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Super Tucano em teste pela Força Aérea dos EUA sofre acidente

Queda sem causa ainda definida é má notícia para a fabricante brasileira, que disputa concorrência com americanos
Igor Gielow | Folha de S.Paulo

Um turboélice A-29 Super Tucano, fabricado pela Embraer, caiu durante um exercício de ataque leve conduzido pela Força Aérea dos EUA em um campo de provas do Novo México, na sexta (22).

Dois tripulantes conseguiram se ejetar. Segundo comunicado da base de Holloman, um dele se feriu levemente e foi medicado, enquanto não há detalhes do estado do segundo. A causa do acidente não foi divulgada.

O avião participa da fase final da competição para fornecimento de aviões leves para missões de ataque a solo e reconhecimento. Inicialmente, os EUA querem adquirir 15 unidades, para depois expandir a até 120. Elas servirão para substituir o famoso A-10 Warthog (Javali, em inglês), um modelos subsônico a jato fortemente armado e blindado que opera desde 1977.

Os americanos estão procurando opções mais econômicas para a missão. Enquanto um A-10 tem sua hora-voo…

É explicado por que Rússia não precisa de tantas bases militares como EUA

A revista Newsweek comparou o nível da presença militar dos EUA e da Rússia no mundo. Em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, um especialista militar comentou que a revista tentou comparar duas quantidades que estão em níveis completamente diferentes.


Sputnik

A Rússia é capaz de exercer influência no palco mundial apesar de ter menos bases militares em comparação com os EUA, escreve a revista Newsweek.

Bombardeiros Su-24 da Força Aeroespacial da Rússia na base aérea em Hmeymim, Síria (foto de arquivo)
Sukhoi Su-24 russos na base aérea de Hmeymin, Síria © Sputnik / Dmitriy Vinogradov

O número de grandes estruturas militares russas no exterior equivale a 21, enquanto Washington tem de 600 a 900 instalações em questão.

No entanto, tal proporção não impede que a Rússia exerça uma influência "desproporcionalmente grande" em algumas regiões, opina analista, entrevistada pela edição, apontando que Moscou sabe economizar recursos econômicos muito bem.

Em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o professor Aleksei Podberezkin, do Instituto Estatal de Relações Internacionais de Moscou, comentou a publicação da revista.

"Somente uma pessoa que se despediu da percepção racional da realidade pode comparar a presença militar da Rússia e dos EUA no mundo por se tratar de duas quantidades incomparáveis", opinou.

"A presença militar da Rússia é muito limitada tanto em regiões como em suas escalas. Na verdade existem apenas seis pontos onde a Rússia possui bases militares, e não são postos de manutenção. Não dá para comparar com 1,5 mil bases e postos dos EUA", destacou o analista.

Entretanto, para Aleksei Podberezkin, os conceitos russo e norte-americano são distintos, causando, assim, diferença gritante no número de bases militares dos dois países espalhadas pelo mundo.

"De fato, não precisamos de tantas bases como os EUA – o conceito da Rússia exclui influência global […] Não temos objetivo de expandir nossa presença por todo o mundo. Talvez esta meta tenha sido presente na época da União Soviética. Agora, tais objetivos políticos são simplesmente inexistentes", explicou o analista.

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