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EUA vão suspender Tratado INF se Rússia não cumprir acordo, diz vice-secretário de Estado

Os EUA vão suspender suas obrigações no Tratado INF, que trata a respeito armas nucleares de médio alcance, no dia 2 de fevereiro se a Rússia não apresentar provas de que está cumprindo o acordo, disse o vice-secretário de Estado.
Sputnik

Em outubro, o presidente dos EUA anunciou que seu país abandonaria o Tratado INF, assinado pelos Estados Unidos e pela União Soviética em 1987.


Trump argumentou que Moscou estava desenvolvendo mísseis que violam esse pacto.

Em 4 de dezembro, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, disse que Washington suspenderia sua adesão ao INF no prazo de 60 dias se a Rússia não voltasse a cumprir suas obrigações.

No entanto, a Rússia nega categoricamente todas as acusações. O líder russo, Vladimir Putin, declarou que Moscou se opõe à violação do Tratado INF, mas responderá se isso acontecer.

Irã vai aumentar capacidade de enriquecimento de urânio

Aiatolá Ali Khamenei afirmou, porém, que a atividade ainda estaria dentro dos termos do acordo nuclear, assinado em 2015.


Por G1

O Irã comunicou nesta segunda-feira à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que vai aumentar sua capacidade de enriquecimento de urânio, que é utilizado em armas nucleares, com mais centrífugas, informou o vice-presidente iraniano Ali Akbar Salehi.

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Ali Akbar Salehi. Photo: AFP

"Uma carta foi enviada à AIEA sobre o começo de determinadas atividades", declarou Salehi, de acordo com a agência iraniana Fars. "Se as condições permitirem, pode ser que em Natanz (centro), possamos declarar a abertura do centro de produção de novas centrífugas", completou Salehi.

A centrífugas convertem os gases em urânio enriquecido, que então pode ser usado como combustível para reatores e isótopos médicos. Se for ainda mais enriquecido, o material pode ser utilizado em armas.

Atualmente, o Irã usa cerca de 5 mil centrífugas e enriquece urânio a 3,5%, informa a Associated Press. O país diz que precisa de mais urânio enriquecido para a sua única central nuclear e nega que busque o desenvolvimento de armas nucleares, que requer urânio enriquecido a 90%.

Acordo nuclear

O Irã assinou em 2015 com seis potências ocidentais (EUA, Reino Unido, França, China, Rússia e Alemanha) um acordo em que se comprometia a limitar suas atividades nucleares em troca do alívio em sanções internacionais.

Em maio, o presidente americano, Donald Trump, anunciou a retirada dos EUA do acordo nuclear, acusando o Irã de ser o "principal Estado patrocinador do terrorismo". Também anunciou que retomaria as sanções americanas ao Irã e lançaria novas sanções, ao menos que o Irã mudasse drasticamente suas políticas para outros temas não abordados no acordo, como seu programa de mísseis balísticos e seu apoio a grupos radicais da região.

Quando Trump anunciou a saída dos EUA, os outros países disseram que permanecem comprometidos. O presidente iraniano, Hasan Rouhani, anunciou que o Irã continuaria no acordo nuclear se seus interesses fossem garantidos, e que mais tarde tomaria decisões caso isso não aconteça.

Segundo a CNN, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, determinou os preparativos para começar a aumentar sua capacidade de enriquecimento de urânio. Ele afirmou, porém, que a atividade ainda estaria dentro dos termos do acordo nuclear, assinado em 2015.

Israel se considera alvo

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu reagiu ao anúncio desta segunda do Irã afirmando que o plano de aumentar sua capacidade de enriquecimento de urânio busca produzir armas nucleares para utilizá-las contra Israel.

"Há dois dias o aiatolá Khamenei, guia supremo iraniano, expressou a intenção de destruir o Estado de Israel", disse Netanyahu em um vídeo divulgado nas redes sociais. Netanyahu está em Paris, segunda escala de uma viagem europeia dedicada principalmente à questão iraniana.

"Ontem (segunda-feira) explicou como o faria - enriquecendo urânio sem restrições para constituir um arsenal de bombas nucleares", completou. "Não nos surpreende. Impediremos que o Irã produza armas nucleares", completou.

Israel se considera o principal alvo do Irã se este país adquirir armamento nuclear.

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