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Vídeo mostra momento do encontro do submarino argentino Ara San Juan

Profissionais que operavam um dos veículos submarinos foram os primeiros a ver em tela as imagens da embarcação, que estava desaparecida desde 15 de novembro do ano passado. Submarino foi localizado a 907 metros de profundidade.
Por G1

Um vídeo divulgado neste domingo (18) mostra as primeiras imagens do submarino Ara San Juan, no momento em que profissionais da empresa Ocean Infinity o localizaram. O encontro foi anunciado pela Marinha da Argentina na madrugada de sábado.


No vídeo é possível ver quando a equipe que opera um dos veículos que fazia as buscas vê a embarcação pela primeira vez em uma região de cânions (espécie de rios submarinos), a 907 metros de profundidade, e a 600 km da cidade de Comodoro Rivadavia.

O Ara San Juan desapareceu em 15 de novembro de 2017, com 44 pessoas a bordo, e sofreu uma "implosão" no fundo das águas do Oceano Atlântico.

Segundo Enrique Balbi, porta-voz da Marinha, a proa, a popa e a vela se desprenderam do submarino e estão localizadas em uma á…

Futuros porta-aviões nucleares da China podem ter 'coração' russo

Enquanto a China está finalizando o seu primeiro quebra-gelo científico (embora inicialmente de desenho finlandês), não se descarta que a nova embarcação sirva como um polígono para testar as tecnologias necessárias ao desenvolvimento de reatores nucleares destinados a futuros navios de guerra chineses.


Sputnik

A indústria nuclear de Pequim está bastante desenvolvida para construir usinas nucleares e equipar os seus submarinos estratégicos com reatores atômicos.

Um dos dois blocos geradores de vapor que fazem parte do reator RITM-200 durante a sua instalação no quebra-gelo Arktika do projeto 22220
Um dos dois blocos geradores de vapor que fazem parte do reator RITM-200 durante sua instalação no quebra-gelo Arktika do projeto 2220 © Sputnik / Usina Baltinsky

No entanto, os navios de superfície, tais como quebra-gelos ou porta-aviões, são um caso diferente, destaca o jornal South China Morning Post.

O principal objetivo do quebra-gelo chinês de fabricação nacional Xue Long 2 (o Xue Long 1 é um navio científico de classe polar adquirido da Ucrânia) é investigar o Ártico e contribuir ao desenvolvimento da Rota Marítima do Norte junto com a Rússia. O seu segundo objetivo pode ser testar as tecnologias necessárias para criar um reator nuclear chinês destinado aos navios de superfície.

O gigante asiático precisa destas tecnologias para fazer avançar os seus porta-aviões, ainda equipados com motores convencionais. E o navio Xue Long 2 poderia ser o anunciador desta nova era.

"Usar um quebra-gelo como plataforma de testes de um reator nuclear para os futuros porta-aviões chineses é perfeitamente possível porque o Xue Long 2 é enorme, deslocará até 30.000 toneladas", comentou à edição o especialista militar Zhou Chenming.

Mas tudo isso tem a ver com o fato de a Rússia ser o único país no mundo que opera quebra-gelo nucleares. Assim os ritmos dos êxitos chineses vão depender de quantas tecnologias Moscou está disposta a compartilhar com os seus parceiros em Pequim.

Nesse sentido, a mídia lembra o contrato recorde assinado pelos presidentes da Rússia e da China nos princípios de junho na capital chinesa.

Naquela ocasião a Rússia acordou construir quatro reatores com financiamento chinês de 15 bilhões de dólares (58 bilhões de reais), um valor inédito nas relações bilaterais na área das tecnologias nucleares.

Por enquanto não há detalhes sobre onde serão usados os reatores russos, mas as fontes do diário supõem que os primeiros blocos deverão equipar o Xue Long 2.

"A Rússia é líder mundial nos quebra-gelos nucleares, todos os seus projetos são mais avançados do que os dos EUA. […] Se Moscou quiser vender esses reatores à China, seria uma boa oportunidade para os estudar", comentou a fonte.

A China precisa de dominar as tecnologias de maneira autônoma, comentaram vários especialistas militares entrevistados pelo jornal, já que, por razões de segurança nacional, os reatores para os futuros barcos militares de superfície chineses devem ser fabricados pelo próprio país asiático.

Além da aplicação militar, a China também não ignora o futuro da região do Ártico, já na mira de vários atores globais.

A região é uma alternativa viável para a rota comercial entre a Ásia e Europa, e contém várias reservas de gás natural, essencial para a economia chinesa, que busca deixar de usar os hidrocarbonetos poluentes, conclui a edição.

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