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Erdogan: Rússia e Turquia decidirão que grupos deixarão zona de Idlib

Rússia e Turquia irão determinar em conjunto quais grupos radicais deverão deixar o território da zona desmilitarizada de Idlib, na Síria, segundo afirmou o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, neste domingo.
Sputnik

"Durante negociações sobre Idlib em Sochi, nós decidimos estabelecer uma zona desmilitarizada entre os territórios controlados pela oposição e pelo regime. A oposição permanecerá nos territórios que ela ocupa. Vamos garantir que os grupos radicais, designados em conjunto com a Rússia, não operem na região", disse Erdogan em artigo publicado pelo jornal russo Kommersant

Ainda de acordo com o líder turco, Washington segue atrapalhando o equilíbrio na região com seu apoio às Unidades de Proteção do Povo Curdo (YPG) e ao Partido da União Democrática (PYD) na Síria, considerados adversários de Ancara.

"Infelizmente, vemos que o apoio extraordinário que tem sido prestado recentemente, especialmente pelos Estados Unidos, às forças do YPG e do PYD, continua. Tais …

Irã vai aumentar capacidade de enriquecimento de urânio

Aiatolá Ali Khamenei afirmou, porém, que a atividade ainda estaria dentro dos termos do acordo nuclear, assinado em 2015.


Por G1

O Irã comunicou nesta segunda-feira à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que vai aumentar sua capacidade de enriquecimento de urânio, que é utilizado em armas nucleares, com mais centrífugas, informou o vice-presidente iraniano Ali Akbar Salehi.

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Ali Akbar Salehi. Photo: AFP

"Uma carta foi enviada à AIEA sobre o começo de determinadas atividades", declarou Salehi, de acordo com a agência iraniana Fars. "Se as condições permitirem, pode ser que em Natanz (centro), possamos declarar a abertura do centro de produção de novas centrífugas", completou Salehi.

A centrífugas convertem os gases em urânio enriquecido, que então pode ser usado como combustível para reatores e isótopos médicos. Se for ainda mais enriquecido, o material pode ser utilizado em armas.

Atualmente, o Irã usa cerca de 5 mil centrífugas e enriquece urânio a 3,5%, informa a Associated Press. O país diz que precisa de mais urânio enriquecido para a sua única central nuclear e nega que busque o desenvolvimento de armas nucleares, que requer urânio enriquecido a 90%.

Acordo nuclear

O Irã assinou em 2015 com seis potências ocidentais (EUA, Reino Unido, França, China, Rússia e Alemanha) um acordo em que se comprometia a limitar suas atividades nucleares em troca do alívio em sanções internacionais.

Em maio, o presidente americano, Donald Trump, anunciou a retirada dos EUA do acordo nuclear, acusando o Irã de ser o "principal Estado patrocinador do terrorismo". Também anunciou que retomaria as sanções americanas ao Irã e lançaria novas sanções, ao menos que o Irã mudasse drasticamente suas políticas para outros temas não abordados no acordo, como seu programa de mísseis balísticos e seu apoio a grupos radicais da região.

Quando Trump anunciou a saída dos EUA, os outros países disseram que permanecem comprometidos. O presidente iraniano, Hasan Rouhani, anunciou que o Irã continuaria no acordo nuclear se seus interesses fossem garantidos, e que mais tarde tomaria decisões caso isso não aconteça.

Segundo a CNN, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, determinou os preparativos para começar a aumentar sua capacidade de enriquecimento de urânio. Ele afirmou, porém, que a atividade ainda estaria dentro dos termos do acordo nuclear, assinado em 2015.

Israel se considera alvo

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu reagiu ao anúncio desta segunda do Irã afirmando que o plano de aumentar sua capacidade de enriquecimento de urânio busca produzir armas nucleares para utilizá-las contra Israel.

"Há dois dias o aiatolá Khamenei, guia supremo iraniano, expressou a intenção de destruir o Estado de Israel", disse Netanyahu em um vídeo divulgado nas redes sociais. Netanyahu está em Paris, segunda escala de uma viagem europeia dedicada principalmente à questão iraniana.

"Ontem (segunda-feira) explicou como o faria - enriquecendo urânio sem restrições para constituir um arsenal de bombas nucleares", completou. "Não nos surpreende. Impediremos que o Irã produza armas nucleares", completou.

Israel se considera o principal alvo do Irã se este país adquirir armamento nuclear.

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