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EUA: sanções contra Venezuela servem como 'alerta para atores externos, incluindo Rússia'

Na última terça-feira (17), o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, culpou a Rússia e a Venezuela pela crise de refugiados observada no país latino-americano.
Sputnik

O conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, anunciou nesta quarta-feira (17) que os EUA estão impondo uma nova rodada de sanções contra a Venezuela, acrescentando o banco central do país à lista de restrições. 

Segundo o conselheiro de Segurança Nacional, as sanções recém-aplicadas deveriam se tornar um alerta para "todos os atores externos, inclusive a Rússia".

Desde o início da crise política na Venezuela no início deste ano, os EUA impuseram várias rodadas de sanções, visando os setores petrolífero e bancário do país, bem como indivíduos ligados às autoridades do país.

A Venezuela está sofrendo grave crise política desde janeiro. Junto com outros países ocidentais, os EUA apoiam Juan Guaidó, que se proclamou presidente interino da Venezuela. Ao mesmo tempo, Rússia, China e Turquia, entre outros…

EUA pretendem desenvolver tecnologias do futuro para se contrapor à Rússia e China

Os Estados Unidos devem criar "máquinas revolucionárias de guerra" para manter sua liderança contra a Rússia e a China, que "rapidamente transformaram as forças de seus Exércitos do estilo soviético a um pesadelo de alta tecnologia", disse o secretário do Exército dos EUA, Mark Esper.


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Desde 2001, o Pentágono se concentra em combater às insurgências, particularmente no Iraque e no Afeganistão.

Interceptor de mísseis lançado do cruzador USS Lake Erie da Marinha dos EUA perto do Havaí
© AFP 2018 / Marinha dos EUA

Os projetos de alta tecnologia foram suspensos devido à necessidade de financiar as campanhas militares de menor intensidade nesses países, que "se tornaram as mais longas guerras já realizadas pelos EUA", escreve Tom Roeder em seu artigo publicado no site Military.com.

Hoje, no caminho para tirar suas forças do Afeganistão e com o enfraquecimento de tais grupos terroristas como o Daesh e a Al-Qaeda (organizações terroristas proibidas em vários países, incluindo a Rússia), o Exército norte-americano se concentra na rivalidade entre as grandes potências, qualificadas como "inimigos ao estilo da Guerra Fria", pelo autor.

Para manter sua supremacia, os EUA deveriam se concentrar em substituir a maioria dos equipamentos usados até agora, como o tanque M1 Abrams, o obus Paladin e até o popular fuzil de assalto M-16, destaca Esper.

O Pentágono está preocupado pela proeza militar demonstrada pela Rússia em suas operações militares e manobras em grande escala, bem como pela crescente potência militar da China, especialmente em relação a porta-aviões e à capacidade de ameaçar os satélites.

A resposta americana seria intensificar os gastos em armas de alta tecnologia, algo que definitivamente manterá ou até mesmo aumentará o orçamento militar dos EUA, que atualmente representa 35% de todos os gastos militares no planeta.

Ademais, Esper explicou que o comando militar estadunidense planeja incorporar veículos robóticos terrestres (um setor bem desenvolvido pela Rússia), mísseis hipersônicos (que já se encontram na fase de testes na Rússia e China) e lasers antiaéreos que estão em desenvolvimento nas três potências.

Ao mesmo tempo, o artigo reconhece que, antes do apogeu das guerras contra insurgência nos EUA, o Pentágono tinha vários programas caros de armas do futuro que resultaram em nada.

O Exército admite os erros do passado e espera que essa nova onda de projetos tenha mais sucesso.

As autoridades militares dos EUA acreditam que "o futuro da guerra será decidido por engenheiros e empresários, e cada ideia de Washington tem sua contrapartida na Rússia e na China".

"Quem vencer esta corrida terá uma letalidade inigualável no campo de batalha nos próximos anos, e os EUA não podem se dar ao luxo de perdê-la", alertou Esper.

Ao ver quanto dinheiro o Pentágono necessita atualmente para combater forças irregulares e exércitos incomparavelmente inferiores, pode-se ter certeza sobre o destino do orçamento militar dos EUA.

Além disso, muitos empresários poderiam optar por investir em valores de maiores empresas militares do país.

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