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Militares juntam-se à polícia em protesto dos "coletes amarelos". Há 31 detidos

Os militares da operação antiterrorista "Sentinela" foram mobilizados para proteger as principais instituições francesas. Ao final da manhã, os coletes amarelos eram ainda em pequeno número na capital e quase invisíveis entre a população.
Diário de Notícias

As forças armadas francesas juntaram-se à polícia, este sábado, em Paris, para enfrentar o 19º fim de semana consecutivo de protestos dos coletes amarelos contra o governo do presidente Emmanuel Macron. Ao final da manhã, com os locais habituais de manifestação interditos e o reforço militar junto às principais instituições francesas, os "coletes amarelos" passavam quase despercebidos entre turistas e parisienses.

Segundo a Reuters, o governo francês decidiu mobilizar os militares da operação antiterrorista "Sentinela", depois de ter proibido os manifestantes de se reunirem nos Campos Elísios, onde no último fim de semana dezenas de lojas foram destruídas e algumas completamente pilhadas.

Além da presença …

Especialista sobre 'nova' arma ucraniana: 'Simplesmente não existe'

Um funcionário da empresa ucraniana Yuzhmash refutou as informações de que o país teria um novo sistema de mísseis Sapsan. Já o especialista militar Aleksei Podberezkin disse à Sputnik que por enquanto os construtores ucranianos seriam capazes de apenas "montar uma maqueta em um pátio".


Sputnik

Na sua página do Facebook, Aleksei Vasilenko, funcionário da empresa ucraniana, chamou de "falsos" os planos de mostrar o novo sistema de mísseis na parada militar dedicada ao Dia da Independência da Ucrânia, em 24 de agosto.

A imagem pode conter: céu e atividades ao ar livre
Ilustração | Reprodução Facebook

Mais cedo, o diretor da empresa de consultoria Defense Express, Sergei Zgurets, informou que o evento envolveria a participação de novos armamentos de produção ucraniana, inclusive o sistema tático de mísseis Sapsan.

"Sistema tático de mísseis Sapsan? Não há tal sistema. Simplesmente não existe. Nem fisicamente, nem em documentação. Nem sequer está preparado um ciclo produtivo para ele", escreveu Vasilenko, assinalando que outro sistema de mísseis, alegadamente produzido pela Ucrânia, também não existe na realidade, nem como protótipo de teste.

"O problema consiste em que as informações falsas têm uma caraterística muito triste — elas se espalham e passam a dominar o público", resumiu o autor da publicação, acrescentando que tudo o que poderá ser mostrado na parada em Kiev é apenas "um chassi com uma réplica de madeira compensada em cima."

O ministro da Defesa da Ucrânia, Stepan Poltorak, disse mais cedo que na parada seriam mostrados novos tipos de armamentos ucranianos, recentemente recebidos pelo exército do país, bem como equipamentos que ainda estão em fase de testes.

Doutor em História e diretor do Centro de Pesquisa Militar e Política do Instituto de Relações Internacionais de Moscou (MGIMO), Aleksei Podberezkin, falou com o serviço russo da Rádio Sputnik e avaliou as promessas do comando ucraniano.

"Fico extremamente surpreendido com tais declarações. Parece ser mais uma das notícias falsas a que as autoridades ucranianas recorrem diariamente para atrair atenção. É extremamente difícil comentar tais notícias falsas porque elas não se baseiam em nada. Só posso lhe dizer que, claro, a equipe da Yuzhmash e seu potencial são enormes, mas tudo isso já é coisa do passado. Nos últimos anos ela, de fato, esteve parada e foi praticamente liquidada. Montar algo em um pátio, e até mostrar isso em alguma parada ou exposição, talvez seja possível. Mas claro que será uma maquete e não um sistema de armas que possa ser testado e produzido em alguma quantidade", afirmou o entrevistado.

Pela primeira vez, o acordo sobre a produção do sistema Sapsan foi firmado em 2006. Planejava-se que o sistema seria posto em serviço entre 2011 e 2012, mas isso foi impossível devido ao financiamento insuficiente. Em consequência, o projeto foi descartado pelo Ministério da Defesa do país. Entretanto, em 2016 o presidente ucraniano, Pyotr Poroshenko, informou que o governo alocaria verbas para continuar com a iniciativa.

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