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Israel concentra mais forças na fronteira com Faixa de Gaza e está pronto a agir

As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) concentraram mais forças na fronteira com a Faixa de Gaza e estão prontas para usá-las se for necessário, comunica a assessoria da entidade militar.
Sputnik

A decisão foi tomada no decurso da reunião no Estado-Maior e é uma resposta aos combates de ontem (11), que causaram morte de um militar israelense e sete palestinos.


"As IDF aumentaram suas forças no Distrito Sul e estão dispostas, se for preciso, a agir com mais vigor", destaca o comunicado da entidade.

No decurso da operação militar que teve lugar no enclave palestino neste domingo (11) um tenente coronel de uma unidade especial israelense foi morto. Ao mesmo tempo, a parte palestina perdeu sete homens, inclusive um comandante militar. Após os confrontos, os palestinos lançaram 17 mísseis contra o sul de Israel, dois deles foram interceptados pelos sistemas de defesa antiaérea Iron Dome (Cúpula de Ferro).

Foi igualmente informado que, tendo em conta a situação, o prim…

Analista explicou por que não existe guerra nuclear 'ocasional'

O lançamento de qualquer míssil balístico intercontinental será considerado como o início de uma guerra nuclear, independentemente da ogiva que porta. Sendo assim, não pode acontecer que uma guerra nuclear comece por acaso, afirmou em entrevista à Sputnik o analista militar Igor Korotchenko.


Sputnik

Anteriormente, a edição norte-americana The National Interest publicou um artigo dedicado aos riscos do início de uma guerra nuclear. Conforme a edição, a guerra pode iniciar-se devido à impossibilidade de alguns sistemas de vigilância identificarem a arma usada em cada caso concreto, o que pode levar a um ataque nuclear errôneo em resposta ao lançamento de mísseis convencionais.

Explosão nuclear
CC0 / Pixabay

"Pensa-se a priori que todos os mísseis balísticos intercontinentais portam ogivas nucleares, por isso não pode haver uma guerra nuclear ‘ocasional’. O próprio fato de haver um lançamento já é o início da guerra. Os EUA estão tentando promover a ideia de que parte dos mísseis balísticos pode portar ogivas convencionais, contudo, não podemos saber o que eles vão portar na verdade, por isso entende-se que os mísseis balísticos portam ogivas nucleares", explicou.

"Sendo assim, um ataque com um míssil balístico causa uma guerra nuclear, este é um algoritmo muito simples. Só não entendo de que ambiguidade se trata, ninguém fica esperando que ocorra uma explosão nuclear", acrescentou.

De acordo com ele, na Rússia e nos EUA operam sistemas de advertência nuclear, que consistem de escalões terrestres e espaciais. Os lançamentos de mísseis balísticos são localizados e as medidas retaliatórias são tomadas.

"A localização ocorre sempre após o lançamento de um míssil balístico intercontinental, aqui todos os algoritmos funcionam perfeitamente. O risco de destruição mútua garantida impede que os EUA desencadeiem uma terceira guerra nuclear", assinalou Korotchenko.

Enquanto isso, o analista explicou que os EUA e a Rússia avisam um ao outro sobre o início de quaisquer testes envolvendo mísseis balísticos intercontinentais.

Anteriormente, o chefe do Comando Estratégico das Forças Armadas dos EUA, John Hyten, afirmou que os EUA devem se tornar a potência nuclear dominante e não deixar que seus adversários tenham capacidades nucleares comparáveis. Entre os principais rivais o titular indicou a Rússia e a China, que estão desenvolvendo ativamente suas capacidades nucleares e espaciais "para se oporem aos EUA". Entretanto, Hyten reconheceu que dessa forma os países respondem às ações dos EUA.

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