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EUA: sanções contra Venezuela servem como 'alerta para atores externos, incluindo Rússia'

Na última terça-feira (17), o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, culpou a Rússia e a Venezuela pela crise de refugiados observada no país latino-americano.
Sputnik

O conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, anunciou nesta quarta-feira (17) que os EUA estão impondo uma nova rodada de sanções contra a Venezuela, acrescentando o banco central do país à lista de restrições. 

Segundo o conselheiro de Segurança Nacional, as sanções recém-aplicadas deveriam se tornar um alerta para "todos os atores externos, inclusive a Rússia".

Desde o início da crise política na Venezuela no início deste ano, os EUA impuseram várias rodadas de sanções, visando os setores petrolífero e bancário do país, bem como indivíduos ligados às autoridades do país.

A Venezuela está sofrendo grave crise política desde janeiro. Junto com outros países ocidentais, os EUA apoiam Juan Guaidó, que se proclamou presidente interino da Venezuela. Ao mesmo tempo, Rússia, China e Turquia, entre outros…

Analista: míssil russo Kinzhal é fruto da má vontade dos EUA de discutir defesa antimíssil

O novíssimo míssil russo Kinzhal supera as capacidades do Iskander, afirmou uma fonte da indústria militar. O analista Viktor Baranets não tem dúvidas de que o exército russo vem se reforçando para derrotar inimigos.


Sputnik

Uma fonte da indústria militar russa detalhou que o míssil hipersônico Kinzhal é capaz de atingir alvos a distâncias três vezes maiores do que as do seu protótipo terrestre — o míssil tático operacional Iskander, agregando que o Kinzhal, instalado em caças MiG-31K, possui um alcance de 1,5 mil quilômetros.

Caça MiG-31 com mísseis hipersônicos Kinzhal
MiG-31 Foxhound russo com míssil Kinzhal | © Sputnik / Grigory Sysoev

Em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o analista militar, Viktor Baranets, revelou as vantagens do míssil.

"Ele surpreende não somente pela velocidade supersônica, que dificulta muito sua destruição pelos sistemas de defesa antiaérea e antimíssil do inimigo. Ele também é interessante pelo fato de que o avião MiG-31 decola do aeródromo, atinge uma velocidade supersônica e sem entrar na zona de alcance dos sistemas de defesa antiaérea e antimíssil inimigos, a dois ou até três quilômetros, lança esse míssil e volta para casa. É uma vantagem muito séria: uma divisão dos Iskander não conseguiria ser deslocada tão rapidamente das posições iniciais, já o avião pode fazê-lo e na mesma velocidade supersônica voltar para casa. Esse míssil continua sendo aprimorado. Ao ganhar o Kinzhal, o exército russo ganha mãos muito compridas para destruir alvos inimigos e armas, contra a qual os nossos possíveis inimigos não possuem antídoto", destacou.

Para o analista militar, a criação da arma em questão foi impulsionada pela falta de interesse dos EUA de dialogar.

"Não entramos na corrida armamentista. Como disse o presidente Vladimir Putin, só encontramos um meio de reação depois de os norte-americanos terem se recusado a discutir conosco a defesa antimíssil na Europa, como eles começaram a aperfeiçoar as suas forças nucleares estratégicas. O Kinzhal foi gerado pela recusa dos norte-americanos de discutir as regras do jogo. Já repetimos mil vezes: precisamos discutir a defesa antimíssil na Europa, porque ela neutraliza o nosso potencial de mísseis em caso de um conflito sério. Mas os norte-americanos de todos os modos descartaram essas propostas. Assim surgiu a ideia de encontrar um antídoto. E surgiu não só o Kinzhal, mas também o Sarmat, o Avangard etc. Não porque os russos não têm em que gastar dinheiro — simplesmente tentamos encontrar armas que respondam adequadamente a ameaças", concluiu Baranets.

O míssil Kinzhal, entre outras armas, foi apresentado pelo presidente russo, Vladimir Putin, no dia 1º de março durante o discurso perante o parlamento.

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