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Análise: Brasil poderia se tornar 'vigilante' dos EUA na América Latina

O presidente norte-americano, Donald Trump, referiu a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN. O analista russo Pavel Feldman avaliou a possibilidade de entrada do Brasil na aliança, bem como que papel poderia desempenhar o Brasil no conflito na Venezuela.
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Durante a visita oficial do presidente do Brasil Jair Bolsonaro aos EUA, foram discutidos os assuntos internacionais mais importantes, entre eles a cooperação bilateral entre os EUA e o Brasil e a situação na Venezuela.


Uma das declarações mais sensacionais foi a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN, referida pelo presidente dos EUA Donald Trump.

O vice-diretor do Instituto de Estudos Estratégicos e Prognósticos da Universidade Russa da Amizade dos Povos, Pavel Feldman, revelou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik que os EUA são apenas um dos países da OTAN, há outros países cuja opinião deveria ser levada em conta nesse assunto.

Segundo ele, se o Brasil aderir à OTAN ele vai desempenhar o papel de vigilante d…

Pentágono possui 'ideias ocultas' em relação à 'contenção' da Rússia no Ártico?

Recentemente, o vice-chefe do Pentágono James Mattis afirmou que os EUA devem ‘elevar seu jogo no Ártico para novo nível’. Em uma entrevista à Sputnik, o cientista Aleksandr Danilov manifestou a opinião que falar sobre uma necessidade de conter a Rússia no Ártico é pelo menos indelicado.


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Segundo afirmou Mattis, uma das mudanças na política estadunidense nesta região poderia ser o aumento da presença da Guarda Costeira dos EUA.

Submarinos norte-americanos USS Connecticut e USS Hartford emergem do gelo no Ártico
Submarinos norte-americanos USS Connecticut e USS Hartford emergem do gelo no Ártico © Foto: Marinha dos EUA

Mais cedo, os militares norte-americanos afirmavam que o país estava estudando as possibilidades para a contenção da Rússia no Ártico.

Nos últimos anos, a Rússia tem retomado o desbravamento ativo dos seus territórios do Norte, inclusive no que se trata da exploração de hidrocarbonetos, e o desenvolvimento da Rota Marítima do Norte, que está se tornando uma alternativa às rotas tradicionais da Europa para a Ásia.

Os interesses russos no Ártico são defendidos por toda uma série de meios, inclusive de caráter militar, tomando em consideração a elevada atenção prestada à região pelos países-membros da OTAN.

A parte russa ressaltou repetidamente que não está efetuando uma militarização do Ártico, mas está se preparando para responder a um leque vasto de potenciais ameaças.

O especialista em assuntos ligados à região do Ártico, Aleksandr Danilov, falou com o serviço russo da Rádio Sputnik sobre as recentes medidas anunciadas por parte dos EUA.

"Em relação ao Ártico, os EUA têm várias 'ideias ocultas'. Mas como se pode 'conter' a Rússia no Ártico? A Rússia está lá, como se diz, nas suas águas, nas suas terras. Já construiu lá uma base militar e vai desenvolvendo a navegação, tudo isso conforme o direito internacional. A Rússia não está ultrapassando nenhum limite para que se possa falar sobre sua 'contenção", explicou.

Deste modo, ressaltou, se trata evidentemente de declarações "agressivas" por parte dos norte-americanos.

"Nem consigo supor o que é que eles temem em relação às ações russas no Ártico. Sim, a Rússia renovou o local de seu baseamento militar, estamos nos defendendo — temos algo a defender. Seria melhor se os norte-americanos ratificassem a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar. Mais de 100 países o fizeram muitos anos atrás, enquanto os norte-americanos se comportam como se fossem crianças: do tipo, não quero, vou continuar de meu jeito. Supõe-se que no Ártico, nas águas da Rota Marítima do Norte, eles possam navegar sem qualquer autorização, como quiserem. Mas nas águas do Ártico há outras regras, de caráter internacional, e têm que as seguir", resumiu.

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