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Trump diz que 'certamente' entraria em guerra com o Irã, mas 'não agora'

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que consideraria uma ação militar contra o Irã para impedir que a República Islâmica consiga armas nucleares. A briga entre Teerã e Washington aumentou depois que os EUA acusaram o Irã de atacar dois petroleiros.
Sputnik

"Eu certamente vou considerar as armas nucleares", disse Trump à revista Time na terça-feira, quando perguntado sobre o que poderia levá-lo a declarar guerra ao Irã. "E eu manteria o outro um ponto de interrogação".

A reportagem não especificou se o presidente elaborou o cenário de lançar um conflito armado de pleno direito com a República Islâmica sobre seu programa nuclear. Quando um repórter perguntou a Trump se ele estava considerando uma ação militar contra o Irã agora, ele respondeu: "Eu não diria isso. Eu não posso dizer isso".

Seus comentários foram feitos um dia depois de o Pentágono ter enviado 1.000 soldados extras para o Oriente Médio "para fins defensivos".

Os Estados Unidos cu…

Desertor alega que Coreia do Norte pediu US$ 1 bi a Israel para não vender mísseis ao Irã

Um ex-diplomata e intérprete norte-coreano alegou que o embaixador da Coreia do Norte na Suécia fez a Tel Aviv a oferta de negócio em 1999.


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O ex-intérprete, Thae Yong-ho, disse que a proposta de pagamento de um bilhão de dólares foi apresentada a Gideon Ben Ami, enviado de Israel na Suécia, pelo embaixador norte-coreano Son Mu Sin, e seria aplicada a armas convencionais, mísseis balísticos e tecnologia nuclear. O ex-diplomata, que desertou para a Coreia do Sul em 2016, descreveu os detalhes do suposto acordo em um novo livro de memórias, segundo o Wall Street Journal.

Míssil balístico Musudan exibido durante a parada militar em Pyongyang em homenagem ao centenário do último líder norte-coreano, Kim Il-Sung, em 15 de abril de 2012
Míssil balístico norte-coreano Musudan © AFP 2018 / Ed Jones

Israel supostamente rejeitou a oferta, propondo em seu lugar ajuda alimentícia. Foi relatado que as negociações não haviam dado em nada, e que Pyongyang continuou a cumprir seus contratos de munições e mísseis convencionais com países com os quais Israel mantém relações hostis.

O governo israelense recusou o pedido de comentário da mídia israelense. Já o Irã negou anteriormente que tenha tido conversações com a Coreia do Norte sobre tecnologia nuclear. Entretanto, o Wall Street Journal não conseguiu nenhum comentário dos dois ex-diplomatas envolvidos nas negociações.

Na semana passada, Gideon Ben Ami confirmou que ele se reuniu com representantes norte-coreanos em várias ocasiões em 1999 e 2002, mas não mencionou as alegações feitas no livro de Thae. O vice-chefe do escritório para a Ásia do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Tzvi Gabbai, disse à edição na semana passada que Tel Aviv havia realmente dito a Pyongyang que ajudaria na agricultura, ou "talvez financeiramente", se a Coreia do Norte "parasse de vender armas à Síria e ao Irã, ou se eles estabelecessem relações diplomáticas com Israel". Pyongyang ainda não comentou essas alegações.

A Coreia do Norte não reconhece oficialmente Israel, denunciando-o como "satélite imperialista" dos EUA. Em vez disso, Pyongyang reconhece a soberania palestina sobre as terras israelenses. Ao longo de muitas décadas, a Coreia do Norte foi acusada de vender armas e tecnologia de mísseis a vários adversários israelenses, incluindo Irã, Síria, Líbia e Egito.

Após o ataque israelense em 2007 contra a suposta instalação nuclear na Síria, a mídia ocidental e israelense afirmou que quase uma dúzia de cientistas nucleares norte-coreanos também foram mortos no ataque.

Damasco rejeitou a sugestão que a instalação tivesse algum propósito militar, descartando as alegações de um programa nuclear e lembrando das suposições sobre as armas de destruição em massa iraquianas antes da invasão de 2003. Israel reconheceu formalmente em março de 2018 que realizou o ataque de 2007.

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