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Argentina concorda em construir bases norte-americanas em seu território

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, aprovou a construção no país de várias bases militares dos EUA, informou no sábado (21) o portal mexicano Aristegui Noticias com referência a fontes informadas.
Sputnik

De acordo com o portal, trata-se de ao mínimo três bases militares a serem construídas nas províncias de Neuquén (onde fica a jazida de gás de xisto Vaca Muerta), Misiones e Tierra del Fuego, de onde se pode controlar a Antártida.

A sua criação deve ser financiada pelo Comando Sul dos EUA. Um dos principais adeptos da criação de bases seria a ministra da Segurança da Argentina, Patricia Bullrich.

Além disso, nota o portal mexicano, a ministra elogiou a chegada ao país de instrutores americanos que efetuam a preparação dos policiais argentinos antes da cúpula do G20 em novembro. Isso viola as atuais leis argentinas, porque é necessário obter a autorização do Congresso para tais ações, algo que não foi feito.

Trump acusa Alemanha de ser “refém” da Rússia

No início da cúpula da OTAN, presidente critica Berlim por pagar milhões de dólares por gás de Moscou


Miguel González e Lucía Abellán | El País

Fiel ao seu estilo bronco e populista, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, agitou o início da cúpula que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) realiza nesta quarta-feira, 11, com um virulento ataque à Alemanha, a maior economia da União Europeia (UE). Em encontro com o secretário-geral da Aliança Atlântica, Jens Stoltenberg, Trump acusou a Alemanha de ser “refém” de Moscou por causa de sua dependência do gás russo.

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Trump em reunião com o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, nesta quarta-feira em BruxelasSTEPHANIE LECOCQ EFE

“A Alemanha é totalmente controlada pela Rússia porque receberá entre 60% e 70% da energia [de que precisa] através do novo gasoduto” Nord Stream II, que vem da Rússia, disse Trump. “Estamos protegendo a Alemanha” e outros países europeus contra a Rússia, acrescentou, enquanto eles se comprometem a pagar “milhões e milhões de dólares por ano” à Rússia em troca do fornecimento de gás, o que é “algo muito inapropriado e negativo para a OTAN, que não deveria acontecer”, acrescentou.

Caso reste alguma dúvida sobre suas intenções, Trump concluiu ressaltando que a Alemanha destina apenas 1% do seu PIB a gastos militares, enquanto os EUA gastam mais de 4%. A ministra da Defesa alemã, Ursula von der Leyen, respondeu a Trump que seu país tem negócios com a Rússia, “sem dúvida”, mas que é sua obrigação manter abertas as linhas de comunicação com aliados e adversários.

Nos últimos meses, fontes do Governo Trump ameaçaram reduzir as tropas norte-americanas posicionadas na Alemanha se a chanceler, Angela Merkel, não aumentar seus gastos com defesa. Essas contas estão crescendo, mas não no ritmo que exige Washington.

Trump decidiu passar essa mensagem no início de um café da manhã com Stoltenberg e consciente de que a primeira parte de seu discurso estava sendo gravada. Suas palavras deixam claro que o magnata norte-americano não veio a Bruxelas para um debate construtivo, mas para atacar os aliados europeus por questões que são, em muitos casos, completamente alheias à OTAN.

A chanceler Angela Merkel respondeu a Trump lembrando que ela vivia em uma parte da Alemanha controlada pela União Soviética, a República Democrática Alemã (RDA), e que agora os alemães são independentes para ter sua própria política e tomar suas decisões em liberdade. Sem mencionar o presidente dos EUA, ela lembrou que a Alemanha é o segundo país da OTAN com mais tropas em missões da OTAN, com uma presença "muito forte" no Afeganistão, onde os Aliados intervieram após o ataque de 11 de setembro. "Também defendemos os interesses dos Estados Unidos", acrescentou ela, que também ressaltou que a Alemanha está aumentando seus gastos militares e que, em 2025, será 40% maior que em 2014, quando a meta de 2% do PIB foi fixada.

Ciente dessas dificuldades, o secretário-geral da Aliança admitiu que existem “desacordos de diferentes tipos entre os aliados”, uma mensagem pouco comum na retórica altamente ortodoxa de Stoltenberg. “É importante que esta cúpula demonstre que, apesar de todas essas discussões francas, seremos capazes de cumprir e tomar decisões”, declarou em pronunciamento público antes das reuniões entre os 29 aliados.

O secretário-geral da OTAN também reconheceu em parte o anúncio feito a Trump na terça-feira pelo presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, sobre o compromisso da União Europeia com Washington e sua contribuição essencial para a missão aliada no Afeganistão, o maior operação militar já empreendida pela OTAN. “Nenhuma outra grande potência tem tantos amigos quanto os EUA. Europeus e canadenses deram suas vidas no Afeganistão, a OTAN é boa tanto para os Estados Unidos quanto para a Europa”, concluiu Stoltenberg.

Questionado diretamente sobre o café da manhã com Trump, durante o qual se podia ver a expressão séria de Stoltenberg enquanto o líder norte-americano lançava críticas à Alemanha, o líder da Aliança preferiu recorrer à ironia. “O suco de laranja e as torradas estavam excelentes”, respondeu aos risos.

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