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O Brasil tem poder de fogo para proteger a riqueza da Amazônia Azul? (VÍDEO)

Devido à enorme riqueza natural, a porção de mar sob jurisdição brasileira é também conhecida como Amazônia Azul. A área é um dos mais importantes patrimônios naturais brasileiros e é uma preocupação para o setor de Defesa. Para comentar o assunto, a Sputnik Brasil ouviu Ricardo Cabral, pesquisador da Escola de Guerra Naval da Marinha do Brasil.
Sputnik

O pesquisador falou sobre a importância comercial e estratégica, o potencial energético, científico e as obrigações internacionais do Brasil com as áreas da Amazônia Azule seu entorno. Ele também descreveu o atual estado da esquadra da Marinha brasileira, que carece de investimentos e pleiteia junto ao novo governo federal uma fatia maior do orçamento público, limitado pela Emenda Constitucional nº 95.


Foi a própria Marinha brasileira que cunhou o termo "Amazônia Azul", em referência ao tamanho da biodiversidade e dos bens naturais encontradas em sua área. No entanto, a área marítima é ainda maior do que porção brasileira da flo…

Sonar KingKlip é incluído na lista de Produtos Estratégicos de Defesa

Outras inclusões realizadas neste mês foram dos sistemas de controle tático e de armas SICONTA Mk II, III e IV. Neste ano e nos anteriores, alguns produtos foram incluídos ou tiveram suas nomenclaturas alteradas conforme seu desenvolvimento, como os mísseis Mansup, MSS 1.2 AC e baterias para submarinos, entre outros


Poder Naval

Na Portaria Nº 2.322/GM-MD, de 19 de junho de 2018 publicada no Diário Oficial da União na última quarta-feira, o Ministério da Defesa incluiu diversos equipamentos e armamentos na lista de Produtos Estratégicos de Defesa, iniciada em novembro de 2013.


Dentre os tipos de produtos listados nesta última alteração, chamou a atenção o sonar de casco KingKlip da empresa Omnisys Engenharia Ltda., que desde 2006 iniciou uma associação com o grupo francês Thales, do qual tornou-se subsidiária em 2011.

O KingKlip do grupo Thales é um sonar de média frequência, ativo e passivo, para instalação em cascos de navios de médio porte. Segundo o grupo, o produto tem alto desempenho na luta antissubmarino (ASW), especialmente nas condições difíceis de águas litorâneas, oferecendo capacidade ASW simultaneamente a alerta antecipado de ameaças de torpedos.


No final de janeiro de 2016, a Omnisys inaugurou em suas instalações de São Bernardo do Campo (SP) um Centro de Excelência em Sonares no Brasil, visando a futura produção no Brasil de transdutores eletroacústicos. Trata-se de um componente-chave para diversos tipos de sonares, pois faz a transformação da energia acústica das ondas sonoras em sinais elétricos.

Conforme divulgado no evento de inauguração, ao qual o Poder Naval esteve presente, o objetivo final da empresa era produzir vários tipos de sonares do Brasil, a partir de investimento feito pelo grupo Thales em sua subsidiária brasileira.

Especificamente, o objetivo mais próximo informado no início de 2016 era oferecer o sonar de casco KingKlip para o programa das corvetas classe Tamandaré. Em dezembro de 2017, esse processo de investimento (20 milhões de reais) e desenvolvimento levou a empresa a ser totalmente qualificada para a produção local de transdutores no seu Centro de Excelência em Sonares, tornando-se, segundo informe do grupo, “a primeira empresa a construir uma infraestrutura industrial capaz de fabricar equipamentos de Sonares no Brasil”. A qualificação envolveu testes realizados na piscina do Instituto de Pesquisa da Marinha (IPqM), um dos principais parceiros da empresa.

Segundo a área Thales Underwater Systems do grupo francês, o KingKlip tem peso de 1,4 tonelada, altura de 0,7 metros e diâmetro de 1,2m, o sonar opera no modo ativo na faixa de frequência média entre 5250 e 8000 Hz, nos pulsos FM Hiperbólico, CW e combo, em comprimento de pulso de 60 ms a 4s e escala de alcance entre 1 e 72 kYds. As funções passivas de vigilância em todas as bandas, LOFAR, DEMON e canais de áudio, entre 1000 e 8000 Hz.

