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General brasileiro em forças dos EUA atrapalha laços com Moscou e Pequim, diz especialista

A decisão do Brasil de enviar um oficial para integrar as Forças Armadas dos Estados Unidos deve atrapalhar as relações do país com importantes aliados, como China e Rússia. A avaliação é do especialista em Relações Internacionais Paulo Velasco, que conversou nesta segunda-feira com a Sputnik sobre esse polêmico assunto.
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Na última semana, se tornou pública no Brasil a notícia de que o país indicará, até o final do ano, um general para assumir um posto no Comando Sul (SouthCom) dos EUA, que cobre América Central, Caribe e América do Sul, provocando controvérsias.


De acordo com o comandante responsável, o almirante Craig Faller, os interesses norte-americanos na região seriam ameaçados por Rússia, China, Irã, Venezuela, Cuba e Nicarágua, países com os quais o Brasil poderá ter relações prejudicadas por conta dessa situação, conforme acredita Velasco, professor adjunto de Política Internacional do Departamento de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (U…

Anistia Internacional: Coalizão liderada pelos EUA na Síria não consegue proteger civis

A coalizão liderada pelos Estados Unidos está "profundamente em negação" sobre o número de mortes civis que causou na cidade de Raqqa, no norte da Síria, disse a Anistia Internacional nesta terça-feira (17).


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Segundo a organização, os bombardeios da coalizão liderada por Washington mataram centenas, enquanto a coalizão admite apenas 23 mortes entre os civis. 


Veículo armado na cidade de Raqqa, Síria
Tropa da coalizão liderada pelos EUA em Raqqa, Síria © AP Photo/ Asmaa Waguih

"As reações instintivas da coalizão são poderosas na retórica mas com poucos detalhes. Elas revelam quão profundamente a liderança da coalizão está em negação sobre sua capacidade de proteger os civis", afirmou a consultora sênior da ONG Donatella Rovera.

A organização também disse que as Forças Democráticas da Síria (FDS), a aliança anti-governamental liderada pelos curdos que apoiam a coalizão liderada pelos EUA, mencionou "ataques aéreos mal sucedidos" que levaram a "enormes perdas humanas e materiais" em carta enviada à Anistia.

"As negações tempestuosas que vimos repetidamente e ouvimos de altos funcionários da coalizão são contraditas pela realidade vivida das centenas de civis que entrevistamos para nossas investigações em Raqqa e Mosul. Eles são até mesmo contrariados por seus próprios parceiros no terreno [FDS]", acrescentou Rovera.

De acordo com a Anistia Internacional, um total de mais de 30 mil ataques de artilharia, juntamente com milhares de ataques aéreos, foram conduzidos pela coalizão em Raqqa de junho a outubro de 2017, deixando a cidade em ruínas.

Os Estados Unidos e seus aliados têm combatido o grupo terrorista Daesh na Síria desde 2014 sem a aprovação do governo sírio ou um mandato do Conselho de Segurança da ONU.

A campanha militar em Raqqa, que serviu como capital do Daesh, foi lançada em junho de 2016 pelo FDS e pelos ataques aéreos da coalizão liderada pelos EUA. Um ano depois, a campanha culminou na Batalha de Raqqa, que colocou a FDS no controle total da cidade.

Segundo estimativas da ONG Airwars, com sede em Londres, os bombardeiros da coalizão liderada pelos EUA em 2017 resultaram em pelo menos 1.400 mortes de civis em Raqqa.

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