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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

Por que EUA instalam base militar na Argentina?

"Não só a militar, mas também a política externa dos EUA é cada vez mais manipulada pelo Pentágono", disse a ex-ministra da Defesa da Argentina, Nilda Garré, referindo-se à base militar que o governo de Trump está instalando na província argentina de Neuquén. Ela também falou da tendência regional de usar as Forças Armadas para a repressão interna.


Sputnik

Para a deputada, a política dos EUA é confirmar sua "presença em uma região em que voltam a ter interesse em termos estratégicos".

Mapa da América Latina
CC0 / Pixabay

"O financiamento dessa base é estimado em dois milhões de dólares [cerca de 7,7 milhões de reias]. A província cedeu as terras e o Pentágono o financiamento. Estamos diante de uma instalação militar desnecessária do Comando Sul no território argentino. Isso não é coincidência", afirmou Garré em entrevista à Sputnik Mundo, acrescentando que há governos na América Latina dispostos a permitir que Washington interfira em seus assuntos internos.

"Os EUA estão interessados em envolver os países da região nas chamadas guerras híbridas. Como acontece na Venezuela, um país que é uma obsessão para os EUA. O narcotráfico não é mais uma desculpa, mas sim o terrorismo. Essa é a doutrina Trump, da qual se aderiu Mauricio Macri", salientou a ex-ministra.

Por outro lado, Garré referiu-se à tendência de empregar as Forças Armadas em questões de segurança interna, forçando os militares a desempenhar funções policiais.

"As Forças Armadas não têm formação policial, sua missão é aniquilar o inimigo […] No Brasil, além de isso ter sido praticado em atividades na Amazônia, agora foi levado para as favelas do Rio de Janeiro. A guerra contra as drogas, e isso foi dito por Juan Manuel Santos e vários ex-presidentes, incluindo o americano Barack Obama, custou muito dinheiro e fracassou, causando mais violência e aumentando o negócio das drogas", concluiu ela.

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