Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Trump reconhece soberania de Israel sobre Colinas de Golã

Ao lado de Netanyahu, presidente dos EUA contradiz décadas de política externa e reconhece a soberania de Israel sobre o território, ocupado em 1967 e anexado em 1981. Síria vê ataque a sua integridade territorial.
Deutsch Welle

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu formalmente nesta segunda-feira (25/03) a soberania de Israel sobre as Colinas de Golã, um território disputado com a Síria e que Israel anexou em 1981.

O governo do presidente sírio, Basahr al-Assad, respondeu de imediato e afirmou que a decisão é um ataque à soberania e à integridade territorial da Síria.

O decreto de reconhecimento foi assinado no início de um encontro com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em Washington. Trump justificou a medida com as "ações agressivas" do Irã e de grupos "terroristas" contra Israel.

Netanyahu disse que se trata de um dia histórico e que Trump é o melhor amigo que Israel já teve.

Em Israel, o reconhecimento pode significar um forte i…

Netanyahu: governo de Assad 'não é mais imune' à retaliação israelense

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Natanyahu, concluiu sua turnê diplomática pela Europa, onde fez negociações com os líderes da França, Alemanha e Reino Unido sobre o acordo iraniano e a situação na Síria.


Sputnik

Segundo Netanyahu, o governo do presidente sírio Bashar Assad "não é mais imune" à retaliação israelense.

Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelense
Benjamin Netanyahu © REUTERS / Stephane Mahe

"Ele [Assad] não é mais imune, seu regime não é mais imune. Se ele nos atacar, destruiremos suas forças", declarou Netanyahu, citado pelo jornal The Times of Israel.

O premiê de Israel também advertiu que o governo sírio pagará pela crescente presença militar iraniana na Síria.

"A Síria deve entender que Israel não vai tolerar a consolidação militar iraniana na Síria contra Israel […] As consequências não serão meramente para as forças iranianas por lá, mas também para o regime de Assad", avisou Netanyahu.

A declaração surge ao fim da visita diplomática de Netanyahu à Europa, cujo único objetivo foi, como ele mesmo admitiu, "trazer um acordo internacional que o Irã sairia da Síria".

Israel e Síria têm trocado repetidos ataques na área fronteiriça, incluindo as disputadas Colinas de Golã — região que foi capturada por Israel como resultado da Guerra dos Seis Dias de 1967 e anexada formalmente 14 anos depois. Apesar de muitas críticas, o governo israelense tem se recusado a devolver o território à Síria. O próprio Netanyahu disse recentemente que isso "jamais aconteceria".

Anteriormente, nesta quinta-feira (7), The Times of Israel relatou, citando altos diplomatas, que a chanceler alemã Angela Merkel, o presidente francês Emmanuel Macron e a premiê britânica Theresa May, teriam chegado a um "acordo abrangente" sobre a necessidade de remover completamente o que foi descrito como "presença militar iraniana" da Síria.

"Meu objetivo foi orientar os países líderes da Europa para se oporem à expansão contínua do Irã", disse Netanyahu, citado pelo jornal.

De acordo com a fonte, Netanyahu também tentou persuadir os líderes europeus a seguirem o exemplo de Donald Trump e saírem do acordo nuclear iraniano, mas a premiê britânica Theresa May supostamente rejeitou a proposta.

As tensões entre Tel Aviv e Teerã têm aumentado recentemente com Israel acusando Irã de fortalecer sua presença militar na Síria e tendo realizado uma série de ataques contra alegadas instalações iranianas no território sírio.

Comentários

NOTÍCIAS MAIS LIDAS

Postagens mais visitadas