Siconta e outros produtos 

Dentre os equipamentos incluídos na semana passada na Produtos Estratégicos, também chamou a atenção os sistemas de controle tático e de armas Siconta Mk II, III e IV, da empresa CONSUB Defesa e Tecnologia Ltda. A Consub é uma empresa criada em 1980 e adquirida em 2017 pela Adhara Defesa e Segurança, empresa do Grupo ATP Participações, com o objetivo de, a partir de uma nova estrutura societária, tornar a Consub uma empresa 100% brasileira e também uma Empresa Estratégica de Defesa.

A Consub é especializada em soluções em tecnologia, especialmente integração de sistemas navais, sendo responsável pelo desenvolvimento, instalação, integração e testes de Sistemas de Comando e Controle de Armas para navios como as fragatas classe “Niterói” (Siconta Mk II), a corveta Barroso (Siconta Mk III), o NAe São Paulo (Siconta Mk IV) e para navios-patrulha de 500 toneladas.

Em outras portarias publicadas na última quarta-feira, foram incluídos os cartuchos CBC 30CAR ETOG 110GR MIL, da Companhia Brasileira de Cartuchos (onde consta no catálogo de munição para fuzis e metralhadoras da empresa). Também o item “Manutenção preventiva nos painéis da propulsão azimutal de bombordo e boreste” da empresa WEG Drives e Controls – Automação Ltda, quatro tipos de estações meteorológicas da Hobeco, e Simulador de operações aéreas militares (SOPM) da Atech. Outra portaria do mesmo dia incluiu as já citadas Consub, Weg e Homeco no rol das Empresas Estratégicas de Defesa.

Mísseis, baterias e outros 

Já na portaria nº 88/GM/MD, de 11 de janeiro deste ano, passaram a fazer parte da lista de Produtos Estratégicos de Defesa o projeto do Míssil Mansup (antinavio) na nomenclatura “ativo de informação” e o Míssil Superfície-Superfície 1.2 Anticarro (MSS 1.2 AC) na nomenclatura “mísseis guiados”, ambos da empresa SIATT. Vale acrescentar que, nesses dois casos, os produtos já estavam incluídos, e provavelmente se tratou de uma mudança na nomenclatura e razão social da empresa envolvida. Da Avibras, foi incluído o Projeto Sistema Míssil para Combate Aéreo A-Darter, como “ativo de informação”.


A Bateria 31DD16 da empresa New Power (recredenciada em portaria do mesmo dia devido provavelmente à mudança da razão “New Power Sistemas de Energia S.A” para “New Power Comércio de Sistemas de Energia e de Defesa Estratégica”) foi incluída na nomenclatura “Equipamentos de propulsão de navio”. Já a bateria denominada 31DD6, assim como seus acessórios, destinada a submarinos Classe “Tupi” e “Tikuna”, estava incluída desde junho de 2016 pela portaria nº 708/GM/MD. Outros produtos, incluindo o Vant Zangão V (empresa Skydrones), Aeróstato ADB-A-250 A (Airship), radares e diversos equipamentos relacionados (Omnisys), e mais empresas envolvidas podem ser vistos clicando nos links das portarias já mencionadas acima e navegando para as páginas seguintes do Diário Oficial da União.

Em setembro de 2017, foram incluídos diversos produtos como lançadores de torpedos e de bombas de profundidade da empresa ARES, softwares da Atech e Defil, serviços de manutenção de vários itens do caça F-5 EM/FM (empresa IAS), VANT Caçador (Avionics), contramedidas (IACIT) e diversas munições da Imbel, contratos de transferência de tecnologia para montagem de plataforma de manutenção do sistema de combate de submarino (Exute), entre outros.

Entenda o que são Empresas e Produtos Estratégicos de Defesa – Em 28 de novembro de 2013 foi publicada no Diário Oficial da União a Portaria nº 3.228 do Ministério da Defesa, que credencia Empresas Estratégicas de Defesa – EED. A Portaria, datada do dia 27, foi assinada pelo ministro da Defesa, Celso Amorim. Estar na categoria de EED representa, entre outras vantagens, a redução de tributos para as empresas, num regime tributário especial. Clique aqui para conferir a íntegra do Decreto 8.122/2013, que regulamenta o Regime Especial Tributário para a Indústria de Defesa.

São considerados Produtos Estratégicos de Defesa os que, pelo conteúdo tecnológico, pela dificuldade de obtenção ou pela imprescindibilidade, sejam de interesse estratégico para a defesa nacional. Para saber mais sobre as primeiras empresas e produtos credenciados, clique aqui para acessar matéria publicada no Blog das Forças Terrestres em novembro de 2013.

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