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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

Lockheed Martin entrega 300º caça F-35 aos militares dos EUA após anos de obstáculos

A construtora de aeronaves estadunidense Lockheed Martin produziu e entregou o 300º caça F-35 às Forças Armadas dos EUA, informou a empresa na segunda-feira, uns meses após o Pentágono ter suspendido a aceitação dos aviões.


Sputnik

Em abril, o Departamento de Defesa dos EUA deixou de aceitar caças F-35 devido a uma disputa financeira. Em particular, a Lockheed Martin e o Pentágono não chegaram a acordo sobre quem deveria pagar os custos de uma falha na linha de produção. Por causa desta última, aviões de quinta geração saiam da linha de montagem com problemas de corrosão nos painéis exteriores.

Caça F-35 da Força Aérea dos Estados Unidos, foto de arquivo
F-35 Lightining II © AP Photo / Rick Bowmer

O problema foi resolvido apenas em março, quando o Pentágono reautorizou as entregas da aeronave.

A construtora levou mais de sete anos para produzir 300 aviões F-35, cujo projeto ao longo dos anos tem sido chamado de controverso e caro.

A atual velocidade de produção da empresa é de sete a nove aeronaves por mês, mas a Lockheed Martin espera aumentá-la até 12 a 15 aviões por mês nos próximos anos, segundo informou anteriormente o vice-almirante Mat Winter, da Marinha dos EUA.

Anteriormente, o militar já expressou descontentamento com o modo de a Lockheed Martin negociar, em particular com preços bastante altos e falta de colaboração.

"Poderíamos ter firmado este acordo mais rápido […] Eles escolheram não fazer isso, é uma tática de negociação", disse Winter à revista MilitaryWatch, sublinhando que a empresa não presta detalhes suficientes sobre o custo de produção de cada avião.

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