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Expansão da OTAN na Europa é uma 'relíquia da Guerra Fria', diz Putin

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse em entrevista à imprensa sérvia publicada nesta quarta-feira (horário local) que a Rússia não quer uma nova corrida armamentista.
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"Não vamos fechar os olhos ao desdobramento de mísseis de cruzeiro dos EUA [na Europa] e sua ameaça direta à nossa segurança. Teremos que tomar medidas eficazes de retaliação. Mas como país responsável e sensato, a Rússia não está interessada em uma nova corrida armamentista", afirmou.


Segundo o presidente russo, Moscou enviou em dezembro a Washington algumas propostas sobre a manutenção do Tratado INF. Além disso, Putin destacou que a Rússia está pronta para um diálogo sério com os Estados Unidos sobre toda a agenda estratégica.

No entanto, os Estados Unidos parecem ter uma política de "desmantelamento" em relação ao controle global de armas, acrescentou o presidente russo.

Durante a entrevista aos meios de comunicação sérvios, Putin também instou os parceiros ocidentais a estabelecer um …

Imprensa desvenda última provocação da OTAN em relação à Rússia

Os EUA e a OTAN continuam dispondo a Rússia contra si, e o pedido da Noruega de duplicar a presença de tropas norte-americanas no seu território é o último exemplo da provocação, escreve o especialista norte-americano, Ted Galen Carpenter, na revista The National Interest.


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Além disso, os noruegueses querem as posicionar perto da fronteira com a Rússia. Agora na Noruega há 330 representantes das forças armadas estadunidenses, que se revezam constantemente. Se o pedido de Oslo for satisfeito, o número do contingente militar dos EUA aumentará para 700 pessoas.

Soldados da OTAN no tanque alemão Leopard 2 participam dos exercícios da Aliança, Lituânia
Tropa da OTAN em um tanque Leopard 2 © AP Photo/ Mindaugas Kulbis

Supõe-se que eles fiquem baseados no norte, a algumas centenas de quilômetros da Rússia. No momento as forças dos EUA na Noruega estão posicionadas deslocam no centro do país, ou seja, bastante mais longe das fronteiras.

A rotação permite aos noruegueses cumprir formalmente o compromisso dado a Moscou em 1949, quando a Noruega aderiu à OTAN. Na época, as autoridades do país prometeram que no seu território não haveria nenhumas bases norte-americanas.

Recentemente, na Noruega lembraram que a presença dos militares estadunidenses se reveste de um caráter temporário. Mas Carpenter acha que isso é um "truque cínico" que não consegue enganar ninguém, muito menos o presidente russo, Vladimir Putin, e os seus colegas no Kremlin.

Além do mais, para outubro deste ano estão marcados os exercícios Trident Juncture 18. Contudo, Oslo afirma que "não vê uma razão séria" pela qual a Rússia deve reagir a tal comportamento.

No entanto, o autor frisa que qualquer outro país poderia considerar tais ações como inamistosas e que "a sua continuação, com o prosseguimento da negação cínica das intenções hostis, pode facilmente levar a cálculos errados e a uma confrontação catastrófica".

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