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Estratégia de defesa antimísseis dos EUA: Coreia do Norte é 'ameaça extraordinária'

O presidente dos EUA, Donald Trump, deve anunciar uma estratégia de defesa antimísseis renovada nesta quinta-feira, na qual A Coreia do Norte é classificada como uma "ameaça extraordinária".
Sputnik

O fato ocorre mesmo sete meses depois do presidente norte-americano declarar que o risco nuclear de Pyongyang foi eliminado.


"Apesar de um possível novo caminho para a paz com a Coreia do Norte agora existir, o país continua a representar uma ameaça extraordinária e os Estados Unidos devem permanecer vigilantes", adverte o relatório, 2019 Missile Defence Review, em seu resumo executivo.

Além da Coreia do Norte, o documento destaca as preocupações sobre o avanço das capacidades da do Irã, da Rússia e da China.

"As capacidades de mísseis dos adversários dos EUA, como Coreia do Norte e Irã, continuam a desempenhar um papel significativo na estratégia de defesa dos EUA", disse o secretário de Defesa dos EUA, Patrick Shanahan, durante a apresentação do relatório.

Cooperação com Síria daria vantagens psicotáticas à Turquia sobre EUA, diz analista

Em 10 dias, Ancara e Washington darão início à realização do plano de ações quanto à cidade síria de Manbij, afirmou o chanceler turco, Mevlut Cavusoglu. Anteriormente, Cavusoglu assinalou que no encontro com o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, foi concordado o roteiro de saída das Unidades de Proteção Popular (YPG) da cidade síria.


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Em entrevista à Sputnik Turquia, professor da Faculdade de Relações Exteriores da Universidade de Atilim, Hasan Unal, ao comentar os resultados do encontro entre Cavusoglu e Pompeo, bem como prováveis consequências do plano de ação entre os dois países, indicou alguns pontos problemáticos nas negociações entre Ancara e Washington, ressaltando que, ao invés de escolher cooperar com EUA, a Turquia deveria inicialmente ter optado pela Síria.

Soldado norte-americano em Manbij, norte da Síria, 4 de abril de 2018
Tropa dos EUA na Síria © AP Photo / Hussein Malla

"A Turquia e os EUA estão negociando ações em um território pertencente a outro país. E o que acontecerá depois? Trata-se de território do governo sírio. Ao julgar por quão decisiva é a locomoção das forças governamentais sírias e pelo cerco em torno da região de Daraa, os jihadistas que ainda se encontram ali não serão capazes de resistir muito às forças sírias", assinalou o especialista.

Hasan Unal previu os próximos passos do exército sírio depois dos avanços no sudoeste do país.

"Depois de Daraa, muito provavelmente as tropas sírias avançarão em direção a Manbij, portanto, exigirão que a Turquia e os EUA abandonem a cidade. Já que todos estes territórios fazem parte da Síria soberana, em breve, os lados devem concordar a transferência de controle às autoridades sírias", frisou.

De acordo com o analista, antes de negociar com os EUA, a Turquia deveria combinar com a Síria as ações "no terreno" e, desta forma, poderia ter reforçado suas posições e obtido possibilidades mais amplas no decorrer das negociações com os EUA.

"A Turquia poderia negociar com Síria ações conjuntas, frisando que, após a derrota do Daesh [organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países], os EUA não possuem razões objetivas para manter presença militar no território sírio", explicou o analista, adicionando que se Ancara agisse juntamente com Damasco, conseguiria vantagens táticas e psicológicas sobre Washington.

"Na realidade, a Turquia está negociando sobre territórios da Síria com outro país, e, muito em breve, o verdadeiro dono destas terras, Damasco, se aproximará de Manbij para retomar controle", explicou.

Segundo Unal, a prontidão do governo sírio de sentar-se à mesa para negociar com representantes do Partido de União Democrática (PYD), mais uma vez revela a supremacia de Damasco.

"[Bashar] Assad declarou intenções de realizar conversações com o PYD. Segundo informações recém-surgidas, o PYD está disposto a negociar com Damasco. Sendo assim, enquanto estamos negociando com os EUA sobre Manbij, as autoridades sírias estão fazendo o mesmo com as formações curdas ao leste do Eufrates", indicou o analista, ao apontar que estas terras também pertencem ao Estado sírio.

"Devido à recusa de negociar com as autoridades sírias, a Turquia se vê forçada a entrar em um acordo com os EUA, que na verdade pode estar repleto de riscos. No fim das contas, essa situação confusa acabará desencadeando mais um conflito", ressaltou Hasan Unal.

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