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Oficial do Hezbollah: nossos mísseis podem atingir qualquer ponto de Israel

O Hezbollah é capaz de atingir qualquer ponto em Israel com seus mísseis, disse Sheikh Naim Qassem, secretário-geral adjunto do movimento libanês Hezbollah em entrevista ao jornal iraniano al-Vefagh.
Sputnik

"Não há um único ponto nos territórios ocupados fora do alcance dos mísseis do Hezbollah", disse Qassem.


Segundo o alto funcionário, os mísseis servem para impedir Israel de iniciar outra guerra com o Líbano, expondo a "frente israelense".

Qassem comentou também a guerra na Síria, onde o Hezbollah desempenhou um papel ativo na assistência ao governo sírio contra vários agrupamentos terroristas, incluindo o Daesh e Frente al-Nusra (grupos terroristas proibidos na Rússia). O funcionário elogiou as vitórias alcançadas contra os terroristas, mas criticou os EUA por sua suposta obstrução ao processo de paz.

As tensões entre Tel Aviv e o movimento libanês xiita Hezbollah aumentaram em 4 de dezembro depois que as tropas israelenses lançaram a operação Northern Shield, dest…

Repetição de cenário com Coreia do Norte? Analista avalia as chances de EUA atacarem Irã

Os Estados Unidos planejam lançar um ataque ao Irã, relatou a mídia australiana citando fontes no governo. Cientista político russo avaliou as chances de isso acontecer.


Sputnik

Segundo o canal ABC, Washington poderá atacar instalações nucleares iranianas já em agosto. A fonte do canal disse que os militares australianos e britânicos poderão ajudar os norte-americanos a detectarem os alvos sem participarem do próprio ataque.

Maquetas de mísseis e foguetes-portadores no território do Museu da Revolução Islâmica e Defesa Sagrada em Teerã, Irã
© Sputnik / Anton Bystrov

O cientista político russo e especialista em assuntos das Américas, Konstantin Blokhin, comentou a notícia para o serviço russo da Rádio Sputnik, sublinhando que esta pode ter duas explicações.

"A primeira versão é que em relação ao Irã está sendo aplicada a mesma chantagem como a usada [pelo presidente Donald Trump] contra a Coreia do Norte — causar uma escalada fazendo com que a outra parte se sente à mesa de negociações sob condições ditadas pelos EUA", disse o analista.

Porém, há outra versão mais perigosa para Teerã, pois há quase 40 anos que os Estados Unidos "estão obcecados com a ideia de derrubar o regime no Irã".

"É muito possível que os EUA recorram mesmo a isso [ataque contra o Irã]. […] A situação é mais difícil para o Irã pelo fato de, ao invés da Coreia do Norte, ele não ser uma potência nuclear, mas estar apenas no "limiar". Por isso, do ponto de vista da segurança, a Coreia do Norte estava em uma posição melhor — ela tinha a bomba nuclear e Teerã não tem", sublinhou Blokhin.

Além disso, os países-vizinhos do Irã, nomeadamente Israel e Arábia Saudita, estão interessados em um ataque dos EUA contra Teerã, enquanto os da Coreia do Norte — China, Rússia e Coreia do Sul — tentavam impedir tal ação por parte de Washington, acrescentou o interlocutor da Sputnik.

Para Blokhin, há também outros fatores globais que poderão empurrar os EUA para uma confrontação com o Irã.

"Os norte-americanos querem agora mostrar sua determinação e sua força. Eles estão perdendo a liderança, sua hegemonia no mundo e para assustar todos — tanto seus possíveis adversários como seus aliados e satélites — tal cenário com o Irã é bem provável, infelizmente", concluiu.

Recentemente, Trump ameaçou o Irã com "consequências" graves depois de o presidente iraniano, Hassan Rouhani, ter advertido o presidente norte-americano contra políticas hostis em relação a Teerã, declarando que "EUA devem saber [… ] que a guerra com o Irã será a mãe de todas as guerras".

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