Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

EUA e Rússia revivem a Guerra Fria no Oriente Médio com duas cúpulas

Reuniões paralelas, na Polônia e na Rússia, representaram a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito entre Israel e a Palestina
Juan Carlos Sanz e María R. Sahuquillo | El País
Sochi / Jerusalém - Em 1991, a Conferência de Madri estabeleceu um modelo para o diálogo multilateral no Oriente Médio após o fim da Guerra Fria, que havia colocado Washington contra Moscou na disputa pela hegemonia em uma região estratégica. Transcorridos mais de 27 anos, dois conclaves paralelos representaram nesta quinta-feira em Varsóvia (Polônia) e Sochi (Rússia) a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito israelo-palestino. Os Estados Unidos e a Rússia, copresidentes em Madri em 1991, já não atuam mais como mediadores para aliviar as tensões e, mais uma vez, assumem um lado entre as partes conflitantes.

No fórum da capital polonesa, a diplomacia dos EUA chegou a um impasse ao reunir mais de 60 países em uma reu…

Analistas norte-americanos comparam potencial nuclear da Rússia e outros países

As armas nucleares russas são várias vezes mais potentes que as norte-americanas, revelou um estudo realizado por ex-funcionários da inteligência estadunidense, publicado no portal SofRep.


Sputnik

Os especialistas compararam a potência de diferentes bombas atômicas, incluindo as Little Boy e Fat Man que foram lançados pelos EUA contra Hiroshima e Nagasaki em agosto de 1945.

Testes do míssil balístico intercontinental Sarmat, 29 de março de 2018
Teste do míssil intercontinental russo Sarmat © Foto : Ministério da Defesa da Rússia

Segundo o portal, a potência das bombas usadas contra as duas cidades japonesas eram de 15 e 21 quilotons respetivamente. O míssil norte-americano Trident, por sua vez, tem uma potência de 100 quilotons. A bomba norte-coreana mais potente tem uma potência de 250 quilotons, enquanto a do míssil Minutemen dos EUA é de 475 quilotons.

Além disso, o portal revelou que a potência do míssil balístico intercontinental de produção chinesa DF-31 (Dongfeng-31) superou mais de duas vezes a do seu concorrente norte-americano, tendo uma potência de cerca de 1.000 quilotons. Entretanto, Washington tem a bomba termonuclear B53, cuja potência é de 9.000 quilotons.

Entretanto, de acordo com os especialistas, a potência das novas armas russas supera significativamente a das armas mais modernas de outros países. Por exemplo, o míssil balístico intercontinental Sarmat tem uma potência de 50.000 quilotons, enquanto o mais avançado torpedo nuclear russo Status-6 (conhecido também como Poseidon) tem 100 megatons de potência. Segundo esses dados, a potência das armas nucleares russas supera em pelo menos 5,5 e 11,1 vezes a das norte-americanas.

Em março, Vladimir Putin apresentou as novas armas russas durante seu discurso anual. Entre estas, o sistema de mísseis estratégico Sarmat, um míssil de cruzeiro de alcance ilimitado, um submersível não tripulado e o sistema de mísseis para aviação Kinzhal, entre outros.

Comentários

NOTÍCIAS MAIS LIDAS

Postagens mais visitadas