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Análise: Brasil poderia se tornar 'vigilante' dos EUA na América Latina

O presidente norte-americano, Donald Trump, referiu a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN. O analista russo Pavel Feldman avaliou a possibilidade de entrada do Brasil na aliança, bem como que papel poderia desempenhar o Brasil no conflito na Venezuela.
Sputnik

Durante a visita oficial do presidente do Brasil Jair Bolsonaro aos EUA, foram discutidos os assuntos internacionais mais importantes, entre eles a cooperação bilateral entre os EUA e o Brasil e a situação na Venezuela.


Uma das declarações mais sensacionais foi a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN, referida pelo presidente dos EUA Donald Trump.

O vice-diretor do Instituto de Estudos Estratégicos e Prognósticos da Universidade Russa da Amizade dos Povos, Pavel Feldman, revelou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik que os EUA são apenas um dos países da OTAN, há outros países cuja opinião deveria ser levada em conta nesse assunto.

Segundo ele, se o Brasil aderir à OTAN ele vai desempenhar o papel de vigilante d…

Peru estuda versão melhorada do KT-1 Woongbi

O objetivo é ter um desempenho mais próximo do A-29 Super Tucano


Por Roberto Lopes | Poder Aéreo

O projeto é tão criativo quanto ambicioso: obter um treinador avançado para pilotos de caça, de desempenho próximo ao do turboélice A-29 Super Tucano da Embraer, a partir de um upgrade no avião de adestramento básico de desenho sul-coreano KT-1 Woongbi.

KAI KT-1 Woongbi do Peru
KAI KT-1 Woongbi do Peru

Mas esse é o plano que o Comando da Força Aérea do Peru (FAP) vem analisando. No caso, para entregar aos aviadores que vão tripular a próxima geração de jatos militares da corporação, uma moderna plataforma de instrução.

A metodologia já é adotada na Força Aérea Brasileira (FAB), onde pilotos candidatos a voarem aeronaves supersônicas saem diretamente do estágio nos A-29 Super Tucano para operar os caças F-5E/F modernizados – dispensando o período de formação nos jatos conhecidos pela sigla LIFT, de Lead-in Fighter Trainer.

A ideia da conversão do KT-1 em aeronave de instrução de alto desempenho vem sendo experimentada pela Força Aérea da Turquia, que recebeu 40 desses aviões.

Diferenças 

A Korea Aerospace Industries (KAI) projetou e desenvolveu o programa do Woongbi , entre o fim da década de 1980 e o início dos anos de 2000, sem perder de vista os parâmetros de desempenho alcançados e comprovados (internacionalmente) pelo Super Tucano.

Mas uma comparação simples de comportamento entre as duas aeronaves mostra que o turboélice sul-coreano ainda precisaria melhorar muito para alcançar o patamar operacional do A-29.

Por exemplo, o Super Tucano tem um motor turboélice Pratt & Whitney Canada PT6A-68C de 1.600 shp de potência e peso máximo de decolagem de 5.400 kg. Já o KT-1P tem um motor Pratt & Whitney Canada PT6A-62 de 950 hp e tem peso máximo de decolagem de 3.311 kg.

O Peru voa o Woongbi – designado KT-1P – desde 2015, por meio de uma produção combinada entre a Korea Aerospace Industries (KAI) e o Servicio de Mantenimiento (SEMAN) da Aviação peruana. Dezesseis desses aviões foram montados em território peruano, mas com uma porcentagem ainda muito baixa de componentes produzidos no Peru.

Os militares peruanos redesignaram o Woongbi como Torito, e o transformaram em aeronave-padrão nos cursos da Escuela de Formación de Pilotos da cidade de Pisco, que concentra as atividades do Escuadron Aéreo Nº 513. Agora querem partir para uma espécie de Super KT-1P.

Propostas 

O SEMAN desenvolveu duas versões do avião – KT-1P (de treinamento) e KA-1P (ataque leve ao solo) –, e já o ofereceu a, pelo menos, quatro forças aéreas do continente: no Paraguai, Uruguai, Argentina e Bolívia – até agora sem sucesso.

Versão de ataque KA-1

A oferta do KT-1P ao governo Horacio Cartes envolveu uma visita do ministro da Defesa paraguaio, Diógenes Martínez, de 71 anos, à linha de produção do avião, nas cercanias de Lima.

Nesse momento os militares peruanos parecem decididos a modernizar o seu componente de combate por meio da aquisição de jatos KAI FA-50 Golden Eagle.

Desenvolvido a partir do modelo de treinamento TA-50, o FA-50 tem sido largamente empregado (e elogiado) pela Força Aérea Filipina, que já considera a possibilidade de fazer uma segunda compra desses aviões.

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