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Estratégia de defesa antimísseis dos EUA: Coreia do Norte é 'ameaça extraordinária'

O presidente dos EUA, Donald Trump, deve anunciar uma estratégia de defesa antimísseis renovada nesta quinta-feira, na qual A Coreia do Norte é classificada como uma "ameaça extraordinária".
Sputnik

O fato ocorre mesmo sete meses depois do presidente norte-americano declarar que o risco nuclear de Pyongyang foi eliminado.


"Apesar de um possível novo caminho para a paz com a Coreia do Norte agora existir, o país continua a representar uma ameaça extraordinária e os Estados Unidos devem permanecer vigilantes", adverte o relatório, 2019 Missile Defence Review, em seu resumo executivo.

Além da Coreia do Norte, o documento destaca as preocupações sobre o avanço das capacidades da do Irã, da Rússia e da China.

"As capacidades de mísseis dos adversários dos EUA, como Coreia do Norte e Irã, continuam a desempenhar um papel significativo na estratégia de defesa dos EUA", disse o secretário de Defesa dos EUA, Patrick Shanahan, durante a apresentação do relatório.

Maduro apela aos militares para estarem prontos a repelir possível agressão dos EUA

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, apelou às Forças Armadas do país para que estejam preparadas para defender o território nacional e destacou que uma intervenção dos Estados Unidos jamais será uma solução para os problemas que a nação enfrenta.


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"A Venezuela deve seguir defendendo seu direito de responder a seus próprios problemas com suas próprias soluções, jamais uma intervenção militar do império estadunidense será uma solução para os problemas da Venezuela", declarou o líder venezuelano durante uma cerimônia de promoção de militares no Panteão Nacional, no oeste de Caracas.

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante desfile militar em homenagem ao 16º aniversário da volta do ex-presidente Hugo Chávez ao poder
Nicolás Maduro © AP Photo / Ariana Cubillos

Maduro se referiu a um artigo publicado pela agência Associated Press que diz, com base em fontes do governo dos EUA, que, em 2017, o presidente Donald Trump considerou invadir militarmente a Venezuela.

O presidente venezuelano recordou que naquele momento o governo venezuelano denunciou esses planos e que parte da campanha psicológica e midiática contra o povo venezuelano visa subestimar estas advertências, escreve a emissora YVKE Mundial Radio.

Por isso, o mandatário apelou aos almirantes e generais para que se mantenham em alerta e vigiem o território venezuelano por terra, mar e ar.

"Nossas Forças Armadas Bolivarianas não podem baixar a guarda nem por um segundo porque defendemos o maior direito que a pátria tem na sua história, o maior direito que o nosso povo tem, que é viver em paz, com dignidade, com nossa própria identidade", afirmou Maduro.

Maduro afirmou que as informações sobre os planos dos EUA provam suas afirmações de que Washington planeja uma invasão militar da Venezuela para capturar suas reservas de petróleo. 

O diretor do Centro da América Latina Hugo Chávez, Egor Lidovsky, comentou os apelos do líder venezuelano em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, opinando que o país tem todas as razões para se preocupar.

O analista lembrou anteriores casos em que Washington invadiu outros países cujas autoridades contradiziam os interesses americanos, em particular o caso da Líbia e de seu líder Muammar Kadhafi, que foi "denegrido e eliminado".

"A Venezuela, naturalmente, está em perigo, pois representa a maior ameaça para os EUA na América Latina — possui um exército muito bom e poderoso. Os EUA não têm como neutralizar o país politicamente, por isso a única opção que resta a Washington é a invasão militar", sublinhou o especialista.

Na opinião de Lidovsky, para preservar e proteger a sua independência e o seu caminho, a Venezuela precisa de reforçar o exército e mobilizar as forças para estar pronta a repelir qualquer ameaça.

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