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EUA: sanções contra Venezuela servem como 'alerta para atores externos, incluindo Rússia'

Na última terça-feira (17), o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, culpou a Rússia e a Venezuela pela crise de refugiados observada no país latino-americano.
Sputnik

O conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, anunciou nesta quarta-feira (17) que os EUA estão impondo uma nova rodada de sanções contra a Venezuela, acrescentando o banco central do país à lista de restrições. 

Segundo o conselheiro de Segurança Nacional, as sanções recém-aplicadas deveriam se tornar um alerta para "todos os atores externos, inclusive a Rússia".

Desde o início da crise política na Venezuela no início deste ano, os EUA impuseram várias rodadas de sanções, visando os setores petrolífero e bancário do país, bem como indivíduos ligados às autoridades do país.

A Venezuela está sofrendo grave crise política desde janeiro. Junto com outros países ocidentais, os EUA apoiam Juan Guaidó, que se proclamou presidente interino da Venezuela. Ao mesmo tempo, Rússia, China e Turquia, entre outros…

'Não podia ser outra coisa': San Juan teria tentado comunicar no dia em que desapareceu

O submarino argentino ARA San Juan tentou entrar em contato com a base naval de Mar del Plata ao menos três vezes no dia do seu desaparecimento, ocorrido em 15 de novembro de 2017, informa a imprensa local.


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"Ouvi alguém tentar transmitir uma mensagem nas frequências do submarino", disse o suboficial Rubén Darío Espinola aos membros da comissão do Congresso que investiga o desaparecimento do submarino, conforme o diário La Nación.

Submarino argentino ARA San Juan
Submarino argentino ARA San Juan © AP Photo / Marinha da Argentina

Espínola, que falou perante a comissão em 12 de julho, adicionou que tinha informado verbalmente os seus chefes e que, três dias depois, quando se juntou ao serviço, registrou as tentativas fracassadas de comunicação do submarino.

"Disse ao cabo que estava comigo: chame a estação portuária para ficar atenta, que o submarino está emitindo. Para mim era o submarino porque era a frequência do submarino. Não podia ser outra coisa", afirmou o marinheiro.

Espínola disse que as tentativas de comunicação do submarino ocorreram três horas depois da anomalia hidroacústica registrada na embarcação, com uma diferença de cinco minutos entre cada uma.

"Eu sabia que o submarino tinha recebido essa mensagem secreta que dizia que o submarino tinha perturbações", declarou.

Também explicou que não foram chamadas telefônicas, mas tentativas de transmitir dados.

"Como estação auxiliar, recebemos transmissões cifradas", disse aos legisladores.

A senadora Magdalena Odarda destacou que a informação de Espínola é "de importância vital", porque se tivessem sido tentativas de comunicação por parte do ARA San Juan que foram omitidas pelos chefes do suboficial "teriam que investigar se houve negligência nas horas-chave para o resgate".

Por outro lado, o diretor-geral da Inteligência Naval, Pedro Eugenio Galardi, destacou que havia um agente de inteligência a bordo da nave, informou o diário Clarín.

"Durante todo o ano de 2017 era habitual a presença de pessoal de inteligência nos navios", disse o marinheiro.

Consultado pelos legisladores sobre as tarefas da inteligência, Galardi afirmou que não houve ordens da Direção Nacional de Inteligência Militar para realizar missões de inteligência.

Em 15 de julho, passados oito meses após o desaparecimento do navio, os familiares dos 44 tripulantes da nave realizaram uma marcha para exigir que as buscas do submarino sejam retomadas.

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