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Defesa russa: avião Il-20 foi derrubado por mísseis sírios S-200

De acordo com o ministério russo, o sistema de defesa aérea sírio tentava atacar um avião de Israel. No entanto, a tripulação israelense fez uma manobra especial para se proteger, e o míssil acabou atingindo acidentalmente o avião russo Il-20.
Sputnik

O avião Il-20 desapareceu dos radares em 17 de setembro, por volta das 23h do horário de Moscou, (17h em Brasília) durante o retorno planejado à base aérea de Hmeymim, acima do território do mar Mediterrâneo, a 35 quilômetros da costa da Síria, informou o comunicado do Ministério da Defesa da Rússia. O represente oficial da Defesa russa, Igor Konashenkov sublinhou que os aviões israelenses "propositalmente criaram uma situação perigosa para navios e aviões nessa região".

Na opinião dele, para evitar o ataque sírio, a tripulação israelense acabou tornando o Ilyushin-20 alvo de ataque.

"Ao tentarem proteger-se com ajuda do avião russo, os pilotos israelenses o puseram debaixo de fogo do sistema de defesa antiaérea da Síria"…

Otan evita repetição do fiasco da cúpula do G7

Em reunião em Bruxelas, europeus não escapam novamente da enxurrada de acusações de Trump, mas desta vez pelo menos conseguem a assinatura americana em declaração conjunta. Despesas ainda dividem Aliança Atlântica.


Teri Schultz | Deutsch Welle

O clima em Bruxelas pode não ter sido necessariamente cordial, com Donald Trump novamente disparando acusações contra os aliados europeus. Mas os países-membros da Otan conseguiram nesta quarta-feira (11/07) ao menos assinar uma declaração conjunta, o que evitou uma repetição do fracasso da última reunião do G7.

Trump perante Soltenberg, durante a cúpula da Otan
Trump perante Soltenberg, durante a cúpula da Otan

Horas antes do início do evento, já em Bruxelas, Trump chegou a chamar seus aliados de delinquentes, por não darem mais dinheiro à Aliança Atlântica, e dizer que a Alemanha é refém da Rússia na questão energética.

A cúpula em Bruxelas, que vai até quinta, acontece num contexto de atritos entre Estados Unidos e Europa, em âmbitos como o comércio, acordo nuclear iraniano e mudança climática, após as medidas unilaterais adotadas por Washington, e de tensão pela pressão que Trump impõe a seus aliados europeus para que gastem mais com defesa.

"Nós deveríamos estar nos protegendo contra a Rússia, e a Alemanha vai e paga bilhões e bilhões de dólares por ano à Rússia", disse Trump antes da cúpula, sobre o apoio alemão a um novo gasoduto de 11 bilhões de dólares no Mar Báltico. "Se você prestar atenção, a Alemanha é uma refém da Rússia. Eles se livraram de suas usinas de carvão, se livraram de seu programa nuclear, e estão recebendo boa parte do seu petróleo e gás da Rússia."

Angela Merkel não demorou a rebater: de forma elegante, a chanceler federal alemã disse que, por ter crescido na Alemanha Oriental, sabe muito bem o que significa "uma nação refém". E a Alemanha moderna, afirmou, definitivamente não é uma.

"Hoje estamos unidos na liberdade, como República Federal da Alemanha", afirmou Merkel. "E por isso podemos dizer que fazemos política independente e tomamos decisões de forma independente."

Se a troca de acusações continuou, o "sucesso" agora em Bruxelas significou apenas a ausência de desastres diplomáticos como o ocorrido com o G7, no começo de junho, quando Trump se recusou a assinar o comunicado final, chamou o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, de "desonesto", e foi flagrado encarando através da mesa uma chefe de governo alemã igualmente austera, numa foto que se espalhou pela internet.

"Nós tivemos discussões, desentendimentos, mas, o mais importante, tomamos decisões que vão impulsionar essa aliança para frente e nos tornar mais fortes", afirmou o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, após a primeira sessão da cúpula.

Gastos com defesa

Na declaração conjunta, os países-membros da Otan se comprometeram, entre outros pontos, a aumentar as contribuições financeiras, uma das exigências de Trump. "Estamos comprometidos a melhorar o equilíbrio na divisão de custos e responsabilidades na aliança", diz o texto.

A questão dos gastos com defesa, porém, continua um ponto de atrito entre EUA e seus aliados. Na reunião, Trump pressionou os europeus a elevarem seus gastos para 4% do PIB nacional, o dobro do que os países prometeram atingir até 2024, de 2%. Segundo fontes da Casa Branca, não foi um pedido formal, mas um apelo feito pelo presidente americano aos parceiros.

"O presidente Trump quer ver nossos aliados compartilharem mais o fardo e, no mínimo, cumprirem com suas obrigações já estabelecidas", afirmou a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, após a reunião a portas fechadas entre os líderes da Otan.

Em coletiva de imprensa, Stoltenberg afirmou: "Acho que deveríamos primeiro chegar aos 2%, focar nisso agora. O bom é que já estamos chegando lá". Segundo ele, após o fim da Guerra Fria, os países foram reduzindo seus gastos com defesa à medida que as tensões se aliviavam – agora, é necessário aumentá-los, já que as tensões voltaram a crescer, defendeu.

Os gastos dos Estados Unidos com defesa foram de 3,6% do PIB nacional em 2017. A Alemanha, por outro lado, gastou apenas 1,24% e, para 2024, promete não mais que 1,5% – mas considera que assim já está se aproximando do objetivo de 2% acordado pelos aliados.

Segundo a Otan, apenas oito países devem cumprir a meta dos 2% neste ano: além dos Estados Unidos, Grécia, Reino Unido, Polônia, Romênia, Lituânia, Letônia e Estônia.

Na declaração, além de reiterar o acordo sobre a porcentagem com os gastos com defesa, os países também se comprometeram a "apresentar planos nacionais credíveis sobre sua implementação, incluindo diretrizes de gastos para 2024, as capacidades planejadas e as contribuições".

Convite à Macedônia

Os Estados-membros condenaram ainda em uníssono a anexação da Crimeia pela Rússia, manobra chamada no texto de ilegal, e convidaram formalmente a Macedônia a iniciar as negociações para seu ingresso na Otan, o que a tornaria o 30º membro da aliança.

O secretário-geral da Otan frisou, no entanto, que a adesão da nação balcânica só será possível se o impasse acerca do nome do país for resolvido.

Em junho, líderes da Macedônia e da Grécia assinaram um acordo histórico para alterar o nome da ex-república iugoslava para República da Macedônia do Norte, encerrando uma disputa de 27 anos. Atenas era contra a utilização do nome Macedônia pelo país, temendo que isso poderia levar a nação vizinha a reivindicar o território de mesmo nome localizado no norte da Grécia.

Com o acordo, o governo grego se comprometeu a retirar seu veto à entrada da Macedônia na Otan – países que pretendem aderir à aliança devem obter a aprovação unânime de todos os demais membros.

A alteração no nome, contudo, deve ainda ser ratificada pelo Parlamento macedônio, aprovada por referendo e incluída numa emenda constitucional. O texto será em seguida submetido à ratificação do Parlamento grego.

"A porta da Otan está e continuará aberta: concordamos em convidar o governo em Escópia para iniciar os diálogos de adesão", disse Stoltenberg, após os líderes da Otan aprovarem a medida na cúpula em Bruxelas. "Uma vez que todos os procedimentos nacionais tenham sido concluídos para finalizar o acordo do nome, o país se juntará à Otan como 30º membro."

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