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Militares juntam-se à polícia em protesto dos "coletes amarelos". Há 31 detidos

Os militares da operação antiterrorista "Sentinela" foram mobilizados para proteger as principais instituições francesas. Ao final da manhã, os coletes amarelos eram ainda em pequeno número na capital e quase invisíveis entre a população.
Diário de Notícias

As forças armadas francesas juntaram-se à polícia, este sábado, em Paris, para enfrentar o 19º fim de semana consecutivo de protestos dos coletes amarelos contra o governo do presidente Emmanuel Macron. Ao final da manhã, com os locais habituais de manifestação interditos e o reforço militar junto às principais instituições francesas, os "coletes amarelos" passavam quase despercebidos entre turistas e parisienses.

Segundo a Reuters, o governo francês decidiu mobilizar os militares da operação antiterrorista "Sentinela", depois de ter proibido os manifestantes de se reunirem nos Campos Elísios, onde no último fim de semana dezenas de lojas foram destruídas e algumas completamente pilhadas.

Além da presença …

Teste nuclear clandestino de Israel é descoberto graças a... ovelhas australianas?

Um novo estudo levado a cabo com ovelhas australianas deu novas provas de que o incidente Vela foi na realidade um teste nuclear, que poderia ter sido realizado por Israel.


Sputnik

O incidente aconteceu em 22 de setembro de 1979 no sul do oceano Índico. Um satélite estadunidense do projeto Vela com um equipamento especializado para detectar explosões nucleares captou uma dupla rajada de luzes típica para estas reações.


Uma ovelha (imagem referencial)
CC BY-SA 2.0 / Ana Rey / Ovelhas

Mais posteriormente, o lugar exato do teste foi detectado ao analisar os dados de sinais hidroacústicos que foram registrados por uma estação na ilha de Ascensão. Em particular, o evento teve lugar nas redondezas das ilhas do Príncipe Eduardo da África do Sul.

O evento foi batizado com o nome do satélite que detectou as rajadas de luz, Vela, e foi objeto de debates envolvendo explosão nuclear, enquanto se especulava que Israel tinha algo a ver com ela, informa o jornal New Zealand Herald.

Segundo comentou ao jornal Nick Wilson, professor da Universidade de Otago, isso seria uma violação do Tratado de Interdição Parcial de Testes Nucleares (LTBT) de 1963.

O estudo foi levado a cabo por Christopher Wright e Lars-Erik de Geer que analisaram o impacto de testes radiológicos nas tireoides das ovelhas. Vale destacar que estas informações foram mantidas em total segredo até há pouco tempo.

"Em 1979, foi um fato estabelecido que as glândulas tireoides destes animais, especialmente das ovelhas, concentram efetivamente iodo-131 radioativo de testes nucleares atmosféricos", declaram pesquisadores.

As amostras dos órgãos das ovelhas australianas foram enviadas aos EUA para análise. De fato, em 1979 as provas eram enviadas mensalmente, afirma o estudo.

Os resultados dos envios de três datas distintas mostraram que as ovelhas foram expostas à radiação, já o gado estaria pastando em uma área onde choveu quatro dias depois da detecção da rajada dupla.

O estudo aponta que a área onde pastoravam as ovelhas recebia um vento, vindo do suposto lugar da explosão, que teria tomado outro destino sem afetar, assim, afetou a Nova Zelândia.

Cientistas revelam ter encontrado mais uma prova de que incidente Vela foi na realidade uma explosão nuclear, apesar de "os sinais óticos e hidroacústicos já serem indicadores definitivos de um teste nuclear".

Em relação aos descobrimentos que saíram à luz graças ao estudo, o especialista em armas nucleares da Universidade de Stanford, Leonard Weiss, afirmou que "é eliminada qualquer dúvida" de que se trata de uma explosão nuclear.

Além disso, o analista assinalou que cada vez mais há provas circunstanciais de que Israel realizou este teste nuclear atmosférico.

"Israel era o único país com habilidade técnica e motivação política para levar a cabo um teste clandestino como este, que, segundo alguns dados, foi o último de vários e foi detectado devido à mudança drástica de nebulosidade", explica Weiss.

Israel não confirma nem desmente possuir um arsenal nuclear, afirma a edição. Previamente, o ex-porta-voz do parlamento israelense, Avraham Burg, declarou que o país tem armas nucleares e químicas.

No entanto, o embaixador israelense na Nova Zelândia disse à mídia que "é uma suposição ridícula sem fundamento".

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