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General brasileiro em forças dos EUA atrapalha laços com Moscou e Pequim, diz especialista

A decisão do Brasil de enviar um oficial para integrar as Forças Armadas dos Estados Unidos deve atrapalhar as relações do país com importantes aliados, como China e Rússia. A avaliação é do especialista em Relações Internacionais Paulo Velasco, que conversou nesta segunda-feira com a Sputnik sobre esse polêmico assunto.
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Na última semana, se tornou pública no Brasil a notícia de que o país indicará, até o final do ano, um general para assumir um posto no Comando Sul (SouthCom) dos EUA, que cobre América Central, Caribe e América do Sul, provocando controvérsias.


De acordo com o comandante responsável, o almirante Craig Faller, os interesses norte-americanos na região seriam ameaçados por Rússia, China, Irã, Venezuela, Cuba e Nicarágua, países com os quais o Brasil poderá ter relações prejudicadas por conta dessa situação, conforme acredita Velasco, professor adjunto de Política Internacional do Departamento de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (U…

Repetição de cenário com Coreia do Norte? Analista avalia as chances de EUA atacarem Irã

Os Estados Unidos planejam lançar um ataque ao Irã, relatou a mídia australiana citando fontes no governo. Cientista político russo avaliou as chances de isso acontecer.


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Segundo o canal ABC, Washington poderá atacar instalações nucleares iranianas já em agosto. A fonte do canal disse que os militares australianos e britânicos poderão ajudar os norte-americanos a detectarem os alvos sem participarem do próprio ataque.

Maquetas de mísseis e foguetes-portadores no território do Museu da Revolução Islâmica e Defesa Sagrada em Teerã, Irã
© Sputnik / Anton Bystrov

O cientista político russo e especialista em assuntos das Américas, Konstantin Blokhin, comentou a notícia para o serviço russo da Rádio Sputnik, sublinhando que esta pode ter duas explicações.

"A primeira versão é que em relação ao Irã está sendo aplicada a mesma chantagem como a usada [pelo presidente Donald Trump] contra a Coreia do Norte — causar uma escalada fazendo com que a outra parte se sente à mesa de negociações sob condições ditadas pelos EUA", disse o analista.

Porém, há outra versão mais perigosa para Teerã, pois há quase 40 anos que os Estados Unidos "estão obcecados com a ideia de derrubar o regime no Irã".

"É muito possível que os EUA recorram mesmo a isso [ataque contra o Irã]. […] A situação é mais difícil para o Irã pelo fato de, ao invés da Coreia do Norte, ele não ser uma potência nuclear, mas estar apenas no "limiar". Por isso, do ponto de vista da segurança, a Coreia do Norte estava em uma posição melhor — ela tinha a bomba nuclear e Teerã não tem", sublinhou Blokhin.

Além disso, os países-vizinhos do Irã, nomeadamente Israel e Arábia Saudita, estão interessados em um ataque dos EUA contra Teerã, enquanto os da Coreia do Norte — China, Rússia e Coreia do Sul — tentavam impedir tal ação por parte de Washington, acrescentou o interlocutor da Sputnik.

Para Blokhin, há também outros fatores globais que poderão empurrar os EUA para uma confrontação com o Irã.

"Os norte-americanos querem agora mostrar sua determinação e sua força. Eles estão perdendo a liderança, sua hegemonia no mundo e para assustar todos — tanto seus possíveis adversários como seus aliados e satélites — tal cenário com o Irã é bem provável, infelizmente", concluiu.

Recentemente, Trump ameaçou o Irã com "consequências" graves depois de o presidente iraniano, Hassan Rouhani, ter advertido o presidente norte-americano contra políticas hostis em relação a Teerã, declarando que "EUA devem saber [… ] que a guerra com o Irã será a mãe de todas as guerras".

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