Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

EUA e Rússia revivem a Guerra Fria no Oriente Médio com duas cúpulas

Reuniões paralelas, na Polônia e na Rússia, representaram a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito entre Israel e a Palestina
Juan Carlos Sanz e María R. Sahuquillo | El País
Sochi / Jerusalém - Em 1991, a Conferência de Madri estabeleceu um modelo para o diálogo multilateral no Oriente Médio após o fim da Guerra Fria, que havia colocado Washington contra Moscou na disputa pela hegemonia em uma região estratégica. Transcorridos mais de 27 anos, dois conclaves paralelos representaram nesta quinta-feira em Varsóvia (Polônia) e Sochi (Rússia) a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito israelo-palestino. Os Estados Unidos e a Rússia, copresidentes em Madri em 1991, já não atuam mais como mediadores para aliviar as tensões e, mais uma vez, assumem um lado entre as partes conflitantes.

No fórum da capital polonesa, a diplomacia dos EUA chegou a um impasse ao reunir mais de 60 países em uma reu…

Presidente iraniano: EUA devem saber que a 'guerra com Irã será a mãe de todas as guerras'

No domingo (22), presidente do Irã, Hassan Rouhani, advertiu os Estados Unidos destacando que a paz com o Irã será vital para as políticas de Washington.


Sputnik

O presidente do Irã advertiu o presidente norte-americano, Donald Trump, contra políticas hostis em relação a Teerã, declarando que "EUA devem saber [… ] que a guerra com o Irã será a mãe de todas as guerras".

Forças Armadas do Irã no desfile militar do 37º aniversário da invasão do Iraque ao Irã em 1980
Militares iranianos em desfile © AP Photo/ Ebrahim Noroozi

"Mister Trump, não brinque com a cauda do leão, só se irá arrepender", declarou Rouhani, citado pela agência Reuters.

Ontem, o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, criticou os EUA, afirmando que é impossível chegar a qualquer acordo com Washington.

As tensões entre o Irã e os EUA se agravaram depois que em 8 de maio Donald Trump anunciou sua decisão de abandonar o acordo nuclear com o Irã e aplicar novas sanções econômicas contra Teerã. Muitos outros países, incluindo a Rússia, a China e a UE, se manifestaram contra a decisão dos EUA e prometeram manter o pacto. O Irã também reafirmou seu compromisso com o acordo, sublinhando que poderá aumentar sua capacidade nuclear caso o entendimento colapse.

Comentários

NOTÍCIAS MAIS LIDAS

Postagens mais visitadas