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General brasileiro em forças dos EUA atrapalha laços com Moscou e Pequim, diz especialista

A decisão do Brasil de enviar um oficial para integrar as Forças Armadas dos Estados Unidos deve atrapalhar as relações do país com importantes aliados, como China e Rússia. A avaliação é do especialista em Relações Internacionais Paulo Velasco, que conversou nesta segunda-feira com a Sputnik sobre esse polêmico assunto.
Sputnik

Na última semana, se tornou pública no Brasil a notícia de que o país indicará, até o final do ano, um general para assumir um posto no Comando Sul (SouthCom) dos EUA, que cobre América Central, Caribe e América do Sul, provocando controvérsias.


De acordo com o comandante responsável, o almirante Craig Faller, os interesses norte-americanos na região seriam ameaçados por Rússia, China, Irã, Venezuela, Cuba e Nicarágua, países com os quais o Brasil poderá ter relações prejudicadas por conta dessa situação, conforme acredita Velasco, professor adjunto de Política Internacional do Departamento de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (U…

Coreia do Sul e EUA retomarão busca de militares desaparecidos

Comandos militares da República Popular Democrática da Coreia (RPDC) e dos EUA acordaram hoje a retomada da busca dos soldados considerados desaparecidos nesta região durante o período de guerra 1950-1953.


Por Benito Joaquín | Prensa Latina
Panmunjom, RPDC - O ato ficou pactuado durante os diálogos com os quais se retomaram os encontros de alto nível entre chefes militares de Pyongyang e Washington, suspensos há anos, soube a Prensa Latina.


Durante o primeiro triênio da segunda metade do século passado morreram mais de 33 mil soldados e oficiais estadunidenses, segundo cifras oficiais.

Os restos mortais de cerca de 16 por cento desse total de militares mortos não foram encontrados nas buscas realizadas na RPDC entre 1996 e 2005 ou anteriormente.

Os especialistas forenses só detectaram nos antigos palcos de guerra ao norte daqui, os restos de aproximadamente 220 militares norte-americanos.

Em Washington, o secretário de Estado, Mike Pompeo, assegurou que 16 por cento dos corpos dos que morreram nessa guerra nunca foram recuperados.

Opinou que os diálogos entre os generais da RPDC e EUA foram 'produtivos e cooperativos, e resultaram em firmes compromissos'.

O chefe negociador dos EUA às referidas conversas e responsável pelo Estado Maior do comando da ONU estabelecido na Coreia do Sul, tenente general Michael Minihan, afirmou que o diálogo terá continuidade nesta segunda-feira.

Na ocasião, deve ser redefinido o roteiro para a busca de aproximadamente 5.500 mil militares norte-americanos considerados ainda desaparecidos porque seus corpos não foram encontrados.

Também organizar a transferência para os EUA dos mais de 200 restos mortais de militares estadunidenses encontrados nos campos de combate de mais 65 anos atrás e que estão sob custódia de Pyongyang.

No dia 12 de junho, na reunião desenvolvida na capital de Singapura entre os presidentes Kim Jong-un e Donald Trump, acordaram recuperar os restos dos militares norte-americanos falecidos durante o conflito armado nesta península.

Também uma imediata repatriação dos já identificados, segundo o expresso em um acordo divulgado na oportunidade, entre outros assuntos.

Os governantes da RPDC e dos EUA trocaram na semana passada elogios pelos esforços comuns realizados pessoalmente para melhorar os vínculos bilaterais e implementar de boa fé o comunicado conjunto subscrito em Singapura.

Igualmente sublinharam a sincera aproximação recíproca centrada na abertura de um novo futuro entre a RPDC e os Estados Unidos.

Nesta região existe tecnicamente um conflito bélico porque aquela sangrenta guerra (1950-1953) não cessou por um acordo de paz.

Em 27 de julho de 1953 foi pactuada pelas partes em conflito uma trégua sob a égide de um denominado armistício, ainda em vigor juridicamente e reconhecido pelos beligerantes.

O mais recente encontro entre chefes militares de alta nomenclatura dos dois países teve lugar nesta indevidamente chamada zona desmilitarizada há nove anos.

Aquela ruptura se produziu após despedaçar-se as negociações entre Rússia, China, Japão, Coreia do Sul, EUA e a RPDC.

Então as delegações buscavam a desnuclearização da península coreana e o cancelamento dos ensaios atômicos que a RPDC realizava com caráter persuasivo e defensivo.

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