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General brasileiro em forças dos EUA atrapalha laços com Moscou e Pequim, diz especialista

A decisão do Brasil de enviar um oficial para integrar as Forças Armadas dos Estados Unidos deve atrapalhar as relações do país com importantes aliados, como China e Rússia. A avaliação é do especialista em Relações Internacionais Paulo Velasco, que conversou nesta segunda-feira com a Sputnik sobre esse polêmico assunto.
Sputnik

Na última semana, se tornou pública no Brasil a notícia de que o país indicará, até o final do ano, um general para assumir um posto no Comando Sul (SouthCom) dos EUA, que cobre América Central, Caribe e América do Sul, provocando controvérsias.


De acordo com o comandante responsável, o almirante Craig Faller, os interesses norte-americanos na região seriam ameaçados por Rússia, China, Irã, Venezuela, Cuba e Nicarágua, países com os quais o Brasil poderá ter relações prejudicadas por conta dessa situação, conforme acredita Velasco, professor adjunto de Política Internacional do Departamento de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (U…

'Passamos a dispor de grande capacidade de dissuasão', diz comandante do maior e mais novo navio da Marinha brasileira

Porta-helicóptero Atlântico foi adquirido pelo governo a um preço de R$ 440 milhões


Rodrigo Lopez | Zero Hora

Desde o fim de semana, está em mares brasileiros a mais nova aquisição da Marinha de guerra. Comprado do Reino Unido a um preço equivalente a R$ 440 milhões, o Porta-Helicópteros Multipropósito Atlântico (PHM Atlântico) consegue abrigar até 17 aeronaves e é o maior navio da esquadra brasileira. É a maior compra da Marinha brasileira desde o porta-aviões São Paulo, que será aposentado. 

Navio pode operar com sete helicópteros simultaneamente em seu convés. Crédito: Alexandre Durão, Divulgação Marinha

A bordo da embarcação, que cruzou o Oceano Atlântico, entre o Reino Unido e o Rio de Janeiro pela primeira vez com a bandeira brasileira, o comandante da embarcação, capitão-de-mar-e-guerra Giovani Corrêa, natural de Florianópolis, explicou à coluna a importância da incorporação do navio à armada nacional.

Qual é o sentimento de comandar o principal navio da Marinha do Brasil?

É uma honra e uma grande satisfação pessoal e profissional estar no comando do futuro navio-capitânia da esquadra brasileira.

Em comparação com outras embarcações, quais são as diferenças?

O navio se diferencia por suas dimensões e recursos para a condução de operações navais, aeronavais e de emprego de fuzileiros navais.

Em que aspectos esta embarcação difere das demais da Marinha Brasileira?

O porta-helicópteros Atlântico complementa as capacidades hoje existentes na Marinha para operações com aeronaves embarcadas, operações anfíbias e de ajuda humanitária. As principais diferenças com relação aos outros navios da Marinha são a possibilidade de operar simultaneamente com até sete aeronaves no seu convés de voo, transportar de 500 a 800 fuzileiros navais e projetá-los em terra por movimento helitransportado ou por embarcações de desembarque, além de ser uma plataforma de excelência para comando e controle de uma força-tarefa, com diversos recursos para planejamento de operações, detecção em longas distâncias e acompanhamento automático de contatos. Dispõe, ainda, de variados recursos para emprego em missões humanitárias e operações de paz.

Quais serão os primeiros exercícios com esta embarcação?

O navio passará por um intenso período de adestramento de dois meses, que terá como objetivo complementar os treinamentos realizados no Reino Unido, para que a tripulação esteja apta a operar o navio como parte integrante de uma força-tarefa e com todos os tipos de aeronaves disponíveis na Marinha.

Como foi a primeira viagem, desde que assumiu o comando, cruzando o Atlântico e trazendo o navio para "casa"?

A viagem foi muito tranquila e segura. O navio passou a maior parte do tempo desenvolvendo sua velocidade de cruzeiro entre 15 e 16 nós. Durante a travessia, foram realizados diversos exercícios a bordo para manutenção do treinamento da tripulação e preparação para o primeiro recebimento de helicópteros, ocorrido no dia 22 de agosto, que culminou na homologação do navio para operações aéreas no Dia da Aviação Naval, em 23 de agosto.

Por que é importante para o Bra
sil adquirir esta nova embarcação neste momento?

A Marinha passa a dispor de um meio com grande capacidade de dissuasão e de controle de extensa área marítima, que contribuirá para a manutenção da segurança do Atlântico Sul e a projeção do Brasil no cenário internacional. A população se beneficia com a proteção das inúmeras riquezas disponíveis na zona econômica exclusiva brasileira, que corresponde a uma área oceânica equivalente à metade do território nacional, bem como das inúmeras atividades marítimas vitais ao desenvolvimento da economia do país.

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