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Vídeo mostra momento do encontro do submarino argentino Ara San Juan

Profissionais que operavam um dos veículos submarinos foram os primeiros a ver em tela as imagens da embarcação, que estava desaparecida desde 15 de novembro do ano passado. Submarino foi localizado a 907 metros de profundidade.
Por G1

Um vídeo divulgado neste domingo (18) mostra as primeiras imagens do submarino Ara San Juan, no momento em que profissionais da empresa Ocean Infinity o localizaram. O encontro foi anunciado pela Marinha da Argentina na madrugada de sábado.


No vídeo é possível ver quando a equipe que opera um dos veículos que fazia as buscas vê a embarcação pela primeira vez em uma região de cânions (espécie de rios submarinos), a 907 metros de profundidade, e a 600 km da cidade de Comodoro Rivadavia.

O Ara San Juan desapareceu em 15 de novembro de 2017, com 44 pessoas a bordo, e sofreu uma "implosão" no fundo das águas do Oceano Atlântico.

Segundo Enrique Balbi, porta-voz da Marinha, a proa, a popa e a vela se desprenderam do submarino e estão localizadas em uma á…

Trump acusa Alemanha de ser “refém” da Rússia

No início da cúpula da OTAN, presidente critica Berlim por pagar milhões de dólares por gás de Moscou


Miguel González e Lucía Abellán | El País

Fiel ao seu estilo bronco e populista, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, agitou o início da cúpula que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) realiza nesta quarta-feira, 11, com um virulento ataque à Alemanha, a maior economia da União Europeia (UE). Em encontro com o secretário-geral da Aliança Atlântica, Jens Stoltenberg, Trump acusou a Alemanha de ser “refém” de Moscou por causa de sua dependência do gás russo.

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Trump em reunião com o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, nesta quarta-feira em BruxelasSTEPHANIE LECOCQ EFE

“A Alemanha é totalmente controlada pela Rússia porque receberá entre 60% e 70% da energia [de que precisa] através do novo gasoduto” Nord Stream II, que vem da Rússia, disse Trump. “Estamos protegendo a Alemanha” e outros países europeus contra a Rússia, acrescentou, enquanto eles se comprometem a pagar “milhões e milhões de dólares por ano” à Rússia em troca do fornecimento de gás, o que é “algo muito inapropriado e negativo para a OTAN, que não deveria acontecer”, acrescentou.

Caso reste alguma dúvida sobre suas intenções, Trump concluiu ressaltando que a Alemanha destina apenas 1% do seu PIB a gastos militares, enquanto os EUA gastam mais de 4%. A ministra da Defesa alemã, Ursula von der Leyen, respondeu a Trump que seu país tem negócios com a Rússia, “sem dúvida”, mas que é sua obrigação manter abertas as linhas de comunicação com aliados e adversários.

Nos últimos meses, fontes do Governo Trump ameaçaram reduzir as tropas norte-americanas posicionadas na Alemanha se a chanceler, Angela Merkel, não aumentar seus gastos com defesa. Essas contas estão crescendo, mas não no ritmo que exige Washington.

Trump decidiu passar essa mensagem no início de um café da manhã com Stoltenberg e consciente de que a primeira parte de seu discurso estava sendo gravada. Suas palavras deixam claro que o magnata norte-americano não veio a Bruxelas para um debate construtivo, mas para atacar os aliados europeus por questões que são, em muitos casos, completamente alheias à OTAN.

A chanceler Angela Merkel respondeu a Trump lembrando que ela vivia em uma parte da Alemanha controlada pela União Soviética, a República Democrática Alemã (RDA), e que agora os alemães são independentes para ter sua própria política e tomar suas decisões em liberdade. Sem mencionar o presidente dos EUA, ela lembrou que a Alemanha é o segundo país da OTAN com mais tropas em missões da OTAN, com uma presença "muito forte" no Afeganistão, onde os Aliados intervieram após o ataque de 11 de setembro. "Também defendemos os interesses dos Estados Unidos", acrescentou ela, que também ressaltou que a Alemanha está aumentando seus gastos militares e que, em 2025, será 40% maior que em 2014, quando a meta de 2% do PIB foi fixada.

Ciente dessas dificuldades, o secretário-geral da Aliança admitiu que existem “desacordos de diferentes tipos entre os aliados”, uma mensagem pouco comum na retórica altamente ortodoxa de Stoltenberg. “É importante que esta cúpula demonstre que, apesar de todas essas discussões francas, seremos capazes de cumprir e tomar decisões”, declarou em pronunciamento público antes das reuniões entre os 29 aliados.

O secretário-geral da OTAN também reconheceu em parte o anúncio feito a Trump na terça-feira pelo presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, sobre o compromisso da União Europeia com Washington e sua contribuição essencial para a missão aliada no Afeganistão, o maior operação militar já empreendida pela OTAN. “Nenhuma outra grande potência tem tantos amigos quanto os EUA. Europeus e canadenses deram suas vidas no Afeganistão, a OTAN é boa tanto para os Estados Unidos quanto para a Europa”, concluiu Stoltenberg.

Questionado diretamente sobre o café da manhã com Trump, durante o qual se podia ver a expressão séria de Stoltenberg enquanto o líder norte-americano lançava críticas à Alemanha, o líder da Aliança preferiu recorrer à ironia. “O suco de laranja e as torradas estavam excelentes”, respondeu aos risos.

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