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Radicais sírios estariam recebendo armamento dos EUA através da fronteira com Jordânia

Enquanto o exército sírio parece estar pronto para uma grande ofensiva na província de Daraa, os grupos radicais que operam na região estariam recebendo grandes remessas de material bélico "Made in USA".
Sputnik

Os grupos militantes que atuam no sul da Síria receberam uma grande quantidade de armas e munições fabricadas nos EUA, incluindo mísseis antitanque TOW, informou a agência de notícias FARS.

De acordo com a FARS, o armamento foi entregue através da fronteira com a Jordânia no âmbito de um novo plano dos EUA para assegurar mais apoio a estes grupos na Síria.

A agência informou também que os grupos militantes na província de Daraa começaram a se preparar para impedir a ofensiva do exército sírio.

No início deste mês, o exército sírio intensificou as ações no sudoeste do país, controlado por radicais, perto da fronteira com a Jordânia e as Colinas de Golã, ocupadas por Israel.

O Ministério da Defesa da Rússia acrescentou que as forças do governo sírio, apoiadas por um grande a…

Cooperação com Síria daria vantagens psicotáticas à Turquia sobre EUA, diz analista

Em 10 dias, Ancara e Washington darão início à realização do plano de ações quanto à cidade síria de Manbij, afirmou o chanceler turco, Mevlut Cavusoglu. Anteriormente, Cavusoglu assinalou que no encontro com o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, foi concordado o roteiro de saída das Unidades de Proteção Popular (YPG) da cidade síria.


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Em entrevista à Sputnik Turquia, professor da Faculdade de Relações Exteriores da Universidade de Atilim, Hasan Unal, ao comentar os resultados do encontro entre Cavusoglu e Pompeo, bem como prováveis consequências do plano de ação entre os dois países, indicou alguns pontos problemáticos nas negociações entre Ancara e Washington, ressaltando que, ao invés de escolher cooperar com EUA, a Turquia deveria inicialmente ter optado pela Síria.

Soldado norte-americano em Manbij, norte da Síria, 4 de abril de 2018
Tropa dos EUA na Síria © AP Photo / Hussein Malla

"A Turquia e os EUA estão negociando ações em um território pertencente a outro país. E o que acontecerá depois? Trata-se de território do governo sírio. Ao julgar por quão decisiva é a locomoção das forças governamentais sírias e pelo cerco em torno da região de Daraa, os jihadistas que ainda se encontram ali não serão capazes de resistir muito às forças sírias", assinalou o especialista.

Hasan Unal previu os próximos passos do exército sírio depois dos avanços no sudoeste do país.

"Depois de Daraa, muito provavelmente as tropas sírias avançarão em direção a Manbij, portanto, exigirão que a Turquia e os EUA abandonem a cidade. Já que todos estes territórios fazem parte da Síria soberana, em breve, os lados devem concordar a transferência de controle às autoridades sírias", frisou.

De acordo com o analista, antes de negociar com os EUA, a Turquia deveria combinar com a Síria as ações "no terreno" e, desta forma, poderia ter reforçado suas posições e obtido possibilidades mais amplas no decorrer das negociações com os EUA.

"A Turquia poderia negociar com Síria ações conjuntas, frisando que, após a derrota do Daesh [organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países], os EUA não possuem razões objetivas para manter presença militar no território sírio", explicou o analista, adicionando que se Ancara agisse juntamente com Damasco, conseguiria vantagens táticas e psicológicas sobre Washington.

"Na realidade, a Turquia está negociando sobre territórios da Síria com outro país, e, muito em breve, o verdadeiro dono destas terras, Damasco, se aproximará de Manbij para retomar controle", explicou.

Segundo Unal, a prontidão do governo sírio de sentar-se à mesa para negociar com representantes do Partido de União Democrática (PYD), mais uma vez revela a supremacia de Damasco.

"[Bashar] Assad declarou intenções de realizar conversações com o PYD. Segundo informações recém-surgidas, o PYD está disposto a negociar com Damasco. Sendo assim, enquanto estamos negociando com os EUA sobre Manbij, as autoridades sírias estão fazendo o mesmo com as formações curdas ao leste do Eufrates", indicou o analista, ao apontar que estas terras também pertencem ao Estado sírio.

"Devido à recusa de negociar com as autoridades sírias, a Turquia se vê forçada a entrar em um acordo com os EUA, que na verdade pode estar repleto de riscos. No fim das contas, essa situação confusa acabará desencadeando mais um conflito", ressaltou Hasan Unal.

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