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Por que alguns países ocidentais não querem libertação de Idlib?

A libertação de Idlib marcará a vitória total das forças governamentais e o fracasso dos planos de países ocidentais de derrubar as autoridades legítimas sírias.
Sputnik

No entanto, segundo Pierre Le Corf, ativista francês que vive em Aleppo, a tarefa não será fácil. 


"Será muito difícil libertar Idlib, porque todas as forças da coalizão lideradas pelos EUA e governos [ocidentais] envolvidos na guerra até o momento se opõem à libertação da província", disse Le Corf à Sputnik França.

Ele comentou que assim que a província síria de Idlib for libertada, terá que "libertar as zonas ocupadas ilegalmente pelos EUA, França e até pela Itália no norte do país". Por esse motivo, nenhum desses países quer a libertação da província.

Le Corf salientou que a intenção de manter o status atual poderia levar a "um massacre da população civil de Idlib", referindo-se às múltiplas advertências dos militares sírios e russos sobre a possível encenação de ataques químicos com o prop…

Analista considera lógica a resposta da Rússia perante incompreensão da parte de Israel

Rússia irá entregar mísseis S-300 à Síria em duas semanas, comunicou o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu. O politólogo militar Vladimir Evseev declarou ao serviço russo da Rádio Sputnik que a Rússia cumpre assim os seus compromissos.


Sputnik

De acordo com o ministro da Defesa russo, nas próximas duas semanas a Rússia vai entregar sistemas de defesa antiaérea S-300 ao exército sírio.

Sistema de defesa antiaérea S-300 é mostrado durante o fórum militar EXÉRCITO 2018
Sistema antiaéreo S-300 Favorit © Sputnik / Ekaterina Nenakhova

Capazes de interceptar meios de ataque aéreo à distância de mais de 250 quilômetros e atingir ao mesmo tempo vários alvos aéreos, os mísseis S-300 reforçarão significativamente as capacidades de combate da defesa antiaérea síria.

Além dos S-300, a Rússia fornecerá à Síria modernos sistemas automatizados de controle para postos de comando da defesa antiaérea.

Esses sistemas assegurarão um comando centralizado de todas as forças e meios da defesa antiaérea, controle da situação aérea, transmissão rápida de instruções sobre alvos e, o que é o mais importante, segundo as palavras do ministro russo, a identificação de todas as aeronaves russas pelos sistemas de defesa antiaérea sírios.

Ele sublinhou que Moscou se viu obrigada a tomar medidas de resposta adequadas e destinadas a aumentar a segurança dos militares russos.

O analista militar russo, Vladimir Evseev, contou ao serviço russo da Rádio Sputnik sobre as particularidades que distinguem os sistemas S-300 dos S-200 que estão em serviço no exército sírio.

"Este sistema tem uma diferença fundamental dos sistemas que estão em serviço no exército sírio — os S-200. Primeiro, o S-300 é mais resistente a interferências. Quero ressaltar que durante a tragédia com o avião russo Il-20 a parte israelense criou interferências com ajuda de caças bombardeiros F-16. Segundo, esse sistema tem um alcance maior de detenção de alvos e sua destruição", comentou o especialista.

Segundo ele, os sistemas S-300 se tornarão um fator de contenção dos que decidirem atacar a Síria. O próprio Israel deverá ter em conta uma possível resposta séria a ações hostis contra a Síria.

"Levando em consideração que as ações da parte israelense causaram a morte de 15 militares russos, e que eles não querem ouvir as preocupações russas, a Rússia foi obrigada a tomar tais medidas [de fornecimento de S-300 à Síria]. Considero que tal resposta foi lógica perante tal reação da parte de Israel", opina Vladimir Evseev.

O analista destaca que a Rússia acordou em levar em conta as preocupações de Israel por causa das Colinas de Golã, mas Israel continua atacando o território sírio, violando o direito internacional. Por isso a Rússia decidiu fornecer os sistemas S-300 à Síria, cumprindo seus compromissos e protegendo a integridade territorial da Síria.

O avião russo Il-20, a bordo do qual seguiam 15 militares, foi derrubado por um míssil de um sistema S-200 do exército sírio, na noite da segunda-feira (17), matando todos os tripulantes. Segundo afirmou o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, a aeronave foi derrubada por mísseis sírios em resposta às ações da aviação israelense, que estava "se cobrindo" com o avião russo.

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