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Expansão da OTAN na Europa é uma 'relíquia da Guerra Fria', diz Putin

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse em entrevista à imprensa sérvia publicada nesta quarta-feira (horário local) que a Rússia não quer uma nova corrida armamentista.
Sputnik

"Não vamos fechar os olhos ao desdobramento de mísseis de cruzeiro dos EUA [na Europa] e sua ameaça direta à nossa segurança. Teremos que tomar medidas eficazes de retaliação. Mas como país responsável e sensato, a Rússia não está interessada em uma nova corrida armamentista", afirmou.


Segundo o presidente russo, Moscou enviou em dezembro a Washington algumas propostas sobre a manutenção do Tratado INF. Além disso, Putin destacou que a Rússia está pronta para um diálogo sério com os Estados Unidos sobre toda a agenda estratégica.

No entanto, os Estados Unidos parecem ter uma política de "desmantelamento" em relação ao controle global de armas, acrescentou o presidente russo.

Durante a entrevista aos meios de comunicação sérvios, Putin também instou os parceiros ocidentais a estabelecer um …

Kiev se gaba do 'poder' de suas Forças Armadas: 'Rússia se engasgará com próprio sangue'

O vice-ministro para os Territórios Temporariamente Ocupados da Ucrânia, Yuri Grymchak, ameaçou a Rússia com uma resposta "sangrenta".


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Segundo ele, há dois anos que previu uma "ofensiva" da Rússia contra a Ucrânia e estimou uma série de derrotas ucranianas. No entanto, agora ele afirma que o Exército ucraniano possui condições melhores do que anteriormente. 

Militares ucranianos participam dos exercícios
Militares ucranianos © AFP 2018 / YURIY DYACHYSHYN

"Naquela época eu disse que eles [russos] se engasgariam com nosso e seu próprio sangue. Hoje me parece que eles se engasgarão com seu próprio sangue em caso de uma ofensiva", expressou ele em entrevista ao Apostrophe.

O vice-ministro observou que, durante esse período, Kiev "mudou muita coisa" no exército, no equipamento e no armamento, e a situação nas Forças Armadas da Ucrânia é "incomparável" em relação a 2014.

Frequentemente em Kiev tentam propagar as Forças Armadas da Ucrânia como sendo "defensoras de toda a Europa". Mas na realidade, o exército ucraniano enfrenta sérios problemas.

Em outubro do ano passado, o procurador militar Anatoly Matios relatou que, desde 2014, mais de dez mil militares foram mortos e feridos por motivos que não estão relacionados com os combates em Donbass. O ministro da Defesa da Ucrânia, Stepan Poltorak, justificou as perdas como sendo consequência de doenças, violação de medidas de segurança e consumo de álcool.

Em julho, o deputado da Suprema Rada (Parlamento da Ucrânia) Andrei Biletsky falou sobre a situação catastrófica do armamento das Forças Armadas ucranianas. Ele observou que o desgaste das armas disponíveis na Ucrânia desde os tempos soviéticos já está próximo a ser crítico e que o equipamento necessário não é fabricado devido à corrupção.

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