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Águas 'quentes' da Síria: fragata russa persegue submarino nuclear dos EUA

Durante sua última missão no mar Mediterrâneo em abril passado, a fragata Admiral Essen da Marinha russa conseguiu detectar e perseguir um submarino nuclear dos EUA perto da costa síria. Essa informação foi só agora tornada pública.
Sputnik

A fragata Admiral Essen, pertencente à Frota do Mar Negro, perseguiu o submarino estadunidense da classe Ohio durante mais de duas horas, comunica o jornal russo Izvestiya, citando o Estado-Maior da Marinha russa.

A tripulação do navio russo registrou os parâmetros principais do submarino para, em seguida, os adicionar ao retrato acústico do submersível.

A fragata havia partido para o mar Mediterrâneo em março e regressou à base de Sevastopol no fim de junho. Encontrava-se na zona costeira síria quando os EUA, o Reino Unido e a França atacaram a Síria com mísseis.

Além disso, no decurso da missão, a sua tripulação realizou uma série de manobras táticas. Em particular, treinou ataques contra alvos marítimos e aéreos, combate em grupo e isolado, bem como…

'Neste caso, tudo pode acontecer': analista comenta ameaças americanas ao Irã

O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou na segunda-feira (23) o Irã com consequências que "poucos sofreram algum dia na história". O cientista político russo Leonid Gusev opinou como a situação entre os dois países poderá se desenvolver.


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O conselheiro de Segurança Nacional do presidente estadunidense, John Bolton, contou que falou na semana passada com Trump, e este prometeu que se o Irã agir de modo errado, "pagará um preço alto, que apenas poucos países do mundo pagaram".

As bandeiras nacionais dos EUA e do Irã
© AP Photo / Carlos Barria

Além disso, Trump através do Twitter advertiu Teerã sobre consequências que "poucos sofreram algum dia na história" se continuar ameaçando os EUA. Assim, o mandatário respondeu ao discurso do presidente iraniano, Hassan Rouhani, que apelou a Washington para "não brincar com fogo".

O cientista político russo Leonid Gusev falou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik sobre possíveis futuros cenários entre Teerã e Washington, lembrando que Trump criticou seu antecessor pela firmação do acordo nuclear iraniano durante sua campanha eleitoral.

Comentando sobre as medidas que os EUA poderão tomar contra o Irã, Gusev apontou para a reintrodução de sanções, descartando o uso de forças.

"Quanto ao uso de armamentos contra o Irã [pelos EUA], não se pode afirmar nada com certeza absoluta, pois a situação na região é em geral muito complicada […] Claro que nada pode ser negado. Talvez, tudo acabe em uma troca de ameaças verbais — assim como aconteceu com a Coreia do Norte, quando Trump continuou ameaçando, mas no último momento acabou se encontrando com [o líder norte-coreano] Kim Jong-un", disse Gusev.

Porém, acrescentou que o estado das coisas no Oriente Médio está pior do que na península coreana. Mesmo assim, o analista não descartou a possibilidade de algumas exceções.

"Neste caso, tudo pode acontecer", concluiu.

As relações entre Washington e Teerã se agravaram com a chegada ao poder de Donald Trump, que em maio deste ano anunciou a retirada dos Estados Unidos do Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA), conhecido como o acordo nuclear do Irã que deveria acabar com o programa nuclear de Teerã em troca do cancelamento das sanções internacionais contra o país.

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