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Embraer e Boeing acertam termos de parceria

Acordo prevê criação de uma nova empresa de aviação comercial, com 80% de participação da gigante americana. Boeing vai pagar 4,2 bilhões de dólares aos brasileiros. Transação precisa ser aprovada pelo governo federal.
Deutsch Welle

A Embraer e a gigante americana Boeing anunciaram nesta segunda-feira (17/12) a aprovação dos termos de uma parceria para criar uma nova empresa de aviação comercial. A execução do acerto ainda precisa do aval do governo brasileiro.


De acordo com a proposta, a Boeing deterá 80% de participação na joint venture pelo valor de 4,2 bilhões de dólares, enquanto a fabricante brasileira ficará com os 20% restantes.

"A expectativa é de que a parceria não terá impacto no lucro por ação da Boeing em 2020, passando a ter impacto positivo nos anos seguintes", diz um comunicado conjunto da Embraer e da Boeing divulgado para investidores.

As duas empresas informaram que a joint venture criada para a fabricação de aviões comerciais, que deve absorver toda a operação…

Lockheed Martin entrega 300º caça F-35 aos militares dos EUA após anos de obstáculos

A construtora de aeronaves estadunidense Lockheed Martin produziu e entregou o 300º caça F-35 às Forças Armadas dos EUA, informou a empresa na segunda-feira, uns meses após o Pentágono ter suspendido a aceitação dos aviões.


Sputnik

Em abril, o Departamento de Defesa dos EUA deixou de aceitar caças F-35 devido a uma disputa financeira. Em particular, a Lockheed Martin e o Pentágono não chegaram a acordo sobre quem deveria pagar os custos de uma falha na linha de produção. Por causa desta última, aviões de quinta geração saiam da linha de montagem com problemas de corrosão nos painéis exteriores.

Caça F-35 da Força Aérea dos Estados Unidos, foto de arquivo
F-35 Lightining II © AP Photo / Rick Bowmer

O problema foi resolvido apenas em março, quando o Pentágono reautorizou as entregas da aeronave.

A construtora levou mais de sete anos para produzir 300 aviões F-35, cujo projeto ao longo dos anos tem sido chamado de controverso e caro.

A atual velocidade de produção da empresa é de sete a nove aeronaves por mês, mas a Lockheed Martin espera aumentá-la até 12 a 15 aviões por mês nos próximos anos, segundo informou anteriormente o vice-almirante Mat Winter, da Marinha dos EUA.

Anteriormente, o militar já expressou descontentamento com o modo de a Lockheed Martin negociar, em particular com preços bastante altos e falta de colaboração.

"Poderíamos ter firmado este acordo mais rápido […] Eles escolheram não fazer isso, é uma tática de negociação", disse Winter à revista MilitaryWatch, sublinhando que a empresa não presta detalhes suficientes sobre o custo de produção de cada avião.

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