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Por que alguns países ocidentais não querem libertação de Idlib?

A libertação de Idlib marcará a vitória total das forças governamentais e o fracasso dos planos de países ocidentais de derrubar as autoridades legítimas sírias.
Sputnik

No entanto, segundo Pierre Le Corf, ativista francês que vive em Aleppo, a tarefa não será fácil. 


"Será muito difícil libertar Idlib, porque todas as forças da coalizão lideradas pelos EUA e governos [ocidentais] envolvidos na guerra até o momento se opõem à libertação da província", disse Le Corf à Sputnik França.

Ele comentou que assim que a província síria de Idlib for libertada, terá que "libertar as zonas ocupadas ilegalmente pelos EUA, França e até pela Itália no norte do país". Por esse motivo, nenhum desses países quer a libertação da província.

Le Corf salientou que a intenção de manter o status atual poderia levar a "um massacre da população civil de Idlib", referindo-se às múltiplas advertências dos militares sírios e russos sobre a possível encenação de ataques químicos com o prop…

EUA lançam campanha contra alta liderança iraniana, diz mídia

Os EUA prometeram minar a estabilidade econômica do Irã impondo sanções com o propósito de forçar Teerã a abandonar seu programa de armamentos nucleares. Washington não acredita que o país persa tenha se desnuclearizado, apesar de ter assinado o Plano de Ação Global Conjunto (JCPOA).


Sputnik

Com base nessa desconfiança, os EUA lançaram uma campanha de informação visando atingir a alta liderança iraniana em uma tentativa de minar sua posição e forçá-la a mudar suas políticas, informou a Reuters, citando autoridades norte-americanas anônimas familiarizadas com a campanha. Segundo esses altos funcionários, o objetivo da campanha é persuadir Teerã, por meio da alimentação da agitação popular no país, a abandonar seu programa nuclear e a deixar de apoiar os grupos militantes.

Parada militar anual em Teerã
Desfile militar em Teerã © AFP 2018 / ATTA KENARE

No entanto, as informações que Washington planeja divulgar sobre a liderança iraniana são distorcidas e exageradas em muitos aspectos, reporta a Reuters, citando pessoas que trabalham ou já trabalharam para o governo norte-americano.

As fontes indicaram que o programa, que funciona como um complemento às sanções impostas à economia iraniana, é apoiado pelo secretário de Estado dos EUA Mike Pompeo e pelo conselheiro de Segurança Nacional John Bolton.

A Casa Branca e o Departamento de Estado se recusaram a comentar oficialmente a suposta campanha informativa, mas uma autoridade anônima do Departamento de Estado observou que Washington não está buscando uma "mudança de regime" na República Islâmica, mas quer mudar "o comportamento do governo iraniano".

"Sabemos que estamos forçando o Irã a fazer algumas escolhas difíceis. Ou eles mudam seus hábitos ou irão ter cada vez mais dificuldade em se envolver em suas atividades nocivas", disse a autoridade.

O presidente Donald Trump anunciou em 8 de maio que os EUA estavam se retirando do Plano de Ação Integral Conjunto (JCPOA) — acordo internacional firmado em 2015 pelo Irã, Estados Unidos, Rússia, França, China, Reino Unido, Alemanha e UE. O acordo foi concebido para impedir que o Irã adquira armas nucleares e, em contrapartida, cancelar as sanções econômicas contra o país.

Trump tem sido um duro oponente do acordo nuclear com o Irã, alegando que há um "defeito em seu núcleo". Ele exigiu que isso fosse "consertado", ameaçando retirar os EUA do acordo e voltar a impor sanções econômicas. O secretário de Estado, Mike Pompeo, prometeu que as novas sanções seriam as mais severas da história e não seriam suspensas até que Teerã abandone seu programa nuclear definitivamente. O presidente da França, Emmanuel Macron, e a chanceler alemã, Angela Merkel, líderes de dois principais países da União Europeia, tentaram convencer Trump a manter o acordo, mas seus esforços foram em vão.

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