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Lançamento do Submarino Riachuelo – S40 (VIDEO)

Hoje, 14 de dezembro, às 10h da manhã em Itaguaí-RJ, teve início a Cerimônia de Lançamento do Submarino Riachuelo, o primeiro de uma série de quatro submarinos convencionais e um nuclear que estão sendo construídos pela Marinha do Brasil. A cerimônia conta com a presença do Presidente da República.
Poder Naval

O nome do primeiro submarino, “Riachuelo”, é alusivo à Batalha Naval do Riachuelo, considerada decisiva na Guerra do Paraguai, com atuação destacada da Marinha do Brasil.


Acompanhe a Cerimônia em tempo real no vídeo no final deste post.
Prosub

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Por que Sérvia teme descartar bombas de fragmentação?

Organizações não governamentais pró-ocidentais, especialmente as "Mulheres de Preto", há muitos anos que tentam obter a proibição das bombas de fragmentação na Sérvia.


Sputnik

Apesar da natureza humanitária da questão do destino das bombas de fragmentação e seu reconhecimento como uma das armas mais desumanas, oficialmente Belgrado se abstém de comentar. Especialistas militares sérvios explicam o porquê.

Bombardeiros Lancer B-1B dos EUA passam por uma verificação técnica na base aérea de Fairford antes de serem carregados com bombas convencionais de 500 libras e 30 bombas de fragmentação CBU-87 (em primeiro plano), 02 de abril de 1999 (foto de arquivo)
Bombas de fragmentação norte-americanas CBU-87 © AFP 2018 / US AIR FORCE

A questão das bombas de fragmentação tornou-se relevante em todo o mundo desde a Guerra do Vietnã e na Sérvia desde os ataques aéreos da OTAN à Iugoslávia em 1999, quando as populações civis sofreram com os ataques de bombas de fragmentação em Nis e Aleksinac. No entanto, a posição oficial de Belgrado sobre o destino dessas bombas na Sérvia nunca foi expressa.

O major-general aposentado Mitar Kovac, presidente do fórum de segurança da Eurásia, afirma que tanto a pressão exercida sobre a Sérvia relativa às bombas de fragmentação quanto o silêncio de Belgrado são compreensíveis à luz da decisão do país de observar a neutralidade militar.

"Em caso de conflito real, essas armas são uma vantagem para o país que as possui, porque as bombas de fragmentação podem 'cobrir' uma superfície muito grande em um curto período de tempo. Os tipos de bombas de fragmentação disponíveis na Sérvia são conhecidos, e a sua quantidade, assim, países membros da OTAN como o Reino Unido e os Estados Unidos exercem pressão sobre a Sérvia, forçando-a a destruir essas munições, com pressão que não vem deles diretamente, mas através de ONGs e determinados mecanismos de cooperação financiados pelo Ocidente", relata Kovac.

O analista militar Aleksandar Radic também comenta para a Sputnik Sérvia que os EUA são os mais insistentes na eliminação das bombas de fragmentação na Sérvia e enfatiza que é fácil ditar condições para as poderosas potências militares cujas tecnologias estão muito avançadas.

"Eles criaram armas de ponta e de alta precisão, com controle a laser e GPS, que podem atingir o alvo sem falhar. Eles produzem bombas aéreas compactas que atingem com precisão o alvo com um risco mínimo de causar danos colaterais, de modo que as bombas de fragmentação de formato tradicional já não são tão importantes para eles. Os países 'ricos', que podem pagar tecnologia de ponta, encontraram substitutos", explica Radic.

Assim, as bombas de fragmentação continuam sendo a única arma ofensiva dos países "pobres", e esta é a primeira razão pela qual a Sérvia se abstém de aderir ao Tratado de Ottawa – Convenção sobre a Proibição do Uso, Armazenamento, Produção e Transferência de Minas Antipessoais e sobre a sua Destruição, assinada em 1997 em Ottawa por representantes de 122 países. As bombas de fragmentação BL-755 e os blocos de combate Orkan são as únicas armas ofensivas de grande potência que nosso exército possui, segundo acrescentou o analista militar.

"Se por razões políticas e morais quisermos abandonar as bombas de fragmentação, o país precisará primeiro de encontrar uma possibilidade para adquirir novas armas a fim de modernizar as forças armadas no sentido de criar um novo potencial ofensivo que possa substituir o poder de combate das bombas e ogivas de fragmentação", continua Radic.

Segundo ele, não é um segredo que as bombas de fragmentação foram ativamente usadas pelo exército sérvio em muitas zonas de combate no território da antiga Iugoslávia durante o período de 1991 a 1999. Trata-se das bombas britânicas BL-755 e dos contêineres para bombas KMGU-2 de fabricação soviética. Primeiro, os sérvios usaram BL-755 em ataques aéreos contra o Kosovo e Metohija, depois os Harrier britânicos bombardearam o mesmo território com as mesmas bombas.

Na sua maioria, os países da região ratificaram o tratado de Ottawa, mas Radic afirma que não se deve ignorar a diferença entre sua posição e a posição da Sérvia.

"Esses países já são membros da OTAN, ou esperam se juntar à Aliança em breve. Eles estão sob o 'guarda-chuva' protetor da OTAN, isto é, sua situação é significativamente diferente por comparação com a Sérvia. A Sérvia, como país militarmente neutro, deve ter um potencial ofensivo maior do que os países comparáveis com ela em termos de território, população, dimensão das forças armadas e avaliação de potenciais ameaças e que são membros da OTAN. Essa é a especificidade da neutralidade militar", elucida o analista militar.

Mitar Kovac acrescenta que a Sérvia não pretende usar bombas de fragmentação em caso de um conflito hipotético com seus vizinhos. Segundo ele, esse tipo de armamento é mantido exclusivamente para fins de defesa.

"Esta é uma vantagem significativa para a Sérvia do ponto de vista do potencial defensivo, e nós não temos os meios financeiros para compensar a redução deste potencial que seria causada pela eliminação das bombas de fragmentação. Eu acredito que o governo, o Ministério da Defesa e o Estado-Maior não devem deixar-se conduzir por organizações não governamentais que buscam a adesão da Sérvia ao tratado de Ottawa e se submeter à pressão dos principais países membros da OTAN", enfatiza Kovac.

Os políticos sérvios afirmam que Belgrado não pode contar com ninguém para a apoiar militarmente, uma vez que o disposto no artigo 5 do Tratado do Atlântico Norte sobre proteção coletiva não se aplica a países que não são membros da OTAN.

A partir de 2017, mais de 160 países aderiram à Convenção de Ottawa, mas os maiores fabricantes de bombas de fragmentação, e que possuem as reservas mais significativas deste tipo de arma – EUA, China, Rússia e Índia – não aderiram ao Tratado, tal como o Brasil.

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