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Defesa do Brasil tem maior gasto com pessoal na década, e investimento militar cai

Despesas com ativos e inativos crescem R$ 7,1 bi em 2019, reflexo de aumento salarial
Por Igor Gielow e Gustavo Patu | Folha de S.Paulo

A previsão de gasto militar para o primeiro ano de governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL) traz o maior aumento de despesa com pessoal em dez anos e uma redução expressiva do investimento em programas de reequipamento das Forças Armadas.
Não fosse uma criatividade contábil dos militares, que conseguiram recursos com a capitalização de uma estatal para comprar novos navios, a despesa de investimento seria a menor desde 2009.

A Folha analisou a série histórica com a ferramenta de acompanhamento orçamentário Siga Brasil, do Senado. Para este ano, o Ministério da Defesa, ainda na gestão Michel Temer (MDB), planejou gastar R$ 104,2 bilhões, o quarto maior volume da Esplanada.

Desse montante, R$ 81,1 bilhões irão para pessoal, R$ 13,3 bilhões, para gastos correntes (custeio) e R$ 9,8 bilhões, para investimentos. Os valores não incluem o con…

Adeus a 'stealth': por que tecnologia furtiva dos aviões de combate não funcionaria mais?

A Agência de Investigação de Projetos Avançados do Departamento de Defesa dos EUA (DARPA na sigla em inglês) avisou que a tecnologia furtiva dos aviões de combate já não funciona, sugeriu o analista militar Michael Peck em seu artigo para a revista The National Interest.


Sputnik

"Será que o Pentágono simplesmente admitiu que a tecnologia invisível já não funciona?", é uma pergunta retórica que faz o especialista, citando o recente relatório da DARPA dedicado às tecnologias que serão usadas em futuras guerras.

Avião F-117 Nighthawk
F-117 Nighthawk © AFP 2018 / USAF / US AIR FORCE

"As plataformas furtivas podem estar se aproximando de seus limites físicos", revelou a agência.

A DARPA também admitiu que "nosso sistema de aquisição enfrenta dificuldades em responder nos prazos de tempo relevantes ao progresso dos adversários, tornando a busca de capacidades de próxima geração simultaneamente mais urgente e mais fútil".

Se for esse o caso, a próxima geração de aviões, os que eventualmente substituirão os aviões furtivos F-22, F-35 e B-2, não serão mais sigilosos que seus predecessores. "Na corrida interminável entre a tecnologia furtiva e os sensores que visam penetrar seu véu, a furtividade pode ter chegado a um beco sem saída", explicou o analista.

"Seria possível atingir os objetivos da Força Conjunta sem limpar o céu dos caças e bombardeiros inimigos e eliminar todas as ameaças de superfície? Será que é possível atingi-lo sem pôr uma plataforma sofisticada e de grande valor e a tripulação em risco […]?", escreve a agência.

A resposta da DARPA poria fim ao tradicional domínio aéreo dos EUA em qualquer guerra: a possível solução que sugere a agência é "ir mais além dos avanços evolutivos em tecnologia furtiva e interromper as doutrinas tradicionais de domínio aéreo/superioridade aérea".

Agora, a DARPA está à procura de outras maneiras de atingir seus objetivos mesmo sem a supremacia aérea, como através de “uma combinação de desempenho esmagador (por exemplo, de mísseis hipersônicos) e números esmagadores (por exemplo, enxames de mísseis de baixo custo)”.

De fato, a agência de pesquisa do Pentágono parece pôr em causa o próprio conceito de um número reduzido de aviões furtivos e caros: como os caças F-22 e F-35 e os bombardeiros B-2.

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