente, acrescentando que a decisão de Washington de retirar-se do acordo "não pode e não ficará sem resposta".


Estas não são ameaças vazias, advertiu Putin. Ele disse que a Rússia já havia advertido os EUA contra a saída do tratado ABM que regulamenta os sistemas de mísseis e avisou Washington sobre possíveis retaliações. "Agora, temos armas hipersônicas capazes de penetrar qualquer…

Controle total: aviões espiões não abandonam fronteiras russas

O Ministério da Defesa russo informou que 12 aviões de reconhecimento estrangeiros foram detectados perto das fronteiras nacionais da Rússia na semana passada.


Sputnik

Segundo comunica o jornal das Forças Armadas da Rússia Krasnaya Zvezda, aeronaves russas tiveram que realizar manobras de intercepção ou escoltar estes aviões. Em particular, a aviação teve que levantar voo 7 vezes.

Caça multifuncional russo Su-30SM
Sukhoi Su-30SM © Sputnik / Maksim Blinov

No entanto, o jornal indica que nenhum avião espião entrou espaço aéreo do país.

O Ministério da Defesa da Rússia informa regularmente sobre aviões estrangeiros que se aproximam das fronteiras nacionais. Nessa conexão, tem reiteradamente apelado aos parceiros internacionais para que limitem tal atividade. Apesar disso, o número de voos de reconhecimento continua sendo elevado. Um dos últimos casos mais significativos ocorreu há alguns meses quando um avião espião estadunidense EP-3E foi interceptado por um caça russo Su-27. Esse incidente, qualificado por Moscou como "normal e absolutamente legítimo" foi considerado "perigoso" por Washington, destacando que tais ações podem provocar "consequências catastróficas".

Por sua vez, Moscou afirmou que o avião de vigilância dos EUA estava seguindo em direção ao espaço aéreo russo e destacou que "todas as providências necessárias" foram tomadas para evitar uma situação arriscada.

De acordo com dados do Ministério da Defesa russo, no ano passado aeronaves russas realizaram mais de 294 manobras de intercepção, equivalentes a uma média semanal de 5,6.

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