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EUA podem dobrar contingente militar na América do Sul, diz chefe da inteligência russa

Os EUA podem aumentar seu contingente militar na América Central e do Sul de 20 mil para 40 mil homens, disse o vice-almirante Igor Kostyukov, chefe do Departamento Central de Inteligência (GRU, sigla em russo), do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia.
Sputnik

"Embora na América Latina não haja ameaça militar direta para a segurança dos EUA, Washington tem uma presença militar significativa [na região]. O Comando Conjunto das Forças Armadas dos EUA implantou na América Central e do Sul um contingente de 20 mil militares. No período de ameaças este pode aumentar para 40 mil militares", explicou Kostyukov.


De acordo com ele, os EUA podem provocar uma "revolução colorida" na Nicarágua e Cuba.

"As tecnologias de 'revolução colorida' testadas na Venezuela podem vir a ser usadas em breve na Nicarágua e em Cuba", disse ele.

Segundo Kostyukov, os EUA estão tentando estabelecer o controle total sobre a América Latina.

"A Administração dos EUA considera…

Assessor dos EUA: nossas tropas ficarão na Síria até 'ameaça iraniana' ser eliminada

O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou previamente que as tropas norte-americanas irão abandonar a Síria "em breve". No entanto, isso contradiz as afirmações do assessor de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, que não acredita que isso seja possível.


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Ao falar com o canal ABC News no domingo (15), Bolton afirmou que Washington pretende manter seus militares na Síria até que o Irã e o Daesh (organização terrorista proibida em vários países, incluindo a Rússia) não apresentem ameaça à região.

Soldados norte-americanos no nordeste da Síria
Militares dos EUA na Síria © AFP 2018 / AHMAD AL-RUBAYE

"Acho que o presidente deixou claro que permanecemos lá até que o califado territorial do Daesh seja removido e enquanto a ameaça das forças iranianas continuar presente no Oriente Médio", disse.

Ao mesmo tempo, o assessor destacou que a crise síria estará na agenda da cúpula entre Donald Trump e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, realizada em Helsinque em 16 de julho.

No âmbito do seu discurso dado em março no estado de Ohio, Donald Trump confirmou que os EUA "irão abandonar" a Síria "muito em breve" para "que outras pessoas cuidem disso". A afirmação foi feita depois de Trump ter declarado que "nocauteou" o Daesh.

No entanto, as declarações do presidente contradizem completamente os prévios comentários da Casa Branca e Pentágono quanto à permanência das forças norte-americanas no país árabe.

Os Estados Unidos, liderando uma coalizão internacional, realizam uma operação contra o grupo terrorista Daesh na Síria e no Iraque desde 2014.

Os americanos operam na Síria sem a autorização do governo de Damasco.

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