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General brasileiro em forças dos EUA atrapalha laços com Moscou e Pequim, diz especialista

A decisão do Brasil de enviar um oficial para integrar as Forças Armadas dos Estados Unidos deve atrapalhar as relações do país com importantes aliados, como China e Rússia. A avaliação é do especialista em Relações Internacionais Paulo Velasco, que conversou nesta segunda-feira com a Sputnik sobre esse polêmico assunto.
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Na última semana, se tornou pública no Brasil a notícia de que o país indicará, até o final do ano, um general para assumir um posto no Comando Sul (SouthCom) dos EUA, que cobre América Central, Caribe e América do Sul, provocando controvérsias.


De acordo com o comandante responsável, o almirante Craig Faller, os interesses norte-americanos na região seriam ameaçados por Rússia, China, Irã, Venezuela, Cuba e Nicarágua, países com os quais o Brasil poderá ter relações prejudicadas por conta dessa situação, conforme acredita Velasco, professor adjunto de Política Internacional do Departamento de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (U…

Analista: míssil russo Kinzhal é fruto da má vontade dos EUA de discutir defesa antimíssil

O novíssimo míssil russo Kinzhal supera as capacidades do Iskander, afirmou uma fonte da indústria militar. O analista Viktor Baranets não tem dúvidas de que o exército russo vem se reforçando para derrotar inimigos.


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Uma fonte da indústria militar russa detalhou que o míssil hipersônico Kinzhal é capaz de atingir alvos a distâncias três vezes maiores do que as do seu protótipo terrestre — o míssil tático operacional Iskander, agregando que o Kinzhal, instalado em caças MiG-31K, possui um alcance de 1,5 mil quilômetros.

Caça MiG-31 com mísseis hipersônicos Kinzhal
MiG-31 Foxhound russo com míssil Kinzhal | © Sputnik / Grigory Sysoev

Em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o analista militar, Viktor Baranets, revelou as vantagens do míssil.

"Ele surpreende não somente pela velocidade supersônica, que dificulta muito sua destruição pelos sistemas de defesa antiaérea e antimíssil do inimigo. Ele também é interessante pelo fato de que o avião MiG-31 decola do aeródromo, atinge uma velocidade supersônica e sem entrar na zona de alcance dos sistemas de defesa antiaérea e antimíssil inimigos, a dois ou até três quilômetros, lança esse míssil e volta para casa. É uma vantagem muito séria: uma divisão dos Iskander não conseguiria ser deslocada tão rapidamente das posições iniciais, já o avião pode fazê-lo e na mesma velocidade supersônica voltar para casa. Esse míssil continua sendo aprimorado. Ao ganhar o Kinzhal, o exército russo ganha mãos muito compridas para destruir alvos inimigos e armas, contra a qual os nossos possíveis inimigos não possuem antídoto", destacou.

Para o analista militar, a criação da arma em questão foi impulsionada pela falta de interesse dos EUA de dialogar.

"Não entramos na corrida armamentista. Como disse o presidente Vladimir Putin, só encontramos um meio de reação depois de os norte-americanos terem se recusado a discutir conosco a defesa antimíssil na Europa, como eles começaram a aperfeiçoar as suas forças nucleares estratégicas. O Kinzhal foi gerado pela recusa dos norte-americanos de discutir as regras do jogo. Já repetimos mil vezes: precisamos discutir a defesa antimíssil na Europa, porque ela neutraliza o nosso potencial de mísseis em caso de um conflito sério. Mas os norte-americanos de todos os modos descartaram essas propostas. Assim surgiu a ideia de encontrar um antídoto. E surgiu não só o Kinzhal, mas também o Sarmat, o Avangard etc. Não porque os russos não têm em que gastar dinheiro — simplesmente tentamos encontrar armas que respondam adequadamente a ameaças", concluiu Baranets.

O míssil Kinzhal, entre outras armas, foi apresentado pelo presidente russo, Vladimir Putin, no dia 1º de março durante o discurso perante o parlamento.

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