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General brasileiro em forças dos EUA atrapalha laços com Moscou e Pequim, diz especialista

A decisão do Brasil de enviar um oficial para integrar as Forças Armadas dos Estados Unidos deve atrapalhar as relações do país com importantes aliados, como China e Rússia. A avaliação é do especialista em Relações Internacionais Paulo Velasco, que conversou nesta segunda-feira com a Sputnik sobre esse polêmico assunto.
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Na última semana, se tornou pública no Brasil a notícia de que o país indicará, até o final do ano, um general para assumir um posto no Comando Sul (SouthCom) dos EUA, que cobre América Central, Caribe e América do Sul, provocando controvérsias.


De acordo com o comandante responsável, o almirante Craig Faller, os interesses norte-americanos na região seriam ameaçados por Rússia, China, Irã, Venezuela, Cuba e Nicarágua, países com os quais o Brasil poderá ter relações prejudicadas por conta dessa situação, conforme acredita Velasco, professor adjunto de Política Internacional do Departamento de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (U…

Israel ameaça Irã com conflito militar por estreito-chave no mar Vermelho

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ameaçou o Irã com o início de um conflito militar, no qual também participaria uma coalizão internacional, caso Teerã feche uma importante via fluvial na região.


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Trata-se do estreito de Bab-el-Mandeb, que, devido à sua localização na entrada meridional do mar Vermelho, é uma das rotas marítimas mais transitadas do mundo. Também é uma passagem para o tráfego marítimo ao porto de Eilat, ao sul de Israel.

Benjamin Netanyahu, premiê de Israel
Benjamin Netanyahu © REUTERS / Thomas Coex

"Se o Irã tentar bloquear o estreito de Bab-el-Mandeb, estou convencido de que [Irã] enfrentará uma coalizão internacional para evitar o bloqueio e esta coalizão também incluirá todas as forças militares de Israel", destacou Netanyahu aos graduados do curso de capitães de elite da Marinha de Israel em sua base de treinamento naval, em Haifa.

O primeiro-ministro israelense fez uma referência ao ataque da semana passada, em que os houthis — os rebeldes iemenitas do movimento xiita Ansar Allah — realizaram contra os barcos petroleiros sauditas no mar Vermelho, próximo das costas ocidentais do Iêmen, causando um leve dano a uma das embarcações.

A coalizão internacional, majoritariamente integrada por países do Golfo Pérsico e liderada pela Arábia Saudita, que conta com o apoio dos Estados Unidos e Reino Unido, acusa o Irã de apoiar os houthis.

Pouco depois do discurso de Netanyahu, o ministro da Defesa do país, Avigdor Lieberman, disse aos graduados que o exército Israelense, que enfrenta ameaças de segurança nas fronteiras tanto ao norte como ao sul do país, é capaz de liderar uma guerra em múltiplas frentes.

"Valentes marinheiros, nossos homens de ferro, estão prontos a qualquer momento e para qualquer missão", postou no Twitter depois da cerimônia.

"Estarão prontos no mar Vermelho, ao norte e ao sul. Estamos prontos para uma operação em todas as frentes de uma vez, a postos para atacar o inimigo com um golpe poderoso", acrescentou.

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