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Super Tucano em teste pela Força Aérea dos EUA sofre acidente

Queda sem causa ainda definida é má notícia para a fabricante brasileira, que disputa concorrência com americanos
Igor Gielow | Folha de S.Paulo

Um turboélice A-29 Super Tucano, fabricado pela Embraer, caiu durante um exercício de ataque leve conduzido pela Força Aérea dos EUA em um campo de provas do Novo México, na sexta (22).

Dois tripulantes conseguiram se ejetar. Segundo comunicado da base de Holloman, um dele se feriu levemente e foi medicado, enquanto não há detalhes do estado do segundo. A causa do acidente não foi divulgada.

O avião participa da fase final da competição para fornecimento de aviões leves para missões de ataque a solo e reconhecimento. Inicialmente, os EUA querem adquirir 15 unidades, para depois expandir a até 120. Elas servirão para substituir o famoso A-10 Warthog (Javali, em inglês), um modelos subsônico a jato fortemente armado e blindado que opera desde 1977.

Os americanos estão procurando opções mais econômicas para a missão. Enquanto um A-10 tem sua hora-voo…

Irã vai aumentar capacidade de enriquecimento de urânio

Aiatolá Ali Khamenei afirmou, porém, que a atividade ainda estaria dentro dos termos do acordo nuclear, assinado em 2015.


Por G1

O Irã comunicou nesta segunda-feira à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que vai aumentar sua capacidade de enriquecimento de urânio, que é utilizado em armas nucleares, com mais centrífugas, informou o vice-presidente iraniano Ali Akbar Salehi.

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Ali Akbar Salehi. Photo: AFP

"Uma carta foi enviada à AIEA sobre o começo de determinadas atividades", declarou Salehi, de acordo com a agência iraniana Fars. "Se as condições permitirem, pode ser que em Natanz (centro), possamos declarar a abertura do centro de produção de novas centrífugas", completou Salehi.

A centrífugas convertem os gases em urânio enriquecido, que então pode ser usado como combustível para reatores e isótopos médicos. Se for ainda mais enriquecido, o material pode ser utilizado em armas.

Atualmente, o Irã usa cerca de 5 mil centrífugas e enriquece urânio a 3,5%, informa a Associated Press. O país diz que precisa de mais urânio enriquecido para a sua única central nuclear e nega que busque o desenvolvimento de armas nucleares, que requer urânio enriquecido a 90%.

Acordo nuclear

O Irã assinou em 2015 com seis potências ocidentais (EUA, Reino Unido, França, China, Rússia e Alemanha) um acordo em que se comprometia a limitar suas atividades nucleares em troca do alívio em sanções internacionais.

Em maio, o presidente americano, Donald Trump, anunciou a retirada dos EUA do acordo nuclear, acusando o Irã de ser o "principal Estado patrocinador do terrorismo". Também anunciou que retomaria as sanções americanas ao Irã e lançaria novas sanções, ao menos que o Irã mudasse drasticamente suas políticas para outros temas não abordados no acordo, como seu programa de mísseis balísticos e seu apoio a grupos radicais da região.

Quando Trump anunciou a saída dos EUA, os outros países disseram que permanecem comprometidos. O presidente iraniano, Hasan Rouhani, anunciou que o Irã continuaria no acordo nuclear se seus interesses fossem garantidos, e que mais tarde tomaria decisões caso isso não aconteça.

Segundo a CNN, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, determinou os preparativos para começar a aumentar sua capacidade de enriquecimento de urânio. Ele afirmou, porém, que a atividade ainda estaria dentro dos termos do acordo nuclear, assinado em 2015.

Israel se considera alvo

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu reagiu ao anúncio desta segunda do Irã afirmando que o plano de aumentar sua capacidade de enriquecimento de urânio busca produzir armas nucleares para utilizá-las contra Israel.

"Há dois dias o aiatolá Khamenei, guia supremo iraniano, expressou a intenção de destruir o Estado de Israel", disse Netanyahu em um vídeo divulgado nas redes sociais. Netanyahu está em Paris, segunda escala de uma viagem europeia dedicada principalmente à questão iraniana.

"Ontem (segunda-feira) explicou como o faria - enriquecendo urânio sem restrições para constituir um arsenal de bombas nucleares", completou. "Não nos surpreende. Impediremos que o Irã produza armas nucleares", completou.

Israel se considera o principal alvo do Irã se este país adquirir armamento nuclear.

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