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Primeiro voo do Aero L-159T2

A Aero Vodochody realizou o primeiro voo do treinador a jato L-159T2 de dois lugares em 1º de agosto. O voo de 30 minutos foi conduzido pelos pilotos de testes da empresa Vladimír Kvarda e David Jahoda.
Poder Aéreo

A Força Aérea Tcheca encomendou três exemplares em 2016, que devem ser entregues até o final deste ano. As aeronaves L-159 são operadas pelas forças aéreas tcheca e iraquiana, pela empresa americana Draken International e, no passado, foram alugadas pela Força Aérea Húngara para treinamento de pilotos.

Estas novas aeronaves de assento duplo T2 têm uma fuselagem central e dianteira recém-construída e apresentam várias melhorias significativas, principalmente em equipamentos de cockpit e sistema de combustível, e são totalmente compatíveis com o NVG. Cada cockpit é equipado com duas telas multifuncionais e um assento de ejeção VS-20 atualizado. A aeronave também pode oferecer uma capacidade de reabastecimento sob pressão. O radar GRIFO, já em uso na versão de um único assento, a…

Repetição de cenário com Coreia do Norte? Analista avalia as chances de EUA atacarem Irã

Os Estados Unidos planejam lançar um ataque ao Irã, relatou a mídia australiana citando fontes no governo. Cientista político russo avaliou as chances de isso acontecer.


Sputnik

Segundo o canal ABC, Washington poderá atacar instalações nucleares iranianas já em agosto. A fonte do canal disse que os militares australianos e britânicos poderão ajudar os norte-americanos a detectarem os alvos sem participarem do próprio ataque.

Maquetas de mísseis e foguetes-portadores no território do Museu da Revolução Islâmica e Defesa Sagrada em Teerã, Irã
© Sputnik / Anton Bystrov

O cientista político russo e especialista em assuntos das Américas, Konstantin Blokhin, comentou a notícia para o serviço russo da Rádio Sputnik, sublinhando que esta pode ter duas explicações.

"A primeira versão é que em relação ao Irã está sendo aplicada a mesma chantagem como a usada [pelo presidente Donald Trump] contra a Coreia do Norte — causar uma escalada fazendo com que a outra parte se sente à mesa de negociações sob condições ditadas pelos EUA", disse o analista.

Porém, há outra versão mais perigosa para Teerã, pois há quase 40 anos que os Estados Unidos "estão obcecados com a ideia de derrubar o regime no Irã".

"É muito possível que os EUA recorram mesmo a isso [ataque contra o Irã]. […] A situação é mais difícil para o Irã pelo fato de, ao invés da Coreia do Norte, ele não ser uma potência nuclear, mas estar apenas no "limiar". Por isso, do ponto de vista da segurança, a Coreia do Norte estava em uma posição melhor — ela tinha a bomba nuclear e Teerã não tem", sublinhou Blokhin.

Além disso, os países-vizinhos do Irã, nomeadamente Israel e Arábia Saudita, estão interessados em um ataque dos EUA contra Teerã, enquanto os da Coreia do Norte — China, Rússia e Coreia do Sul — tentavam impedir tal ação por parte de Washington, acrescentou o interlocutor da Sputnik.

Para Blokhin, há também outros fatores globais que poderão empurrar os EUA para uma confrontação com o Irã.

"Os norte-americanos querem agora mostrar sua determinação e sua força. Eles estão perdendo a liderança, sua hegemonia no mundo e para assustar todos — tanto seus possíveis adversários como seus aliados e satélites — tal cenário com o Irã é bem provável, infelizmente", concluiu.

Recentemente, Trump ameaçou o Irã com "consequências" graves depois de o presidente iraniano, Hassan Rouhani, ter advertido o presidente norte-americano contra políticas hostis em relação a Teerã, declarando que "EUA devem saber [… ] que a guerra com o Irã será a mãe de todas as guerras".

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