Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Israel prende o governador palestino de Jerusalém

Motivo da detenção foram crimes cometidos na Cisjordânia ocupada, segundo a Organização para a Libertação da Palestina.
France Presse

Israel prendeu o governador palestino de Jerusalém por crimes que teria cometido na Cisjordânia ocupada, que não foram especificados, informou a Organização para a Libertação da Palestina (OLP).

O governador Adnan Gheith foi detido no sábado (20) à noite no bairro palestino de Beit Hanina, em Jerusalém Oriental, ocupada e anexada por Israel. Será apresentado a um tribunal dentro de quatro dias, afirma a OLP em um comunicado.

Para o dirigente da OLP Saeb Erakat, a detenção é "um novo passo contra a presença palestina em Jerusalém" e constitui uma violação da legislação israelense a respeito das instituições palestinas da cidade.

"As ameaças contra dirigentes palestinos, sua detenção, inclusive o 'sequestro' do governador Gheith, são parte de um plano que pretende sufocar todas as bases de uma solução política com dois Estados e com as f…

Netanyahu responde a Erdogan após comparação com Hitler

Em reação a lei que define Israel como Estado do povo judeu, presidente turco afirma que espírito do líder nazista ressuscitou no país. Em resposta, premiê israelense acusa Erdogan de transformar Turquia em ditadura.


Deutsch Welle

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, trocaram farpas nesta terça-feira (24/07), com Erdogan acusando Israel de ser o país mais racista e fascista do mundo e afirmando que o espírito de Adolf Hitler está presente em autoridades israelenses.

Recep Tayyip ErdoÄŸan e Benjamin Netanyahu
Erdogan (esq.) e Netanyahu: Turquia critica Israel regularmente por política em relação a palestinos

"Não há nenhuma diferença entre a obsessão de Adolf Hitler de uma raça ariana e a visão da liderança de Israel de que essa terra antiga pertence exclusivamente aos judeus", disse Erdogan. "O espírito de Hitler, que levou o mundo a uma catástrofe, ressuscitou em algumas autoridades israelenses."

Parte de um discurso de Erdogan a um grupo parlamentar em Ancara, as declarações foram recebidas com entusiasmo e gritos de "Maldito seja Israel" dos deputados. O presidente turco pediu ainda que o mundo "passe à ação contra Israel".

Em resposta também contundente, Netanyahu acusou Erdogan de massacrar sírios e curdos e prender dezenas de milhares de turcos, transformando a Turquia numa "ditadura sombria". Netanyahu afirmou que Israel vai manter direitos iguais para todos os seus cidadãos.

Os comentários inflamados de Erdogan são uma crítica a uma lei aprovada na última quinta-feira pelo Parlamento israelense, que define Israel como "a terra natal histórica do povo judeu", ao qual é atribuído o direito exclusivo à autodeterminação. A lei relega o árabe, que anteriormente era considerado uma das línguas oficiais, meramente a um status especial.

O governo turco já havia criticado a lei na semana passada, quando acusou as autoridades israelenses de tentarem estabelecer um "estado de apartheid". O mesmo argumento foi usado por legisladores árabes, que classificaram a legislação apoiada pelo governo de Netanyahu de racista.

As críticas do premiê israelense, por usa vez, dizem respeito à forte campanha de repressão a opositores implementada por Erdogan nos últimos dois anos, após uma tentativa de golpe militar. Ao menos 130 mil funcionários públicos turcos foram demitidos e mais de 1.500 pessoas foram condenadas à prisão perpétua. Cerca de 200 veículos de imprensa foram fechados.

Além disso, Erdogan acaba de assumir mais um mandato, agora sob o novo sistema presidencialista, com poderes concentrados nas mãos do presidente.

A Turquia critica Israel regularmente por conta da política israelense em relação a palestinos e locais de culto muçulmano em Jerusalém. Um ponto alto das tensões ocorreu em maio, quando Ancara convocou o embaixador de Israel na Turquia a deixar o país provisoriamente em resposta à morte de mais de 60 palestinos por soldados israelenses na fronteira com a Faixa de Gaza.

Postar um comentário

Postagens mais visitadas