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Super Tucano em teste pela Força Aérea dos EUA sofre acidente

Queda sem causa ainda definida é má notícia para a fabricante brasileira, que disputa concorrência com americanos
Igor Gielow | Folha de S.Paulo

Um turboélice A-29 Super Tucano, fabricado pela Embraer, caiu durante um exercício de ataque leve conduzido pela Força Aérea dos EUA em um campo de provas do Novo México, na sexta (22).

Dois tripulantes conseguiram se ejetar. Segundo comunicado da base de Holloman, um dele se feriu levemente e foi medicado, enquanto não há detalhes do estado do segundo. A causa do acidente não foi divulgada.

O avião participa da fase final da competição para fornecimento de aviões leves para missões de ataque a solo e reconhecimento. Inicialmente, os EUA querem adquirir 15 unidades, para depois expandir a até 120. Elas servirão para substituir o famoso A-10 Warthog (Javali, em inglês), um modelos subsônico a jato fortemente armado e blindado que opera desde 1977.

Os americanos estão procurando opções mais econômicas para a missão. Enquanto um A-10 tem sua hora-voo…

'É hora de parar de bater na Rússia', diz presidente da UE. O que isso pode significar? (VIDEO)

Em um claro sinal do descontentamento de Bruxelas com os EUA, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker concedeu entrevista na qual declarou que chegou o momento de parar de 'bater na Rússia'. O que significaria esta declaração em tempos de Trump, guerra comercial e acordo nuclear iraniano? A Sputnik foi ouvir especialistas sobre.


Sputnik

Para o observador político da Sputnik, Igor Gashkov, o distanciamento dos europeus em relação aos americanos abre algumas possibilidades estratégicas. Gashkov analisa que a Rússia pode se aproveitar da atual discussão entre Washington e Bruxelas para extrair certas concessões da UE no campo das exportações de energia e na questão ucraniana.


Bandeiras da Rússia e da UE
© Sputnik / Vladimir Sergeev

Durante a recente cúpula em Sófia, capital da Bulgária, os países da União Europeia se ofereceram para comprar mais petróleo e gás liquefeito dos EUA em troca da imposição de tarifas a Washington. Eles também concordaram em alterar o acordo nuclear existente com o Irã, colocando medidas adicionais sobre o programa de desenvolvimento de armas de Teerã. Depois que todas essas ofertas foram rejeitadas por Washington, os líderes da UE se voltaram para Moscou.

"Eu acho que temos que nos reconectar com a Rússia", disse Juncker em uma audiência em Bruxelas. “Não estou muito feliz com o estado das nossas relações. Nós nunca aceitaremos o que a Rússia fez com a Crimeia ou o leste da Ucrânia. No entanto, temos que ter em mente que todo o território da União Europeia é de cerca de 5,5 milhões de quilômetros. [O território da] Rússia [é] 70,5 milhões [quilômetros quadrados]”, acrescentou.

Em entrevista à Sputnik, o diretor do Centro de Comunicações Estratégicas em Moscou, Dmitry Abzalov disse que a Rússia deveria tentar se aproveitar ao máximo da situação e pressionar por concessões europeias.

“A UE poderia colocar o Nord Stream 2 na lista de seus projetos estratégicos. Um status semelhante para a corrente turca também não prejudicaria. Se a Alemanha e a França quiserem trabalhar mais de perto com a Rússia e usarem sua influência na Ucrânia, a própria razão para as sanções [anti-russas] desapareceria”, observou Abzalov.

A chanceler alemã, Angela Merkel, mostrou uma disposição similar para se reconectar com Moscou. Durante seu recente encontro na Rússia, Merkel e Putin ressaltaram a importância mútua de levar adiante o projeto Nord Stream 2.

Para o diretor do Conselho Russo para Assuntos Internacionais, Andrei Kortunov, essa é uma possibilidade distinta.

“Existem fatores que estão pressionando ambos os lados para isso. O simples fato de que [o presidente francês Emmanuel] Macron e Merkel visitarem Moscou é um sinal muito positivo, porque fazia muito tempo que eles não estavam aqui. O próprio estado dos assuntos internacionais exige uma reaproximação porque Moscou e Bruxelas têm visões parecidas sobre o acordo nuclear iraniano e a transferência da embaixada dos EUA para Jerusalém”, disse Kortunov.

Na sexta-feira, os Estados Unidos impuseram tarifas sobre as importações de aço e alumínio da União Europeia, Canadá e México, justificando o movimento pela necessidade de salvaguardar a segurança nacional.

A Comissária Europeia do Comércio, Cecilia Malmström, criticou a abordagem de Washington como "puro protecionismo" e a descreveu como ilegal sob as regras comerciais da Organização Mundial do Comércio.


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