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Trump diz que 'certamente' entraria em guerra com o Irã, mas 'não agora'

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que consideraria uma ação militar contra o Irã para impedir que a República Islâmica consiga armas nucleares. A briga entre Teerã e Washington aumentou depois que os EUA acusaram o Irã de atacar dois petroleiros.
Sputnik

"Eu certamente vou considerar as armas nucleares", disse Trump à revista Time na terça-feira, quando perguntado sobre o que poderia levá-lo a declarar guerra ao Irã. "E eu manteria o outro um ponto de interrogação".

A reportagem não especificou se o presidente elaborou o cenário de lançar um conflito armado de pleno direito com a República Islâmica sobre seu programa nuclear. Quando um repórter perguntou a Trump se ele estava considerando uma ação militar contra o Irã agora, ele respondeu: "Eu não diria isso. Eu não posso dizer isso".

Seus comentários foram feitos um dia depois de o Pentágono ter enviado 1.000 soldados extras para o Oriente Médio "para fins defensivos".

Os Estados Unidos cu…

EUA nunca posicionarão defesa antimíssil na Ucrânia, opina especialista

Washington nunca vai posicionar defesa antimíssil na Ucrânia, visto que o governo norte-americano entende os riscos de confronto de grande escala contra a Rússia que poderia ser provocado por tal decisão, opina o especialista militar Igor Korotchenko.


Sputnik

Anteriormente, o chefe do Centro de Estudos do Exército, Conversão e Desarmamento ucraniano, Valentin Bardak, declarou que a Ucrânia poderá garantir a entrada na OTAN graças à instalação em seu território de uma base de defesa antimíssil norte-americana, de várias divisões de mísseis Patriot e de unidades de proteção da Aliança.

Militares norte-americanos perto do sistema de defesa antimíssil Patriot
Militares norte-americanos junto ao sistema antimísseis Patriot © AP Photo/ Mindaugas Kulbis

"Trata-se de uma declaração muito irresponsável de um especialista ucraniano. Sendo realista, acho que Trump nunca vai instalar sistema antimíssil na Ucrânia por uma série de razões. Em primeiro lugar, a Ucrânia é um país instável em estado de guerra civil. Em segundo lugar, a Rússia não permitirá que isso aconteça", explicou Korotchenko.

De acordo com o interlocutor da Sputnik, caso Washington decida instalar sistemas de defesa antimíssil na Ucrânia, Moscou entenderia a medida como ultrapassagem da "linha vermelha" e desafio direto tanto político-militar como geopolítico, acarretando, assim, em reação imediata e muito forte com todas as consequências.

"Este passo teria consequências catastróficas não só para a Ucrânia, mas também para os EUA e a sua segurança. A Rússia não vai permitir isso e fará todo o possível para que estas bases não surjam na Ucrânia. Em Washington, eles entendem isso e, acredito, não vão confrontar diretamente Moscou, que poderia acarretar em uma crise internacional de grande escala", notou.

Em dezembro de 2014, a Suprema Rada (parlamento ucraniano) introduziu mudanças em duas leis, derrubando status de país não alinhado. Em junho de 2016, foram aprovadas mais mudanças, tornando a adesão à OTAN objetivo da política externa do país. Além do mais, a Ucrânia até 2020 deve garantir uma correspondência total das suas Forças Armadas com as da OTAN. O ex-secretário geral da Aliança, Anders Fogh Rasmussen, declarou anteriormente que para entrar na organização, a Ucrânia terá que cumprir uma séria de critérios, o que levará muito tempo. Analistas opinam que Kiev não conseguirá entrar na OTAN nos próximos 20 anos.

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