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Militares juntam-se à polícia em protesto dos "coletes amarelos". Há 31 detidos

Os militares da operação antiterrorista "Sentinela" foram mobilizados para proteger as principais instituições francesas. Ao final da manhã, os coletes amarelos eram ainda em pequeno número na capital e quase invisíveis entre a população.
Diário de Notícias

As forças armadas francesas juntaram-se à polícia, este sábado, em Paris, para enfrentar o 19º fim de semana consecutivo de protestos dos coletes amarelos contra o governo do presidente Emmanuel Macron. Ao final da manhã, com os locais habituais de manifestação interditos e o reforço militar junto às principais instituições francesas, os "coletes amarelos" passavam quase despercebidos entre turistas e parisienses.

Segundo a Reuters, o governo francês decidiu mobilizar os militares da operação antiterrorista "Sentinela", depois de ter proibido os manifestantes de se reunirem nos Campos Elísios, onde no último fim de semana dezenas de lojas foram destruídas e algumas completamente pilhadas.

Além da presença …

'Tornamo-nos um grupo de covardes': é revelada grave crise nas Forças de Defesa de Israel

O relatório preparado pelo major-general da reserva, Yitzhak Brik, comissário para os direitos dos soldados das Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês), está sendo discutido em Israel.


Sputnik

O relatório apresentado ao Parlamento do país, o Knesset, revela uma grave crise nas IDF, relata a edição hebraica Haaretz.

Soldados israelenses caminham em direção ao norte da Faixa de Gaza
Militares israelenses © AP Photo / Neil Cohen

Brik conduziu uma crítica excepcionalmente contundente da política de pessoal das Forças de Defesa de Israel. Em uma carta oficial, o militar fundamentou suas críticas em uma longa lista de conversas com dezenas de oficiais do Exército.

O relatório descreve uma organização medíocre que sofre de exaustão por sobrecarga. Também são reprovados o desleixo dos comandantes e a grave crise de motivação entre os jovens oficiais que geralmente abandonam a carreira militar.

Brik adverte que a crise prejudica a prontidão das Forças de Defesa de Israel para a guerra e cita oficiais em campo que alertam que as principais autoridades do país vendem uma imagem falsa que não corresponde à realidade.

Em sua carta, o mediador militar cita um comandante da brigada do Exército: "Nós [oficias em campo] nos tornamos um grupo de covardes. Tenho vergonha também de ter parado de mencionar problemas em conferências. Infelizmente, isso só me prejudicaria. Em todo caso, tudo cai em ouvidos surdos".

O chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, Gadi Eizenkot, referiu-se às queixas do mediador durante uma sessão fechada do Comitê de Assuntos Exteriores e de Defesa. Eizenkot aceitou parte das críticas sobre o conhecimento e a disciplina organizacional das IDF.

Por outro lado, ele rejeitou a advertência de Brik sobre a deficiência dos preparativos das IDF para a guerra e acrescentou que ele não tinha autoridade e ferramentas para examinar sistematicamente esses aspectos.

O Exército israelense continua tendo a imagem de ser a força mais capaz no Oriente Médio, invencível diante de seus vizinhos árabes. Mas na classificação internacional da Global Firepower, a posição das IDF está em constante queda.

Se em 2014 o Exército de Israel ocupou o 11º lugar, este ano caiu para 16º. O Exército russo, em comparação, está em segundo lugar, reportou o jornal Vzglyad.

O ex-chefe do serviço especial israelense Nativ, Yaakov Kedmi, justifica a situação devido ao desaparecimento de ameaças contundentes contra a existência de Israel. Agora a sociedade não está disposta a conceder privilégios ao Exército e os recursos utilizados para sua manutenção já são elevados.

"Isso é visto em tudo: tanto no que diz respeito a pensões e salários como a todos os tipos de privilégios financeiros para o pessoal militar regular. Além disso, a motivação para servir nas forças armadas, que costumava ser baseada no sentimento de perigo e exigia a dar tudo para a defesa do Estado, foi reduzida", ressaltou Kedmi.

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