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Marinha da Argentina fala sobre localização do submarino ARA San Juan

Embarcação desaparecida há 1 ano foi localizada neste sábado a 907 metros de profundidade. Ainda não há previsão de início dos trabalhos de resgate. 'Não temos meios para resgatar o submarino', diz ministro.
Por G1

A Marinha da Argentina informou neste sábado (17) que o submarino ARA San Juan, que sumiu há 1 ano com 44 tripulantes, foi encontrado a 907 metros de profundidade em uma área de "visibilidade bastante reduzida", e que a embarcação sofreu uma "implosão" no fundo das águas do Oceano Atlântico.

Segundo Enrique Balbi, porta-voz da Marinha, a proa, a popa e a vela se desprenderam do submarino e estão localizadas em uma área de 80 a 100 metros. “Isso sugere que a implosão tenha ocorrido muito perto do fundo”, disse.

Segundo a Marinha, as imagens mostram que o casco do submarino permaneceu bastante intacto, apenas com algumas deformações, e que todas as outras partes se desprenderam. A implosão teria ocorrido em razão da pressão externa do mar ter superado …

Resposta ao míssil balístico de Putin? EUA criam seu próprio 'Sarmat'

Segundo a mídia americana, a escolha do nome nada mais é do que uma tentativa do Departamento de "zombar" de Moscou.


Sputnik

O Departamento de Estado dos EUA anunciou a criação de uma nova posição para lutar contra as "atividades malignas da Rússia" e que foi batizada de Senior Advisor for Russian Malign Activities and Trends (Assessor Sênior para Atividades e Tendências Malignas da Rússia), ou SARMAT — um acrônimo que combina com o nome do sistema de mísseis russos Sarmat, relatou a CNBC.

Testes do míssil balístico intercontinental Sarmat, 29 de março de 2018
Teste do míssil russo Sarmat © Foto : Ministério da Defesa da Rússia

"Trollar é o último golpe no confronto entre EUA e Rússia, já que os dois países continuam participando de um conflito insólito, tão típico do século XXI", disse o autor da publicação, Tucker Higgins.

De acordo com a mídia, o confronto entre os EUA e a Rússia passou dos campos de batalha sírios para a "zona de guerra" dos memes e se tornou uma "guerra dialética" que pode ser comparada à Guerra Fria.

Por sua parte, o ex-embaixador dos EUA na Rússia e autor do livro "Da Guerra Fria à paz quente", Michael McFaul, descreveu como "curiosas" as tentativas de Washington de "trollar" o Kremlin.

Por sua vez, o ex-funcionário do Departamento de Estado, Stephen Sestanovich, manteve-se cético sobre a criação do novo cargo SAMART e brincou que a notícia "poderia ter sido inventada por algum comediante". Ele também disse que "um acrônimo engraçado" não pode melhorar as relações entre Washington e Moscou.

Mas o que fará o SARMAT americano?

De acordo com uma declaração oficial do secretário de Estado adjunto dos EUA, Wess Mitchell, ele será responsável por "desenvolver as estratégias inter-regionais entre os departamentos" e "expor publicamente as atividades malignas da Rússia".

O Sarmat russo é um míssil hipersônico intercontinental pesado, capaz de transportar até 15 ogivas termonucleares manobráveis. Um único projétil deste tipo poderia cobrir uma área de até 700 mil quilômetros quadrados, o equivalente ao território de países como a França ou o estado do Texas.

Deve-se notar que em várias ocasiões o Kremlin afirmou que o novo armamento russo não se destina a atacar ninguém, mas serve para garantir a segurança do país.

A esse respeito, o porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, reafirmou que era errado ver a mensagem de Putin à Assembleia Federal como um gesto militarista, já que a ideia principal era a necessidade de dar um salto tecnológico.

"Eu repito o que o presidente disse, a Rússia não vai atacar ninguém, essas armas não ameaçam quem não tem planos de atacar o nosso país", explicou.

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