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Militares juntam-se à polícia em protesto dos "coletes amarelos". Há 31 detidos

Os militares da operação antiterrorista "Sentinela" foram mobilizados para proteger as principais instituições francesas. Ao final da manhã, os coletes amarelos eram ainda em pequeno número na capital e quase invisíveis entre a população.
Diário de Notícias

As forças armadas francesas juntaram-se à polícia, este sábado, em Paris, para enfrentar o 19º fim de semana consecutivo de protestos dos coletes amarelos contra o governo do presidente Emmanuel Macron. Ao final da manhã, com os locais habituais de manifestação interditos e o reforço militar junto às principais instituições francesas, os "coletes amarelos" passavam quase despercebidos entre turistas e parisienses.

Segundo a Reuters, o governo francês decidiu mobilizar os militares da operação antiterrorista "Sentinela", depois de ter proibido os manifestantes de se reunirem nos Campos Elísios, onde no último fim de semana dezenas de lojas foram destruídas e algumas completamente pilhadas.

Além da presença …

Jornal alemão iguala Bundeswehr à 'armazém de peças de reposição'

Bundeswehr (Forças Armadas da Alemanha) está em profunda crise, enfrentando uma grave falta de investimento, noticia o Suddeutsche Zeitung.


Sputnik

Segundo o jornal, 20% dos candidatos a cargos oficiais abandonam o serviço nos primeiros seis meses e a seleção de 8.500 voluntários previstos no plano para o serviço militar vem enfrentando mais e mais dificuldades com o passar dos anos.

Feierliches Gelöbnis der Bundeswehr
Foto: Britta Pedersen/dpa

Na lista dos problemas, a maior preocupação corresponde ao financiamento do exército alemão. Segundo a publicação, o orçamento da defesa para 2018, no valor de 38,5 bilhões de euros (R$ 170,9 bilhões) parece suficiente apenas à primeira vista — o exército não tem dinheiro suficiente. Metade do orçamento é usada para suprir as necessidades dos oficiais, uns 18% são destinados aos custos operacionais e apenas 13% do orçamento é investido nas compras de defesa.

Em particular, a publicação observa uma redução acentuada no número de tanques de 4.500 no final da Guerra Fria para 225 unidades. O dinheiro investido é absolutamente insuficiente para atender as demandas do exército no momento atual. Nesse sentido, para participar de missões da ONU no Afeganistão e no Mali, muitas vezes é necessário que as armas usadas na Europa sejam especialmente preparadas para condições meteorológicas complexas.

Exemplificando, o jornal cita a participação da Bundeswehr na operação afegã de 2001 a 2014. Para fornecer ao contingente alemão todo o necessário, o exército foi transformado em um "armazém de peças de reposição", perdendo a capacidade de defender a própria Alemanha e realizar tarefas dentro do bloco da OTAN, reporta a publicação.

A situação surgiu durante as ações do exército na Força-Tarefa Conjunta de Alta Preparação da OTAN, para o qual os militares alemães tiveram que coletar o transporte literalmente pelo país, escreve o jornal.

A publicação recorda que no governo alemão, que está em estado de crise política, há controvérsias sobre o aumento do orçamento de defesa de 1,3% para 1,5% do PIB. Mas especialistas acreditam que um aumento no orçamento de defesa não ajudará o exército a suprir suas necessidades. O ex-presidente do Comitê Militar da OTAN, Klaus Naumann, acredita que esses recursos vão, na melhor das hipóteses, reduzir o déficit que, devido à falta de recursos, vem crescendo desde o início dos anos 2000.

Anteriormente, o tabloide Bild, referindo-se ao relatório do Tribunal de Contas alemão, noticiou que a ministra da Defesa, Ursula von der Leyen, foi acusada de ter escondido os defeitos do equipamento militar e "embelezar as estatísticas". Segundo a publicação, no ano passado, nenhum submarino alemão estava em condição adequada para operação, era possível usar menos da metade das fragatas e tanques e apenas um em cada três helicópteros de combate.

Além disso, as corvetas, que a ministra afirmava ter "prontidão de combate", não dispunham de armas, os navios não possuíam mísseis guiados e havia escassez da tripulação nos submarinos.

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