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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

Revista norte-americana desvenda armas russas do 'Juízo Final'

A Rússia não blefa ao falar de suas novíssimas armas e de suas capacidades, escreve a revista norte-americana The National Interest, citando vários analistas militares. A revista qualificou os últimos avanços tecnológicos da Rússia como armas do "Juízo Final".


Sputnik

De acordo com a edição, o surgimento de novas armas russas não surpreende. Assim, o analista militar Pavel Podvig, entrevistado pelo The National Interest, afirmou que o desenvolvimento de algumas destas armas já era conhecido, contudo, vários tipos de armamentos causaram um verdadeiro furor.

Testes do míssil balístico intercontinental Sarmat, 29 de março de 2018
Lançamento do míssil balístico intercontinental russo Sarmat © Foto : Ministério da Defesa da Rússi

"Pela primeira vez ouvi falar sobre mísseis de cruzeiro com ogiva nuclear, bem como sobre o sistema Kinzhal. É evidente que tudo o que foi mostrado por Putin já havia sido testado, ou seja, tudo era real", afirmou o entrevistado.

Por sua vez, o pesquisador do Centro da Análise Naval, Michael Kofman, também acredita que os programas do desenvolvimento das novíssimas armas russas são reais e que sua aplicação é uma "questão do futuro próximo ou distante". Além disso, o interlocutor da edição se mostrou preocupado devido às altitudes que os mísseis de cruzeiro com ogivas nucleares são capazes de alcançar.

Segundo frisou The National Interest, no momento, os EUA não dispõem de meios para se protegerem do atual arsenal nuclear de Moscou, enquanto isso, os avanços russos não influenciarão a estratégia nuclear de Washington a prazo curto.

De acordo com especialistas, caso a longo prazo o lado norte-americano não desencadeie uma corrida armamentista, no futuro será elaborado um novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas, que levará em consideração as novas armas russas. Entretanto, os especialistas suspeitam que o Partido Republicano dos EUA prefere uma corrida armamentista em vez de fechar um novo tratado, já que sem a aprovação do partido, o potencial tratado não pode entrar em vigor.

Em 1º de março, o presidente russo, Vladimir Putin, em seu discurso anual perante a Assembleia Federal (parlamento bicameral da Rússia), apresentou os novos armamentos estratégicos mais avançados. Trata-se do sistema de mísseis Sarmat e do sistema de mísseis para a aviação Kinzhal, além de outros futuros desenvolvimentos.

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