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Militares norte-americanos acreditam que EUA entrarão em guerra

Quase metade do Exército dos EUA está confiante de que durante o ano de 2019 seu país estará envolvido em um grave conflito armado, de acordo com o Military Times.
Sputnik

Segundo uma pesquisa recente, 46% dos participantes não duvidam que o confronto militar ocorrerá no próximo ano.


A título de comparação, em 2017, apenas 5% dos militares dos EUA esperavam um conflito armado, enquanto 50% descartaram um cenário de guerra e 4% não responderam.

Quanto aos inimigos mais prováveis, os soldados dos EUA mencionaram principalmente a Rússia e a China. Respectivamente, 72% e 69% dos entrevistados escolheram esses dois países.

Além disso, cerca de 57% estão preocupados com a presença de extremistas islâmicos nos Estados Unidos. Em particular, 48% destacaram uma possível ameaça por parte dos grupos terroristas Daesh e Al Qaeda (proibidos na Rússia e em outros países).

EUA negam que planejaram invadir Venezuela, mas não descartam opção militar

Os Estados Unidos negaram hoje que o Governo do presidente Donald Trump chegou ao ponto no ano passado de planejar uma invasão militar da Venezuela, mas reconheceu que a opção continua sendo analisada como uma de muitas possíveis ferramentas para "ajudar o povo venezuelano a recuperar a democracia".


EFE

Washington - "Não houve uma invasão planejada", disse à Agência Efe um porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca (NSC, em inglês), órgão encarregado de centralizar a política externa, militar e de inteligência de Washington.

EFE/Yuri Gripas
EFE/Yuri Gripas

A fonte ressaltou, apesar disso, que os EUA vão continuar considerando "todas as opções que tem disponíveis", incluindo a via militar, "para ajudar o povo da Venezuela".

O porta-voz, que pediu o anonimato, reagia assim aos relatórios de imprensa divulgados nesta quarta-feira, segundo os quais Trump levantou em agosto do ano passado com alguns de seus principais assessores a possibilidade de invadir a Venezuela.

A fonte confirmou que Trump perguntou pela via militar, mas disse que o que queria era "pedir opções" para a equipe a fim de ter um leque entre o que escolher em relação ao "desastre humanitário que estava acontecendo na Venezuela".

"Perguntou sobre a opção militar, sobre a ajuda humanitária, sobre as sanções, sobre a cooperação internacional contra o regime (do presidente venezuelano, Nicolás) Maduro. Foi uma (opção) dentro de uma série de coisas diferentes", explicou o porta-voz.

O funcionário não esclareceu se houve conversas sérias sobre a possibilidade de uma invasão.

"O importante é que os EUA não fizeram ações militares por enquanto na Venezuela, embora vão continuar considerando todas as opções, porque nenhum Governo americano as descartaria em uma situação como a do país sul-americano", insistiu.

O porta-voz qualificou algumas informações que surgiram na imprensa sobre o tema de "sensacionalistas", porque chegam muitos "meses depois do episódio e se centram apenas em uma das opções" que os EUA consideraram, sem fixar-se na sua atuação na prática.

"O presidente Trump motivou a comunidade internacional para que trabalhe unida para pressionar a ditadura de Maduro a fim de mudar o seu comportamento autocrático", disse o porta-voz.

A fonte destacou as sanções internacionais impostas ao Executivo de Maduro e os US$ 30 milhões em ajuda humanitária que os EUA concederam para os refugiados venezuelanos na região.

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