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Super Tucano em teste pela Força Aérea dos EUA sofre acidente

Queda sem causa ainda definida é má notícia para a fabricante brasileira, que disputa concorrência com americanos
Igor Gielow | Folha de S.Paulo

Um turboélice A-29 Super Tucano, fabricado pela Embraer, caiu durante um exercício de ataque leve conduzido pela Força Aérea dos EUA em um campo de provas do Novo México, na sexta (22).

Dois tripulantes conseguiram se ejetar. Segundo comunicado da base de Holloman, um dele se feriu levemente e foi medicado, enquanto não há detalhes do estado do segundo. A causa do acidente não foi divulgada.

O avião participa da fase final da competição para fornecimento de aviões leves para missões de ataque a solo e reconhecimento. Inicialmente, os EUA querem adquirir 15 unidades, para depois expandir a até 120. Elas servirão para substituir o famoso A-10 Warthog (Javali, em inglês), um modelos subsônico a jato fortemente armado e blindado que opera desde 1977.

Os americanos estão procurando opções mais econômicas para a missão. Enquanto um A-10 tem sua hora-voo…

Governo palestino condena 51 anos de ocupação israelense

O governo palestino condenou nesta segunda-feira os mais de 50 anos de ocupação israelense, por causa do aniversário amanhã do início da Guerra dos Seis Dias de 1967, e alertou que a política de colonização "se entrincheirou com firmeza".


EFE

Jerusalém - "O programa ilegal israelense de assentamentos se entrincheirou com firmeza com a demolição de 50 mil estruturas palestinas, o confisco de 6.241 km² e o deslocamento de 750 mil palestinos que foram substituídos por 636.452 colonos em 425 assentamentos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental", denunciou em comunicado o Escritório do primeiro-ministro palestino, Rami Hamdala.

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Primeiro-ministro palestino, Rami Hamdala

Nesta terça-feira, dia 5 de junho, será lembrado o início da disputa após a qual Israel ocupou Gaza, Cisjordânia e Jerusalém Oriental, além das Colinas do Golã na Síria e o Sinai no Egito, este último de onde se retirou após os Acordos de Paz de Camp David assinado com o Cairo em 1979, assim como faria mais tarde com Gaza em 2005, após os Acordos de Oslo de 1993.

Desde então, "as práticas ilegais de Israel e as flagrantes violações se centraram nos direitos palestinos à liberdade e independência. Foram impostas restrições militares sobre milhões de cidadãos enquanto Israel continua confiscando terra e saqueando recursos naturais palestinos", indicaram as autoridades palestinas na nota.

O Executivo denunciou que a ocupação "impôs duras restrições sobre as fundações geopolíticas e econômicas do futuro Estado palestino", que limitam "significativamente o potencial e futuro crescimento das instituições".

Como exemplo, cita as restrições de acesso a recursos naturais, às importações e exportações - já que Israel controla as fronteiras dos territórios -, e os obstáculos para o desenvolvimento industrial e outros setores econômicos.

Esta situação "levou a uma das taxas de desemprego mais altas do mundo, segundo o Banco Mundial, de 20% na Cisjordânia e 46,6% em Gaza".

O primeiro-ministro palestino destacou os impedimentos para construir infraestruturas e realizar outro tipo de "atividades de desenvolvimento humano" na Área C, que ocupa 60% da Cisjordânia e sobre a qual Israel tem o controle do planejamento e construção de edificações em virtude dos Acordos de Oslo.

Os palestinos denunciaram em várias ocasiões que estas autorizações quase não são emitidas e, de acordo ao Banco Mundial, a exploração dos recursos neste território geraria um lucro de US$ 3,5 bilhões ao ano.

Hamdala afirmou que o governo palestino "está comprometido com a solução de dois estados" e "criou o entorno político, econômico e legal necessário" para evoluir, ao mesmo tempo em que os doadores e organizações internacionais "afirmaram que a Palestina está preparada para (ter) a categoria de Estado".

No entanto, "não pode se transformar em um estado livre enquanto a ocupação militar israelense estiver bloqueando duramente as aspirações nacionais palestinas de autodeterminação e obstaculizando a transformação das instituições palestinas nas de um estado independente".

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