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Israel concentra mais forças na fronteira com Faixa de Gaza e está pronto a agir

As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) concentraram mais forças na fronteira com a Faixa de Gaza e estão prontas para usá-las se for necessário, comunica a assessoria da entidade militar.
Sputnik

A decisão foi tomada no decurso da reunião no Estado-Maior e é uma resposta aos combates de ontem (11), que causaram morte de um militar israelense e sete palestinos.


"As IDF aumentaram suas forças no Distrito Sul e estão dispostas, se for preciso, a agir com mais vigor", destaca o comunicado da entidade.

No decurso da operação militar que teve lugar no enclave palestino neste domingo (11) um tenente coronel de uma unidade especial israelense foi morto. Ao mesmo tempo, a parte palestina perdeu sete homens, inclusive um comandante militar. Após os confrontos, os palestinos lançaram 17 mísseis contra o sul de Israel, dois deles foram interceptados pelos sistemas de defesa antiaérea Iron Dome (Cúpula de Ferro).

Foi igualmente informado que, tendo em conta a situação, o prim…

Rússia assume liderança do Conselho de Segurança em tenso cenário

Rússia assume hoje a presidência rotatória do Conselho de Segurança da ONU, em meio a um complexo cenário, a raiz do projeto de resolução apresentado pelo Kuwait sobre a necessidade de proteger os palestinos.


Prensa Latina
Nações Unidas - Segundo fontes diplomáticas, espera-se que nesta sexta-feira se realize a votação a respeito e ontem, a representação dos Estados Unidos na ONU anunciou que 'vetará sem lugar a dúvidas o projeto'.

Conselho de Segurança da ONU | Reprodução

Por meio de um comunicado, a missão norte-americana assinalou que os que escolham votar a favor demonstrarão sua própria falta de aptidão para participar em negociações plausíveis entre as duas partes.

Ademais, Estados Unidos culpou o Hamas pela violência em Gaza e defendeu as ações de Israel como autodefesa, ainda que a repressão das forças militares de Tel Aviv tenham causado mais de 100 baixas palestinas, enquanto do outro lado nem se registram mortes.

Os demais membros do Conselho de Segurança criticam o uso excessivo da força por parte de Israel contra manifestantes pacíficos e destacam a necessidade de oferecer maior proteção aos civis palestinos, como pede o projeto de resolução apresentado pelo Kuwait.

Também apostam pela solução de dois Estados (Israel e Palestina), de acordo com as fronteiras estabelecidas em 1967 e com Jerusalém como capital compartilhada.

Precisamente, a decisão unilateral dos Estados Unidos de nomear Jerusalém como a capital de Israel e transferir para ali sua embaixada, gerou mais instabilidade na região e desencadeou uma onda de protestos pacíficos dos palestinos na barreira fronteiriça de Gaza.

De acordo com o coordenador especial da ONU para o processo de paz no Oriente Médio, Nickolay Mladenov, Israel deve pôr fim a ocupação na Palestina, pois só assim poderiam começar a se dar passos para a paz e a estabilidade da região.

Enquanto aumenta a violência contra os palestinos, a infraestrutura em Gaza é abalada, quase não contam com serviços de eletricidade nem água, e faz falta melhorar o acesso e a circulação de pessoas, bem como apoiar o processo de reconciliação liderado pelo Egito, apontou.

A situação no Oriente Médio manteve-se como um ponto álgido no Conselho de Segurança durante todo o mês de maio, depois de repetidos chamados de alerta da Palestina sobre o aumento da violência na Faixa de Gaza, desencadeada em 30 de março com o início da Grande Marcha do Retorno.

Desde esse dia, os militares de Israel utilizam de maneira indiscriminada a força letal contra os manifestantes e isto tem gerado o repúdio quase unânime da comunidade internacional.

Mas Israel conta com o apoio dos Estados Unidos que - ao ser um dos membros permanentes do Conselho - bloqueia as ações desse organismo contra as autoridades de Tel Aviv.

A ocupação de Israel a Palestina, que começou há mais de 50 anos, tem provocado uma das piores crises humanitárias da história, além de privar de suas terras e seus direitos essenciais milhões de pessoas.

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