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Análise: Brasil poderia se tornar 'vigilante' dos EUA na América Latina

O presidente norte-americano, Donald Trump, referiu a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN. O analista russo Pavel Feldman avaliou a possibilidade de entrada do Brasil na aliança, bem como que papel poderia desempenhar o Brasil no conflito na Venezuela.
Sputnik

Durante a visita oficial do presidente do Brasil Jair Bolsonaro aos EUA, foram discutidos os assuntos internacionais mais importantes, entre eles a cooperação bilateral entre os EUA e o Brasil e a situação na Venezuela.


Uma das declarações mais sensacionais foi a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN, referida pelo presidente dos EUA Donald Trump.

O vice-diretor do Instituto de Estudos Estratégicos e Prognósticos da Universidade Russa da Amizade dos Povos, Pavel Feldman, revelou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik que os EUA são apenas um dos países da OTAN, há outros países cuja opinião deveria ser levada em conta nesse assunto.

Segundo ele, se o Brasil aderir à OTAN ele vai desempenhar o papel de vigilante d…

Marinha escolhe oficial experiente no FOST para comandar o PHM Atlântico

O Comando da Marinha do Brasil (MB) escolheu um capitão de mar e guerra (CMG) recém-promovido (2017) mas experiente no treinamento ministrado pela Marinha Britânica a tripulações navais estrangeiras, para ser o primeiro comandante do Porta-Helicópteros Multipropósito Atlântico (A140), ex-HMS Ocean.


Por Alexandre GalanteRoberto Lopes | Poder Naval

No primeiro semestre de 2012, o então capitão de fragata Giovani Corrêa foi a Portsmouth, na Inglaterra, buscar o Navio-Patrulha Oceânico (NPaOc) Amazonas (P120), primeiro dos três Navios de Patrulha Oceânica construídos pela BAE Systems a ser entregue à Força Naval Brasileira.

O então capitão de fragata Giovani Corrêa a bordo do NPaOc Amazonas, em 2012
O então capitão de fragata Giovani Corrêa a bordo do NPaOc Amazonas, em 2012

O Amazonas deixou o litoral inglês rumo ao Rio de Janeiro em agosto daquele ano, após seus tripulantes terem cumprido um rigoroso programa de treinamento em alto mar conduzido pela FOST (Flag Officer Sea Training), uma unidade especial de adestramento da Marinha Britânica – a mesma que, mês que vem, conduzirá o treinamento a bordo do Atlântico, antes que ele seja formalmente liberado para seguir viagem com destino à Baía de Guanabara.

O Poder Naval teve a oportunidade de conversar com o comandante Giovani Corrêa a bordo do NPaOc Amazonas em outubro de 2012, quando o navio chegou ao Rio de Janeiro e, em outubro de 2013, durante a Passex com os navios de guerra chineses. Giovani Corrêa sempre foi muito atencioso e prestativo com os jornalistas, demonstrando tranquilidade e competência no comando do navio.

No porta-helicópteros Atlântico, o treinamento do FOST vai priorizar as recomendações acerca de navegação e vigilância, bem como os procedimentos operacionais de segurança, que, no caso do Atlântico, terão foco nas manobras com aeronaves (pousos, decolagens, abastecimento e movimentação dos aparelhos nos diferentes conveses) e em áreas menos específicas como combate a incêndios, controle de danos e emergências mecânicas, alagamento, combate à pirataria e salvamento de pessoas no mar.

O treinamento dado pelo FOST aprofunda o conhecimento da Marinha do Brasil nos procedimentos da Royal Navy.

Avaliação 

O porta-helicópteros comprado pela MB chegará à Base Naval do Rio de Janeiro no mês de agosto, e sua primeira tarefa será desembarcar uma diversificada carga de equipamentos não instalados para essa primeira travessia sob o pavilhão nacional, suprimentos e peças de reposição, que serão, em parte, encaminhados aos depósitos da Diretoria de Abastecimento, na Avenida Brasil (uma das principais vias de acesso ao centro do Rio).

Os quatro lanchões de desembarque Mk.5B serão levados ao Comando do 1º Esquadrão de Apoio, na Ilha de Mocanguê, em Niterói, unidade da Força de Superfície que tem, entre as suas atribuições, executar a manutenção de 1º escalão das Embarcações de Desembarque da Esquadra.

Na chegada ao Brasil, o navio e sua tripulação serão submetidos a uma demorada avaliação operacional. Em seguida os tripulantes tomarão parte em novos treinamentos no mar, coordenados e monitorados pela Comissão de Inspeção e Assessoria de Adestramento (CIAsA) do Centro de Adestramento Almirantes Marques de Leão.

O objetivo da avaliação do CIAsA é reforçar o estado de prontidão do navio, requisito essencial para que a unidade possa dar início às suas missões de segurança marítima, de buscas e resgates, bem como de operações de ajuda humanitária.

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